Land Of Talk: «It's Okay»
Eis mais uma razão para o canil não se cansar de cheirar o traseiro a vídeos musicais. Eis um dos mais belos do ano, realizado pela dupla WeWereMonkeys (Davide Di Saro and Mihai Wilson) para os Land Of Talk.
Eis mais uma razão para o canil não se cansar de cheirar o traseiro a vídeos musicais. Eis um dos mais belos do ano, realizado pela dupla WeWereMonkeys (Davide Di Saro and Mihai Wilson) para os Land Of Talk.
E o CLIPE DA SEMANA escolhido pelo Pedro Laginha é uma história da carochina dos MGMT que, no entanto, não é recomendável aos espíritos mais sensíveis...
O Pedro Laginha, se dúvidas houvesse, tem um bom-gosto que não resiste a lendas, homens-tigres e a actrizes magnéticas como o Asia Argento.
Ser convidado do canil é também conhecer bandas que ainda não tinham passado pelo nosso radar. Foi isso que aconteceu o Pedro Laginha que teve uma paixão à primeira vista com os Metric (foi também assim com o canil). Um clipe que era para ser apenas uma sessão de fotografias da banda para uma revista. E que depois deu nisto.
A primeira escolha do Pedro Laginha é particularmente feliz num momento em que continua viva na memória do canil o desaparecimento do grande Michael Jackson. É que entre as inúmeras virtudes deste clipe dos Yeah Yeah Yeahs conta-se uma decidida homenagem a um dos grandes vídeos do Rei da Pop. Esse mesmo.

E o clipe da semana, segunda a canina opinião da Filomena Cautela, foi nada mais nada menos do que este autêntico 2 em 1 que é o clipe de Kid Cudi que conta aqui com a preciosa ajuda de Kanye West e de uma dezena de balões.

Pelos vistos, a Filomena é fã dos OiOai. E este clipe, há que admiti-lo, é um belo exemplo de como um vídeo performativo não precisa de pisar e repisar sempre os mesmos e imutáveis lugares comuns.

Na sua segunda escolha, a Filomena conquistou definitivamente o canil. Qualquer clipe que junte Jonathan Glazer, Jack White e a Alison Mosshart nem sequer pode ser visto como um objecto passível de escolha - é uma obrigação.

A primeira escolha da Filomena recaiu para este pequeno prodígio de animação que veio dar uma nova alma à música dos The Prodigy. Desde os saudosos tempos de THE FAT OF THE LAND, que o grupo de Braintree não entusiasmava tanto o canil.

Que belo trabalho de Saman Keshavarz, o realizador de um clipe que, apesar de se mover em terrenos já pisados pelo Smack My Bitch Up e pelo Natural Born Killers, consegue ainda construir uma narrativa, urdir uma montagem e exibir um casting que fazem dele um dos melhores que o canil vi este ano. Ah e a música é bomba.

Não há muito a dizer sobre este vídeo realizado por David Altobelli.

Fina ironia esta do um clipe capaz de despertar um ataque epiléptico a um mamute congelado no Árctico há dezenas de milhares de anos ser de uma banda chamada Health. Na boa, um clipe com lugar reservado no Top 10 do fim do ano.

Já começa a ser trivial: um fã faz um clipe para uma banda que acaba por reconhecê-lo oficialmente (falta saber se a editora ou a banda compensa posteriormente o artista, que neste caso se chama Nir Ben Jacob). A animação para este belo tema dos The Walkmen não é nenhuma obra-prima de realismo da Pixar, mas também nem procura andar lá por perto. Com uma palette de cores extremamente estreita (e vê-se o porquê desta opção estética no final do clipe) e uma pureza de traços que recusa qualquer tentação mais expressionista, o que temos aqui é um dos vídeos musicais mais bem conseguidos que o canil viu nos últimos tempos. Isto apesar de o canil não achar piada alguma ao papel desempenhado pelo nosso mano. Nenhum rafeiro que se preze tem pachorra para chatear um coelhinho.

No canil não se fala de outra coisa a não ser do disco de estreia dos The XX. Algures entre bandas seminais como os Young Marble Giant, os Japan e os Low com um toque de R&B muito contemporâneo, a música minimalista deste quarteto possui obviamente evidentes propriedades cinematográficas. Até ver, os dois clipes da banda optam por esse caminho. Se o primeiro consiste numa simples (mas eficaz) projecção de imagens sobre a banda, o segundo é um autêntico prodígio de jogos e reflexos de luzes que transfiguram por completo a nossa percepção do espaço. Escusado será dizer que temos aqui um dos discos incontornáveis do ano.

Já cá canta o novo clipe de Mazgani. Bela sucessão de fotografias ao som da música de um dos grandes trovadores cá do burgo. O canil, como sabem, é fã.

As nomeações para o Mercury Prize deste ano, trouxeram como grande revelação para o canil os The Invisible. Considerados por muitos (e com alguma pertinência) os TV On The Radio britânicos, o disco de estreia homónimo da banda é um colecção de canções altamente recomendável, entre as quais se destaca este poderosíssimo «London Girl», uma das canções com mais groove que o canil ouviu nos últimos tempos. Vamos ver se a surpresa se repete no próximo dia 8 de Setembro quando for revelado o vencedor do prestigiado prémio.

A música urbana tem um novo super-herói: Major Lazer. Este rapaz é um ex-comando jamaicano que perdeu o braço na pouco famosa (porque secreta) Guerra dos Zombies em 1984 e que, agora, dedica a sua vida aos desenhos animados, à indústria de brinquedos e ao dancehall. E penso que fica tudo dito.

O canil anda entusiasmado com o renascimento dos The Prodigy. De repente, parece que a banda volta a estar na moda, depois de ter sido das bandas mais importantes da década de 90. Apesar da fórmula não ter mudado muito, não há forma de negar que as novas canções parecem ter recuperado algum do brilho e da frescura de discos como MUSIC FOR THE JILTED GENERATION e THE FAT OF THE LAND. É o caso deste frenético «Warrior's Dance» superiormente ilustrado por uma animação de Corin Hardy.

Uma pequena incursão do canil pelo jazz é absolutamente necessária para vos mostrarmos o belíssimo clipe que Jonas Meier realizou para o RUSCONI TRIO. Uma câmara num permanente movimento de 360º vai filmando um bailado que traz logo à memória a obra-prima do grande Jacques Tati. Que finos que andamos.

M. Ward, um dos singer-songwriters favoritos do canil, acaba de entrar na playlist da muito recomendável MTV U, graças a uma animação muito original que ilustra a sua surpreendente versão de um clássico de Buddy Holly. O tema conta ainda com a voz da sua parceira dos She & Him, a actriz Zooey Deschanel. Que informativos que estamos hoje, não é?

Os Simian Mobile Disco estão aí de novo mais disco, móveis e símios que nunca. E technicoloridos.

Com que então pensavam que os Depeche Mode não têm mais nada pra fazer do que darem um concerto no Porto no estádio de um clube que um gajo nem sabe em que divisão vai jogar este ano? Meus lindos, os Depeche preocupam-se com cenas bem mais importantes do que os seus fãs portugueses. Exemplo? A paz mundial, por exemplo. Pode não parecer mas é bué de importante.

Descontando o facto de não sabermos se todas aquelas folhas de papel foram (ou não) recicladas (mas duvidamos muito), não outra maneira de falar deste clipe tuga para os Virgem Suta: grandessíssimo vídeo, sim senhor.

Está aí o segundo disco dos Wild Beasts e para ilustrar o single «Hooting & Howling» há um dos mais conseguidos clipes aquáticos alguma vez farejados pelo vosso canil. Muita água sem meter nenhuma. Cortesia de Ruth Render.

Este Jack White não pára. Depois dos The White Stripes e dos The Raconteurs, o mais recente projecto do rapaz chama-se The Death Weather e conta com a sempre muito magnética presença de Alison Mosshart dos The Kills. O clipe de estreia também é um acontecimento porque marca o regresso do grande Jonathan Glazer aos vídeos musicais - e que regresso.

Um pequeno prodígio de animação. Com sotaque francês. Comme il faut.

Aqui está um clipe que mata dois coisos (tadinhos dos coelhos) com uma só cajadada: não apenas nos dá a oportunidade de ver mais uma pérola de Nima Nourizadeh (um dos realizadores favoritos do canil), como nos permite ouvir mais um tema do segundo e muito recomendável álbum de Bat for Lashes. Estes dois parecem ter sido feitos um para o outro. E ainda bem.

Ray Tintori volta a fazer das suas com os sempre cúmplices MGMT. Esqueçam lá os primeiros 65 segundos do clipe (uma seca absoluta) e concentrem-se no grau de demência e alucinação deste clipe. Mete criancinhas e tudo.
Convém não esquecer que, o ano passado, este mesmo tema causou sensação na net graças ao clipe feito em cima do joelho por um trio de estudantes (Jon Salmon, Abby Fuller e Rafael Pulido). Toda a história aqui. E, já agora, tomem lá o vídeo.

Estranho que nenhum promotor se tenha lembrado de trazer os Passion Pit a Portugal. O projecto até tem tido um airplay assinalável no éter nacional e são um verdadeiro fenómeno na bloga lusa. Mas parece manter-se este ano a tendência de trazer para os festivais de Verão bandas jurássicas ou projectos que, na melhor da hipóteses, deram cartas o ano passado, o que, esperem lá, até poderá dizer que os Passion Pit poderão vir cá pró ano. Olha, menos mal.

Vá. Esqueçam lá o corte de cabelo e as calças justinhas e concentrem-se no novo sopro da carreira de Jack Peñate. Este rapaz tem um dos discos mais agradáveis e surpreendentes do ano. Quem me avisa, meu canino é.

Para além de haver poucas coisas no mundo que dêem mais prazer ao canil do que ouvir a Lily Allen mandar foder alguém, o novo clipe da artista do nosso canino coração é, simplesmente, o melhor da sua carreira. Quem é que já não sonhou em ter tamanhos super-poderes? E, já agora, um par de óculos daqueles? Pois é.

A canção até pode ser para amanhã, mas o vídeo é para hoje. Disco-funk como é raro ouvir-se em Portugal, cortesia de uma nova banda tuga chamada The Bombazines. Isto promete.

Não é preciso conhecer a cidade do Porto para ficar vidrado no novo clipe dos X-Wife. Belíssima peregrinação nocturna ao som de uma das melhores bandas nacionais.

Já sabemos que não há terreno mais pisado, armadilhado e pantanoso do que o do clipe urbano. Mas este magnífico clipe dos Mims consegue reinventar e baralhar os clichés de tal forma que o canil não hesita em considerar este um mais conseguidos e elucidativos vídeos de hip-hop. Façam o favor de discordar.

Os Naive New Beaters pretendem ser para o pop-rock, o que os Justice foram para a música de dança. O canil não sabe se os rapazes chegam lá, mas, para além da nacionalidade, há outra coisa que une os dois projectos: a qualidade dos seus vídeos musicais. Onde mais uma vez se prova que as possibilidades do chroma key são inesgotáveis.

É já no próximo dia 11 de Agosto que saiu um dos discos de estreia mais aguardados pelo canil: I HAD THE BLUES BUT I SHOOK THEM LOOSE dos Bombay Bicycle Club, para os mais distraídos uma espécie de Vampire Weekend de segunda linha e, para os seres caninos com o ouvido apurado, dos projectos pop mais frescos e contagiantes de 2009. Tá dito.

É com alguma emoção que o canil vos apresenta aquele que é, muito provavelmente, o melhor clipe web 2.0 de todos os tempos. Exagero? Então cliquem lá no coiso.

Para os mais distraídos poderá parecer que este é um post sobre o melhor clipe do ano que, por mero acaso, foi realizado pelos Shynola. Estão enganados. Na verdade, este é um post sobre o melhor clipe do ano da autoria dos Shynola que, por mero acaso, foi feito para um tema dos Coldplay. Há que ser preciso nestas cenas.
Podem ver essa maravilha aqui.

Se não deram por ela, a verdade é que ninguém vos pode levar a mal. Depois de dois álbuns sinceramente medíocres, os Manic Street Preachers regressam este ano com uma belíssimo disco de grandes canções intitulado JOURNAL FOR PLAGUE LOVERS. O single de apresentação está ao nível de clássicos como «Faster» ou «The Masses Against The Classes». O canil está eufórico.

Finalmente! Se os Buraka mostraram ao mundo uma das facetas da Lisboa multi-étnica e multi-cultural, o disco homónimo de estreia dos Cacique 97 é a outra face da mesma moeda, sem beats mas com muito groove. A banda é formada por 10 músicos portugueses e moçambicanos, sendo algumas caras bem-conhecidas de outros projectos como Cool Hipnoise, Philharmonic Weed ou Spaceboys. Vai ser um dos discos tugas mais ouvidos aqui no canil.

Os White Denim estão aí de regresso com um novo álbum intitulado FITS e já podem fazer como o canil e dançar que nem loucos ao som deste contagiante «I Start To Run». Grande vídeo de Tom Haines, à semelhança deste anterior esforço conjunto do realizador e da banda.

Outra artista que está intimamente ligada à história deste nosso canil (ou não tivéssemos passado nada mais nada menos do que 4 clipes seus no programa) é a única e incomparável Regina Spektor. Podem até dizer que o tema e vídeo não passam de mais do mesmo - tudo bem. Afinal de contas, para além do nosso HTML ser livre, anda por aí malta a dizer coisas muito piores tipo que o contrário de estar vivo é ser a Laurinda Alves. Pancas.

Ora aqui está uma pequena preciosidade escandinava já referida por um comentador ilustre do nosso canil. Conhecer a banda e gostar do tema surge aqui como um mero efeito secundário de um vídeo narrativo que prende a atenção do espectador desde o primeiro segundo. Ora atrevam-se lá a se distraírem um segundinho. AVISO: inclui doses cavalares de sensualidade post-mortem.

O canil gostaria muito que V. Ex.ªs decorassem o seguinte nome: Dan Black. É suposto este jovem artista britânico lançar um álbum ainda este ano, mas até lá, podem desde já apreciar o talento desta figura de proa do wonky pop através do seu mais recente vídeo e single. Se o tema é uma soberba reutilização do beat que Jay-Z criou para o tema Umbrella da Rihanna, o vídeo é uma pequena maravilha que recria de forma muito sugestiva a estética de alguns clássicos do cinema. Vejam lá quantos é que conseguem descobrir.

Ai as saudades que o canil tinha da presença magnética e da magnífica voz da Beth Ditto. E para marcar este regresso nada melhor do que: 1) um clipe à maneira em que a nossa Bethinha surge mais dourada e sexy que nunca e 2) uma promo à maneira sobre o público macho da banda (o novo disco chama-se muito ironicamente MUSIC FOR MEN). Fabuloso.

Com os Animal Collective já se sabe que podemos sempre contar com vídeos pouco usuais, subvertendo por completo a componente divulgacional do formato. Apenas lamentamos que uma música com tanto potencial para ser ouvida fora da franja dos habituais fãs da banda como este «Summertime Clothes» tenha um vídeo tão arty e armado ao pingarelho.

Não é que o vídeo seja mau (longe disso), mas aquela que no final do ano estará, sem dúvida, no Top 10 das melhores músicas para incendiar uma pista de dança merecia um vídeo mais arrojado e menos óbvio. Valha-nos a Robyn que aqui está com um ar particularmente pecaminoso. O canil tem os seus dias, é o que é.

Não sei se já repararam que os Yeah Yeah Yeahs lançaram há meses um dos grandes discos do ano. Considerem-se avisados e este novo e belo vídeo um mero lembrete.
(Sim, sim, é uma espécie de Billie Jean versão Bela e o Monstro. Azar?)

Nada pára os Kings of Leon que, de um disco para o outro, se viram transformados na maior banda rock do planeta. Quais Coldplay, quais quê. O rock sulista destes rapazes é que está a dar. E a carinha laroca do Caleb também é capaz de não prejudicar as vendas.

Mais um belo vídeo tuga em que a simplicidade, de tão bela, até engana. Tudo a pretexto deste belo tema dos dR. Estranho Amor, uma banda que irá ser do agrado a tudo quanto foi fã dos Ornato. Entrevista dada ao site da MTV disponível aqui.

Ora aqui está um tema que, salvo algum inesperado cataclismo, irá projectar uma das bandas favoritas do canil para o grande público. Por inesperado cataclismo entendo, sei lá, um terramoto, uma Liga ganha pelo Benfica ou então um vídeo musical gloriosamente anti-comercial da autoria de um doido tipo Patrick Daughters. Como vêem, nenhum desses cataclismos corre o risco de acontecer.

Dispensa introduções ou descrições. Palavras para quê? Raramente som e imagem surgiram unidos de forma tão inequivocamente inovadora. Os mais curiosos podem depois dar um espreitadela nisto.

Não que o original fosse um tema menor (longe disso), mas nada preparou o canil para o estalo desta remistura feita pelos Crystal Castles. Uma das grandes canções do ano que, como não podia deixar de ser, vem embrulhada num vídeo à maneira. Quando é assim, não custa nada ser cão.

A história repete-se: depois de dois DJs e um produtor terem tido imenso sucesso na remistura de temas para bandas como os Bloc Party, The Rakes e os The Maccabees, o trio britânico adopta o nome Filthy Dukes e resolve tentar criar a sua própria música. O resultado chama-se NONSENSE IN THE DARK e, apesar de ostentar uma das capas mais horríveis da história da música pop, é um muito recomendável repositório de algumas das melhores canções que poderão ser ouvidas este Verão nas pista de dança. Como se isso não bastasse, o primeiro vídeo da banda é absolutamente admirável.

Os N.A.S.A. não param. Depois de aqui termos mostrado os quatro primeiros admiráveis vídeos musicais do projecto, eis que chega ao canil uma absoluta obra-prima para ilustrar o tema «A Volta». Uma animação que encena numa espécie de videogame a violência de um cenário sul-americano dominado pelo narcotráfico. Preparem-se para ficar boquiabertos. Realização a cargo de Logan e gráficos pelos sempre surpreendentes The Date Farmers.
Como bónus, ainda levam com um não menos admirável making-of do vídeo. Isto é: uma espécie de making-of que essa malta não consegue fazer nada sem acrescentar toneladas de humor e imaginação.

Não, não é uma versão dos Black Sabbath (até era capaz de ser giro), mas apenas um dos melhores temas do muito subestimado último disco de Kanye West. A Rihanna dá uma perninha (na verdade, o corpinho todo) no vídeo sem abrir a boquinha e, pasme-se, a coisa até funciona. É um belo exercício de estilo que recria toda a linguagem dos filmes de terror do pós-guerra e que se encaixa surpreendentemente bem neste belo tema de KW. Só o Ed Wood faria melhor.

Ora aqui está um projecto tuga que começou a ser falado na imprensa antes de o canil ter tido a oportunidade de os farejar (o que prova que, de facto, e por mais incrível que isso possa parecer, não somos infalíveis). Os OqueStrada parecem uma feliz junção do lirismo dos Deolinda com o espírito festivo da Kumapania Algazarra. Um som altamente recomendável cujo vídeo de estreia é mais um belo trabalho da incansável droid-id.

Os Phoenix estão de volta e soam mais Strokes do que nunca (o que não é necessariamente uma coisa má, certo?). O single de apresentação é uma homenagem ao grande pianista húngaro Franz Liszt e o vídeo foi rodado na sua bela cidade natal de Bayreuth.

O Kanye West anda em todas. Sejam elas single ladies ou nem por isso. O tema, esse, possui a subtileza de um trocadilho à Quim Barreiros. É ouvir para crer.

Aqui está uma bela novidade para o rock tuga: chamam-se Born A Lion, são da Marinha Grande, praticam um rock sem gorduras saturadas e, como se não chegasse, tem um baterista vocalista, dando continuidade a uma tradição vintage do rock'n'roll (Eagles, Genesis, etc). Ora curtem lá o primeiro e muito bem conseguido vídeo da banda.

Isto de levar com um tiro na nuca não é, de facto, das coisas mais agradáveis que podem acontecer a um gajo. A não ser, como é óbvio, que tal sirva de pretexto para o David Lynch fazer um vídeo à maneira para um dos temas mais interessantes que o canil alguma vez ouviu saído da cabecinha do Moby. Para já, é a supresa mais agradável do ano.

Sempre pareceu ao canil que Portugal precisava de 1) mais bandas de surf-rock tipo Fat Freddy; e 2) de pelo menos uma banda com theremin. Pois bem, Os Tornados colmatam na perfeição essas duas lacunas e ainda mais uma: disfarçam a escassez de bons vídeos perfomativos portugueses.

Mica Levi (Micachu para os amigos) tem apenas 22 anos e já é a grande revelação da música britânica (facção alternativa) deste ano. O disco de estreia JEWELLERY está para a pop o que ORIGINAL PIRATE MATERIAL de The Streets foi para a música urbana: uma lufada de ar fresco e de imaginação.

E o prémio para o vídeo mais estranho e alucinado do ano vai para... Tiga com este contagiante «Shoes». Depois, não venham práqui se queixarem que a música não vos sai da cabeça.

Já deu para perceber que quando não está a gravar discos, o Kanye West anda a gravar vídeos com o seu amigalhaço Hype Williams. Desta vez, resolveram levar à letra o título do tema e foram para uma das ilhas mais belas do mundo para gravar planos que, de facto, são de fazer suster a respiração. Não deve ter ficado baratinho.

Os La Roux são a grande sensação da música britânica do momento. Elly Jackson e Ben Langmaid praticam uma sonoridade que pode ser descrita como uma espécie de versão eufórica dos The Knife. Neste momento estão a abrir os concertos de Lily Allen, mas quando sair o álbum algures em Junho parece-nos que serão grandes de mais para voltar a garantir a primeira parte de alguém no Reino Unido...

Com saudades de um clipe feito com um único e longo plano-sequência? Ora tomem lá este. E não digam que vão do canil.

E é com imenso orgulho e alegria que o canil apadrinha a estreia audiovisual da mais recente pérola da Amor Fúria: Os Golpes. Algures entre os Heróis do Mar e os Adam & The Ants, estes jovens cavaleiros da Cruz de Cristo tem tudo para terem, pelo menos, o mesmo sucesso dos Pontos Negros. Nós aqui, no canil, já somos fãs. CRUZ VERMELHA SOBRE FUNDO BRANCO já se encontra à venda nas melhores drogarias.

Gomo está de regresso e, para além da música, o canil andava a salivar era pelo novo clipe do artista português que, a par do David Fonseca, mais contribuiu para a notoriedade do género em Portugal. Desta vez, a obra foi produzida pela Uzi Filmes e o resultado não desilude: um West Side Story que é uma absoluta lufada de ar fresco nos territórios (re)pisados pelos vídeos nacionais. Podem falar de influências do Jonze ou do Daughters, é certo, mas há aqui algo de genuinamente português.

Uma espécie de Muppet Show subterrâneo parece ter sido o que serviu de inspiração ao novo vídeo dos Psapp. É sempre giro ver bonecada under the influence.

São a grande paixão do momento deste vosso canil: os Passion Pit. E chegou agora o momento do grande público conhecer uma das melhores e mais estranhamente viciantes canções feitas nos últimos anos. Traz um vídeo à maneira e tudo.

Outro grande nome do cartaz do SYNC FESTIVAL são os Friendly Fires, uma banda que continua a ser ignorada em Portugal, vai-se lá saber porquê. É que não abundam por aí temas do tamanho deste «Paris».

Outra grande atracção do SYNC FESTIVAL é Caribou, o projecto de Dan Snaith, um dos mais originais compositores de música electrónica da actualidade, cujo som se situa algures entre os ambientes de Cornelius, a inventividade de uns The Fiery Furnaces e a costela pop de uns The Beta Band (recomendamos vivamente o último disco intitulado ANDORRA). O vídeo de «She’s The One» é da autoria de Daniel Eskils, um artista plástico famoso pela forma original como combina o vídeo com a fotografia (e, já agora, autor deste clipe).

Os Jazzanova são outro dos nomes fortes do cartaz do SYNC FESTIVAL. Excelente pretexto para revisitar este «I Can See», cujo vídeo nos revela um micro-universo cheio de humor, stop motion e... estampados.

Sem dúvida que uma das grandes atracções do SYNC FESTIVAL será Ebony Bones, uma fiel herdeira de Grace Jones que vem complementar o trio de power girls formado por M.I.A., Santogold e VV Brown. A Muzik é contagiante e o vídeo é um dos mais bem sucedidos exercícios de web 2.0 aplicado ao universo dos videoclipes. Um nome que vai dar muito que falar em 2009.

Caros leitores do canil: de vez em quando surge um vídeo que justifica o imenso trabalho que dá andar por aí a farejar dezenas de videoclipes. Até ver, o mais forte candidato a melhor vídeo do ano. Ah, e a música é pica-miolos.

A música electrónica indie já tem mais um fenómeno para adorar. Passion Pit, projecto do norte-americano Michael Angelakos, nasceu com um EP cujo único objectivo era o de oferecer uma prenda de São Valentim à sua namorada (juro). Apesar desta premissa pouco promissora, o canil anda de olho neste rapaz que deverá editar nos próximos meses o seu álbum de estreia. Para já, há este magnífico «The Reeling» que vem embrulhado num dos vídeos mais refrescantes que vimos em 2009.
Ora aqui está algo de diferente para animar o canil e o panorama dos vídeos nacionais. O que vão ver a seguir é ao mesmo tempo 1) um vídeo musical; 2) o making of do suporte visual desse vídeo musical; 3) o destroying of desse mesmo referido suporte; e 4) nenhuma dessas coisas, na medida em que tudo está ao serviço dos efeitos sinestésicos do pós-rock dos Abztraqt Sir Q. Realização, montagem, desenhos, colagens, pinturas, mãos e efeitos pirómanos da autoria de um bacano chamado Bruno Roda.

Depois de um primeiro vídeo muito promissor, os Ludo partem definitivamente a loiça com este novo «A Minha Grande Culpa» que, como quem não quer a coisa, é bem capaz de ser das melhores canções tugas que vamos ouvir este ano. E o vídeo não lhe fica nada atrás. Até ver, uma das revelações do ano.

O novo vídeo dos Peixe:Avião vem provar mais uma vez que as possibilidades do chroma-key são, de facto, infinitas. E quando estas são aplicadas de forma pertinência num tema chamado «Camaleão», o resultado é digno dos aplausos do canil.

Ora aqui está uma ideia simples, eficaz e superiormente executada. É pena, mas vídeos assim vão escasseando cada vez mais.

Ora aqui está um olhar fresco e penetrante (ai) sobre a llenda do Conde Drácula. Cortesia dos Kasabian (que parecem recompostos dos excessos grandiloquentes do último álbum), de Richard Ayoade (na realização) e de Noel Fielding (no papel deVlad, o Impalador).

Uma das grandes felicidades do canil tem sido a possibilidade de colocarmos todas as semanas no alinhamento do programa pelo menos um belo vídeo tuga. Desta vez, há que partilhar este «Wendy's» dos Blasfemea que faz de imediato lembrar o clássico «Bad Mirror» dos The Vicious Five e as aventuras coloridas dos clipes dos Hot Chip. Tudo muito pop, dançável e audível.

Em matéria de vídeos musicais (e não só), não há ninguém que tenha enchido as medidas ao canil como o único e incomparável Sébastien Tellier. Desta vez, é a dupla Jonas & François que realizou este «Kilometer». O kitsch nunca foi tão sensual como neste clipe.

Ora aqui está um vídeo que prova que os bons espíritos sempre se encontram. Vejam lá este arrojado novo clipe de Kanye West e depois comparem com este (que tem quase um aninho). Não é mera coincidência, pois não?

Convém tomar os comprimidos antes de entrar nesta tripe. Depois não digam que não avisamos.

SPIRIT OF APOLLO, o disco de estreia dos N.A.S.A. deve ter um lugar guardadinho no Guinness para o disco de estreia com mais estrelas convidadas. Senão vejamos: Kanye West, M.I.A., Karen O (Yeah Yeah Yeahs), Santogold, Seu Jorge (juro), três membros dos Wu-Tang Clan (e um deles já morreu e tudo), Spank Rock, John Frusciante, Lykke Li e, entre muitos outros, há ainda a destacar um trio de veteranos formado por David Byrne, Tom Waits e o grande George Clinton. Tudo isto não passaria de uma mera curiosidade não fosse o resultado, tanto musicalmente como videograficamente, tão euforicamente entusiasmante. Fiquem lá com estas quatro belas amostras.
N.A.S.A. (ft. KRS-One, Fatlip & Slim Kid Tre): «Hip Hop»
N.A.S.A. (ft. RZA, Barbie Hatch & John Frusciante): «Way Down»
N.A.S.A. (ft. Kanye West, Santigold & Lykke Li): «Gifted»
N.A.S.A.(ft. David Byrne, Chuck D, Ras Congo, Seu Jorge & Z-Trip): «Money»

De vez em quando vem parar ao canil um vídeo tuga que nos deixa boquiabertos pela sua força e originalidade. Este «Caminhos Turvos» tem tudo para fazer os Dazkarieh um dos nomes que vão marcar o panorama da música portuguesa este ano. Vídeo performativo do ano? A ver vamos.

Parece que o mundo despertou finalmente para o talento de Patrick Daughters com o seu novo vídeo para o tema «Wrong» dos Depeche Mode. Apesar de não ser a sua obra-prima, é raro um videoclipe conseguir criar suspense de forma tão cinematográfica no espectador. Fica no entanto a pergunta: quererá alguém ver isto mais do que uma vez?

E que tal uma dose de hip-hop de qualidade? Não seja por isso. Cortesia deste vosso canil.
Esta versão do clássico Pump Up The Jam dos tugas Norton até pode dividir opiniões, mas o clipe é um verdadeiro mimo. E explica tintim por tintim por que razão é má ideia juntar uma galinha, uma girafa, um pinguim e um lobo mau.

A menina das bicicletas está de regresso para grande alegria do canil. Para além de «Daniel» ser, sem dúvida, a melhor canção da sua curta carreira, o clipe realizado por Johan Renck consegue a proeza de ser belo, original e assustador ao mesmo tempo.Não há lobos maus à altura deste capuchinho vermelho.

Os Yeah Yeah Yeahs são uma banda que ocupa um lugar muito especial no coração do canil, ou não fosse deles o primeiro grande vídeo que passamos no nosso programa (faz hoje precisamente 3 anos e 6 dias). Com um som que inclui como novidade texturas electrónicas, quem realmente parte a loiça no clipe de «Zero» é Karen O.: digam-me lá outra vocalista no universo pop capaz de irradiar tantos quilos de carisma por segundo (a PJ Harvey não vale).
Já agora, fiquem com este clipe alternativo feito por um fã com um toque muito Second Life.

Aqui está uma rapariga que pensávamos que tinha desaparecido de vez. Ainda bem que não. O universo pop não seria o mesmo sem o sarcasmo desta Lady Sovereign (mesmo se, neste tema em particular, a coisa soa excessivamente semelhante aos The Cure...).

Quem está de volta é o Boss AC como o novo PRETO NO BRANCO que conta com a colaboração de gente distinta como Valete, Olavo Bilac e Mariza. O vídeo do segundo single, «Estou Vivo», é uma lufada de ar fresco num género musical que, ao nível das imagens, não costuma primar pela originalidade. Um exemplo a seguir.

Lembram-se deste rapaz? E de como a sua música não passava de uma pop (agradável mas) inconsequente? Pois bem, Jack Peñate vai neste momento à frente na corrida para o prémio ARTISTA QUE MAIS EVOLUIU ENTRE DOIS ÁLBUNS atribuído pelo nosso canil. Não apenas a música viciante (algures entre o house e a world music), mas o vídeo que é das coisas mais belas que passou pelo nosso faro nos últimos tempos. É bem capaz de ser uma das músicas que vai conquistar o éter e o HTML em 2009. Olá.
Belo tema e vídeo (mais um da Moopie Videos) para o regresso de Xeg. OUTROS TEMPOS sai em Maio pela Footmovin' e, a julgar pela amostra, vem aí um grande disco.

Doze anos depois de DANCE HALL AT LOUSE POINT (1996), a PJ Harvey e John Parish voltam a unir esforços neste muito sugestivamente intitulado WOMAN A MAN WALKED BY. Não menos sugestivo é o belo clipe de apresentação do álbum, onde uma PJ mais gótica do que o habitual lamenta as desaventuras de um «Black Hearted Love» sobre uma malha de guitarras de Parish que faz lembrar as mais recentes aventuras sónicas dos Sonic Youth. O concerto na Casa da Música promete.

Nada aconselhável a quem tem fobia de abelhas. Altamente recomendável aos restantes seres humanos, felinos e caninos.

Quem é frequentador habitual do canil, já sabe que morremos de amores pelos Of Montreal. SKELETAL LAMPING, o último disco da banda, foi recebido com alguma frieza por uma crítica sem pedalada para o talento de Kevin Barnes. O novo vídeo da banda é uma bela e excelente porta de entrada para o universo de um dos mais fascinantes (e, confesso, loucos) compositores da actualidade. Façam o favor de aproveitar.

Se fazem parte da imensa minoria que delira com o som dos Fleet Foxes, talvez valha a pena ouvir os Blitzen Trapper (uma dos inúmeros orgulhos do nosso programa canino foi termos estreado a banda na televisão portuguesa). Não são tão harmoniosos e adocicados, mas o labor das suas canções é em tudo comparável ao dos autores de White Winter Hymnal. Ah e também têm grandes vídeos.

Mais um projecto nacional a deixar o canil boqueaberto. E, claro está, mais um belo vídeo da Moopie Videos. Fossem todos os vídeos performativos assim: simples e eficazes.

De vez em quando, lá surge (quase sempre oriundo dos Estados Unidos) um videoclipe megalómano, feito com um brutal orçamento, que parece querer transformar o formato num monumento épico. A qualidade desses vídeos varia imenso, mas o canil confesso que, no caso deste «All Nightmare Long» dos Metallica, a coisa até se torna estranhamente fascinante (e assustadora). O problema é que não sabemos se haverá muita gente por aí com pica para ver este looooongo vídeo mais do que uma vez.

Se 2008 foi o ano de consagração dos Elbow, não há motivos nenhuns para que o mesmo não aconteça este ano aos Doves, que no próximo dia 7 de Abril editam o seu muito aguardado quarto disco de originais intitulado KINGDOM OF RUST. Até lá, há este magnífico clipe de apresentação para desbundar. Se não levarem um muro no estômago após verem isto é porque há algo de sinceramente errado com a vossa corda sensível.

Os The Ting Tings andam a espremer até à medula o seu disco de estreia e vai daí já chegou ao canil «We Walk», o quinto single retirado de WE STARTED NOTHING. Eles continuam a caprichar nos clipes, mas talvez fosse tempo de começarem a pensar num novo álbum.

Mais uma prova de que o canil anda sempre atento às novidades musicais é o facto de termos falado pela primeira vez dos Friendly Fires há mais de um ano. Agora, finalmente, parece que o mundo acordou para a pop irresistível do duo e, para celebrar a coisa, há um vídeo novo e tudo.

Ah! Finalmente! Um dos discos favoritos do canil do ano passado tem finalmente direito a um vídeo - e que belo vídeo. Da autoria da eminência Patrick Daughters com a colaboração de Marcel Dzama, o que mais surpreende neste clipe é o facto (cada vez mais raro) de ser bem visível a influência da música no seu imaginário surrealista que mistura artilharia pesada com um coro de fantasmas. Muito bom.

Era apenas uma questão de tempo até ao magnífico vídeo de estreia dos MGMT fazer com que o mainstream reparasse no seu realizador: Ray Tintori. Os mais atentos foram os The Killers e o resultado está à vista: de longe, o melhor clipe da banda.
Basta clicar aqui (não coloco aqui o vídeo porque não consigo remover o irritante autoplay).
Já agora, o canil pensa ter encontrado uma possível inspiração para o vídeo. E é um clássico.

Depois de terem editado um disco de estreia que foi considerado o melhor de 2008 em dezenas de publicações especializadas, os Fleet Foxes viram-se agora para um tema de SUN GIANT (o EP que saiu antes do álbum, mas que foi gravado posteriormente). Os rapazes não apenas fazem boa música como fazem questão de caprichar nos vídeos. E este não é excepção.

Não conseguimos descobrir se o rapaz é familiar do grande Andreas, mas a verdade é que esta recriação do Capuchinho Vermelho feita por Tomas Nilsson é das coisas mais frescas e originais que vimos nos últimos tempos. Oxalá o mundo esteja atento ao trabalho deste rapaz.
NOTA: como é óbvio, o canil só não achou piada ao destino do lobito. Um animal cujo encanto os contos infantis teimam ignorar...

Os mais atentos já sabem há alguns meses que a Enchufada não se resume aos Buraka Som Sistema. Agora que RUÍDOS REAIS já chegou às lojas é com extremo orgulho que o canil apresenta a estreia dos Macacos do Chinês no universo dos vídeos musicais. O som é uma surpresa (a milhas do grime do EP de estreia) e o clipe é das coisas mais cool que já vimos ser produzida em Portugal. Estejam atentos ao final. Making of e outras macaquices aqui.

Isto não é nenhuma novidade fresca, mas o canil resolveu ainda assim dar-lhe aqui o devido destaque. Este vídeo para o tema «Heaven» dos Unkle foi editado por Spike Jonze a partir das imagens de Fully Flared, talvez o mais belo documentário alguma vez feito sobre skate. O videoclipe funciona aqui não tanto como um trailer, mas como uma genuína micro-narrativa que se aguenta muito bem sozinha, sobretudo pela forma como vai adensando a tensão e construindo o suspense. Uma pequena obra-prima.

Os Royksopp estão de volta com mais uma dose da música electrónica mais quente que se produz pelos lados da Escandinávia. O vídeo, esse, é absolutamente deslumbrante e, não sei porquê, ao vê-lo deu-me logo uma imensa vontade de jogar o Space Invaders.

É uma pena não se utilizar mais vezes animações com um toque naïf para fins narrativos. O novo clipe dos Death Cab For Cutie é, nesse aspecto, absolutamente exemplar. Tudo aquilo parece muito fácil ao olho menos treinado, mas a verdade é que é preciso imenso talento para contar uma história com aquela candura e eficiência.

O nome da banda bastou para chamar a atenção ao canil. Depois há o título da canção, bem catita. Finalmente, há a canção e o vídeo que faz do raio da grande banda do Reverendo Peyton a coisa mais parecida com uns White Stripes rurais que alguma vez verão nas vossas vidas. Like a rolling potatoe!

Ora aqui está uma rapariga que o canil tem a certeza que irá dar que falar em 2009. Algures entre a MIA e a Santogold. E os seus vídeos são também altamente recomendáveis.

O que é que dava jeito aos Buraka Som Sistema no preciso momento em que a imprensa especializada do mundo inteiro começa a apontá-los como um dos projectos mais relevantes dos últmos anos? Nem mais, um vídeo do caraças. Nem de propósito, O Pedro Claúdio resolveu fazer a vontade à banda e dar-lhes o seu melhor clipe de sempre: arty, mas com uma mensagem política muito forte. Estamos convencidos que este «Aqui para vocês» vai definitivamente projectar os Buraka para um estatuto internacional jamais atingido por nenhuma banda portuguesa.

Os Ludo são um novo projecto tuga que irá lançar NASCITURNO, o seu disco de estreia, no próximo dia 6 de Abril. Como o canil está sempre em cima do acontecimento, tomem lá o primeiro vídeo da banda intitulado «Ao Virar da Página». Estejam atentos ao twist final de mais um belo clipe tuga.

O homem do assobio e das meias coloridas está de regresso com o novo NOBLE BEAST. E já há um clipe e tudo para o belíssimo «Fiz and Dizzyspells». Realizado pela Digitelio em Chicago (Obama Obama), uma das curiosidades do vídeo reside no facto da trilha sonora ter sido regravada ao vivo com a banda Mucca Pazza. O melhor vídeo do Bird até à data.

Sébastien Tellier volta a fazer das suas com um dos vídeos mais hilariantes que o canil viu nos últimos tempos. Duvido que seja possível fazer um vídeo mais sublimemente kitsch do que este. Absolutamente genial.

I CREATED DISCO, o seu disco de estreia de 2007, já tinha chamado a atenção do canil para o escocês Calvin Harris, o que se confirmou com o facto das 3 melhores faixas do disco de regresso de Kylie Minogue serem da sua co-autoria (façam o favor de verificar: «In My Arms», «Heart Beat Rock» e «Stars»). Nas últimas semanas, o tema «I'm Not Alone pt. II» tem sido notícia pelo facto de andar a arrasar as pistas de dança do velho continente. E, agora, graças a uma preciosa dica do nosso leitor pista.pirata, chega finalmente o muito aguardado vídeo. Não nos admirava nada que este se venha a transformar no tema mais remisturado de 2009.

Depois de terem sido uma das mais influentes bandas de música electrónica da década de 90, os The Prodigy parecem decididos a reconquistar o seu estatuto. Apesar de não ser nenhum Firestarter, «Omen» prova que os anos não domaram a banda e que a sua música continua a ser um trunfo a ter em conta nas pistas de dança.

Quem continua a surpreender o canil é Beck, que nos tem brindado com uma grande sequência de clipes. Depois de «Orphans» e «Gamma Ray» fiquem com este «Youthless» que, para além de palminhas, inclui dezenas de formas criativas de representar o busto do artista. O Bruno Aleixo vai odiar isto.

Oiçam o canil: este vídeo vai fazer história. Das coisas mais deslumbrantes e comoventes que vimos até hoje. Algures entre um Tim Burton urbano e a genialidade absoluta. Para ver. E rever. E rever. De preferência, não no U2B, mas em alta resolução (Quick Time).
Já agora, espreitem lá o resto da obra da dupla que realizou o vídeo: Karni & Saul. Vale muito a pena.

Se pensavam que o UK Garage estava morto, então prestem atenção a este jovem talento britânico chamado Esser, capaz de combinar o flow de Jamie T com a electrónica dos Hot Chip. No fundo, «Headlock» poderia ser perfeitamente uma música de Damon Albarn, não andasse ele entretido com símios que usam ténis.

Os Birdy Nam Nam são um dos maiores nomes da cena electro / hip-hop francesa. Nos últimos dez anos, estes quatro DJs têm levado à loucura multidões pelo mundo inteiro e o canil aposta que eles poderão ser, este ano, o que os Justice foram em 2008. Façam o favor de conferir com este «Manual For Sucessful Rioting».

Isto de encontrar cenários para vídeos musicais não é pêra doce. Que o digam os NERD, que escolheram Wall Street, um dos sítios mais depressivos do mundo, para gravar o seu novo clipe. Quem sabe se a solução para a actual crise financeira não passa por substituir o índice NASDAQ por um índice NERD.
N.E.R.D. - Sooner Or Later from Kidd Izzo on Vimeo.

Enquanto Kanye West continua a curtir a sua dor de corno em 808s & HEARTBREAKS, Hype Williams continua a inovar no universo dos vídeos musicais. Desta vez, para o vídeo de «Heartless», uma equipa de 65 animadores japoneses desenharam, frame a frame, imagens filmadas em rotoscópio. O resultado, que faz lembrar o filme A Scanner Darkly, é deslumbrante.

Por falar em coincidências: este vídeo não vos faz lembrar nenhum programa canino? Pois, também nos parecia.

Depois de termos estreado os Metronomy no nosso programa há duas semanas, voltamos à carga com este «A Thing For Me», cujo clipe é, simplesmente, o mais original vídeo-karaoke que o canil viu nos últimos tempos. Sigam a bolinha.

Uma das grandes virtudes dos Kaiser Chiefs sempre foi a de saberem escolher os seus colaboradores. Depois de terem contratado Mick Ronson para produzir o novo OFF WITH THEIR HEADS, a banda escolheu Alex Courtes para dirigir o novo «Good Days Bad Days». Qualquer semelhança entre este vídeo e os Hot Chip é bem capaz de não ser mera coincidência.

Os Frightened Rabbit são mais um exemplo de que a Escócia é um autêntico viveiro de grandes bandas rock. Por isso, se são fãs de bandas como os Franz Ferdinand, Primal Scream, Mogwai ou Beta Band, aproveitem a boleia e sigam as setas deste «I Feel Better».

Os Coldplay têm um novo vídeo e resolveram contratar um dos realizadores favoritos do canil: Dougal Wilson. O resultado, para além de mais uma vez dar azo à sua fixação pelas duas rodas, demonstra que, apesar dos Coldplay serem grandes, é no formato reduzido que eles são irresistíveis.

Por vezes, há clipes tão bem conseguidos que renegam de imediato qualquer tema para um mero estatuto de banda sonora. É o caso deste «Sweet Lies» dos germânicos Booka Shade. Nunca ouviram falar da banda? Nós também, não. Pelo menos até termos visto esta absoluta obra-prima.

Os Lonely Island são um projecto que surgiu no magnífico Saturday Night Live formado pelos actores Andy Samberg e Jorma Taccone e ainda pelo realizador Akiva Schaffer, o génio responsável pelos irresistíveis vídeos dos We Are Scientists. O clipe de «Jizz In My Pants» é a cena mais hilariante que o canil viu nos últimos tempos e inclui a participação de Justin Timberlake e Jamie Lynn Sigler (aka Meadow Soprano).

Quem também está de regresso são os Jazzanova com um surpreendente disco de soul que faz lembrar os anos áureos da Motown. Prova disso é este «I Can See», cujo vídeo nos revela um micro-universo cheio de humor, stop motion e... estampados.
Este segue sem imagens para não estragar a surpresa. Dois milhões de visitas em apenas um mês no U2B.

Já saiu um dos discos mais aguardados do ano: TONIGHT dos Franz Ferdinand. O single «Ulysses» é mais um grande hino rock, cheio de guitarras sujas, um refrão do tamanho do mundo e a voz inconfundível de Alex Kaparanos. Mantém-se o mistério: como é que os Escoceses faziam sexo antes dos Franz Ferdinand?

Os Justice fecharam o ano em beleza com a edição do filme A CROSS THE UNIVERSE realizado por Romain Gavras (o autor desta maravilha) que documenta a digressão do duo francês pelas terras do Tio Sam. O canil já viu o DVD e pode afirmar que é um dos mais polémicos retratos jamais feitos sobre o rock’n’roll lifestyle. Mas o melhor é verem, e julgar com os vossos próprios olhos, o seguinte trailer ao som do tema «Phantom II».

Depois de terem conquistado a Internet com remisturas não oficiais de temas dos Gorillaz, U2, Kate Nash e Britney Spears, os Metronomy chegam finalmente ao grande público com um single e um vídeo que tecem considerações muito oportunas sobre aqueles amigos... (monumental bocejo canino) ...que passam a vida a massacrar-nos com relatos melancólicos sobre as ex-namoradas.

Visto que o tempo está uma merda, aqui está a contribuição do canil para o aquecimento global.

Se querem ter um clipe catita para a vossa banda e gostam de correr riscos, uma solução super-económica é apostar em pessoas sem formação, mas com um fraquinho por stop motion. Vejam o exemplo do clipe desta banda tuga, que foi realizado por uma ilustre (des)conhecida chamada Filipa Aires.

Os Empire Of The Sun são um duo australiano que tem causado furor em ambos lados do Atlântico, com um som que deve tanto à freak pop dos MGMT como à electrónica dançável dos Hot Chip. Com um nome desses, estava-se mesmo a ver que o primeiro clipe tinha de ser filmado no Império do Sol Nascente.

O novo clipe dos The Kills vem provar que nem sempre é má ideia serem que as bandas a realizar os seus próprios vídeos. O clipe foi todo filmado durante a recente digressão com os The Raconteurs e tem, pelo menos, uma grande virtude: mostra-nos finalmente as feições da bela Alisson Mossart.

Os Azeitonas já andam nisto há alguns anos. No entanto, se pequenas pérolas de humor como «Sílvia Alberto» ou «Falo Chinês» vos passaram ao lado, o canil tem para vos oferecer este sublime «Quem és tu, miúda?». Estejam atentos, que o vídeo contém diversas piscadelas de olho aos pontos altos da história do videoclipe...

Kitty, Daisy & Lewis são um autêntico fenómeno no Reino Unido. Apesar da soma de idades das três irmãs ser inferior à de Mick Jagger, o trio revela uma maturidade surpreendente na sua abordagem às raízes do R&B, do blues e do rockabilly. Façam o favor de o conferir com este «Going Up The Country».

Toda a gente sabe que o governo quer acabar (e bem) com as sucatas a céu-aberto. Mas a verdade é que o canil deve aos ferros-velho aquele que foi, muito provavelmente, o melhor vídeo performativo que vimos nos últimos meses. Estes detalhes escapam sempre aos políticos.
Os Animal Collective estão longe de ser uma banda consensual no nosso canil. Mas algo me diz que este vídeo, que ilustra de uma forma sublime «My Girls», uma das grandes canções a invadir o universo pop-rock nos últimos anos, é capaz de converter os mais cépticos. Palavra de rafeiro.

E quando o canil pesava que o design já estava mais do que esgotado no universo dos vídeos musicais, eis que...

Não é pelo facto de Fatboy Slim estar agora num projecto heterónimo que o rapaz não continua a levar muito a sério os seus clipes. Depois desta maravilha, chega agora este irresistível puzzle facial chamado «Seattle». Cinco estrelas.

Andávamos cheios de saudades dela aqui no canil: Lily Allen está de regresso com o novo álbum que deverá chegar às lojas em Fevereiro. Para já, há este brilhante «The Fear», cujo vídeo se situa algures entre o universo so quiet da Björk, o Marie Antoinette de Sofia Coppola e um look à Katy Perry.

Uma das grandes apostas do canil para 2009 é James Yuill, um jovem compositor londrino com óculos de massa que passou os últimos anos fechado no seu quarto a misturar folk com música electrónica. Para já, fiquem com este «This Sweet Love» cujo vídeo está cheio de pessoas anónimas a fazerem coisas que adoram fazer. Simples e eficaz.
Ok, pronto. Fiquem também com este sublime «No Surprise».

O canil não imagina se haverá muitos fãs de Damien Jurado em Portugal (deveria haver muitos, pelo menos tantos quantos os de Elliott Smith), mas o seu novo vídeo promete chamar a atenção aos menos atentos. A fotografia é de cair para o lado e fez-nos recordar alguns fimes dos irmãos Polish, sobretudo essa pequena pérola que é Northfork.
Já agora fiquem com este behind the scenes. Vale bem a pena.
Isto de Portugal nunca ter tido uma banda punk do calibre dos Sex Pistols sempre fez uma grande confusão ao canil. Mas agora, felizmente, há os Isabelle Chase Otelo que, para além de um lirismo cheio de tesão, desbundam os bacalhaus como se não houvesse amanhã. Benditos sejam. Ou o caralho.

Boa notícia para os fãs do trip-hop britânico é NINJA TUNE, o novo disco de Mr. Scruff. O single «Music Takes Me Up» conta com os préstimos vocais de Alice Russel e o mínimo que se pode dizer do respectivo vídeo é que tem ritmo... e muita fruta.

O novo vídeo dos Radiohead é, pura e simplesmente, uma obra-prima. E prova mais uma vez que a Internet é um autêntico viveiro de talento, ou não fosse este «Weird Fishes» o vencedor do concurso que a banda laçou pelo HTML. A atmosfera é muito (mas muito) estranha, mas simultaneamente mágica e sedutora, fundindo-se na perfeição com o grande tema da banda. Vale muito a pena ir ao site de Toby Strecht espreitar os storyboards (onde saquei a imagem supra) e os stils do clipe. Repito: obra-prima.

Ora aqui está um belo vídeo sem calcanhar de Aquiles. E com um ombro da Beyoncé.

Façam um clipe em diversos cenários e aproveitem o som ambiente desses locais para o incorporarem na trilha sonora do vídeo. Só assim conseguirão demonstrar aos mais distraídos que um clipe não é só feito de imagens.

Se tiverem um projecto de hip-hop, façam um vídeo que subverta todos os lugares comuns do género. Como, por exemplo, aquele que afirma que, no hip-hop, as mulheres não passam de um mero objecto de desejo sem vida própria nem personalidade.
Snoop Dogg - Sensual Seduction from Kimberley William on Vimeo.

Estejam atentos à Internet e aos vídeos virais. Seleccionem os que considerarem ser os mais divertidos e convidem os respectivos autores a repetirem as suas habilidades no vosso clipe. Ficarão com uma chuva de estrelas de fazer corar de inveja a Catarina Furtado.

Sejam psicadélicos. Usem e abusem do chroma-key, usem e abusem dos efeitos especiais, usem e abusem de ecos visuais, usem e abusem de animações em 3D. No fundo, usem e abusem de tudo. Por vezes, a virtude não está no meio, mas no excesso.

Façam um vídeo com muita cor e arranjem uma forma original dessas cores aparecerem no clipe. Para dar um toque de sofisticação, não hesitem em colocar um elemento grandiloquente no vídeo como, por exemplo, um cavalo.

Equacionem a possibilidade de produzir um clipe científico que se debruce sobre algum fenómeno social das tribos urbanas. Exemplo? A síndroma que leva as mulheres a fazerem filas nas casas de banho para pôr pó no nariz.

Filmem um clipe como se fosse um frenético filme de acção cheio de adrenalina. Incluam animações, realidade virtual, parkour e basejumping. O sucesso ficará garantido.

Arranjem meia-dúzia de matulões e uma vocalista sexy. Em vez de lhes fornecer instrumentos musicais, tatuem os mesmos nas suas peles delicadas. Não se esqueçam que o tacto é o mais nobre dos sentidos.

Façam uma viagem ao passado e recriem um clipe com um feeling eighties. Para isso, utilizem luzes coloridas, bolas de cristal, roupas com lantejoulas, keytars e os mais manhosos efeitos de edição vídeo que forem capazes de se lembrar.

Sejam eco-responsáveis. Façam um clipe com frutinha da época e arranjem um Cristo para testar a consistência da mesma. Os ingleses chamam a isto slow-motion tutti-frutti graffiti.

Se a vossa banda fizer música instrumental, aproveitem a ausência de palavras para filmar os músicos a tocar e para caprichar na fotografia até as imagens dizerem mais do que mil dicionários.

Tentem descobrir as raízes do género musical da vossa banda e não hesitem em filmar as gentes e as ruas da sua terra natal. Como é óbvio, se conseguirem convencer uma estrela internacional a entrar no clipe, melhor ainda.

Filmem um conto de fadas como se estivessem a filmar um policial negro, com carros vintage, armas, um barman espirituoso e mulheres giras. Nunca se esqueçam é que todos os contos de fadas têm sempre um final feliz.

Comprem uma passagem low-cost para uma das grandes metrópoles do Novo Continente e filmem a cidade com um tom intimista. Já agora, para não viajarem sozinhos, convidem uma das mais carismáticas modelos nacionais para viajar convosco e fazer lip-sync.

Não se preocupem em encontrar grandes cenários. Um grande clipe pode perfeitamente ser filmado com pouca luz num espaço exíguo. O importante é ser versátil: se a banda tiver guelras, convém que a música seja planante. Tipo avião.

Não sei se repararam que, este ano, o Sam The Kid tem sido uma espécie de Wally dos clipes tugas. Para além da meia-dúzia de vídeos do seu último álbum, o Sam participou nos clipes de Dino e do rapper angolano Dji Tafinha. E agora chega a vez do Sam despejar algumas das melhores rimas da sua carreira neste contagiante «A Benção» dos Philharmonic Weed. Onde está o Sam? Está aqui.

Vídeo sobre pessoas que são alérgicas à luz solar? Exercício de estilo de um realizador que gosta captar imagens à noite? Ou mero retrato do dia-a-dia de uma comunidade de vampiros? Essas são algumas das perguntas do canil após termos visto o novo vídeo dos Death Cab For Cutie. Agradecem-se eventuais respostas na caixa de comentários.

Depois dos Ornatos Violeta e de Sam The Kid, chega agora a vez dos Manifestos colaborarem com uma velha glória da música cantada em Português. O tema chama-se, muito oportunamente, «Passando A Lição» e, para além de vir embrulhado num dos mais sofisticados clipes tugas do ano, conta sobretudo com a inconfundível voz de Danny Silva.

Apesar de Barack Obama ter sido o candidato das recentes eleições norte-americanas a ter mais protagonismo no universo dos vídeos musicais, a verdade é que não foi sobre ele o clipe mais hilariante da campanha. Curiosos? Então estejam atentos a este «I Don’t Care» dos Fall Out Boy.

Já alguma vez ouviram falar de um estilo musical chamado Toytronica? Nós também não, pelo menos até chegar ao canil o magnífico novo vídeo dos Psapp (lê-se Sap), a banda indie responsável pelo genérico da série Anatomia de Grey.

É já no próximo Sábado que os The Dodos, uma das grandes revelações da cena indie norte-americana, vão dar o seu primeiro concerto em Portugal, no Music Box, em Lisboa. E o canil, sempre atento às novidades, não poderia deixar passar esta oportunidade para passar «Fools», o novo clipe da banda.

Numa altura em que o frio começa a apertar, o canil resolveu presentear a malta com um belo vídeo technicolor com imagens clássicas de surf e da Califórnia da década de 60 ao som dos The Wolfmen. Aquilo é que era viver.

Depois de ver os seus dois álbuns anteriores recusados pela editora, Q-Tip, o ex-MC dos míticos A Tribe Called Quest, consegue finalmente editar o seu segundo álbum a solo. E após ouvir este «Getting Up», o mínimo que o canil pode dizer é que já há muito tempo que o hip-hop nova-iorquino não nos soava tão fresco e cativante.

Depois de ter colaborado nos últimos dois anos com nomes como Rufus Wainwright, Bjork e Hercules & Love Affair, chegaram finalmente ao canil as primeiras novas canções de Antony. «Another World» é mais uma bela balada do vencedor do Mercury Prize em 2005, cujo vídeo conta com a presença da bailarina Lola Naisse. Puro karma.

Para grande alegria dos membros do sexo forte do nosso canil, os The Killers estão de regresso com «Human», um autêntico hino de estádio, que a própria banda define como um cruzamento entre Johnny Cash e os Pet Shop Boys (embora nos pareça haver muito de Giorgio Moroder lá no meio). Quanto ao vídeo, a única novidade a assinalar é o facto de Brandon Flowers ter deixado o colete em casa.

Será a Ladyhawke, a grande revelação feminina do ano? Aqui no canil, não há grandes dúvidas em relação a isso. Sobretudo se continuar a nos adoçar a boca com vídeos deste calibre.

Se ainda tiveram a oportunidade de ouvir os Fleet Foxes, então sigam o conselho do canil: façam-no o quanto antes. Até porque agora aquela que é, sem dúvida, uma das grandes canções do ano teve finalmente direito a um vídeo à maneira. É que isto de ouvir boa música, como sabem, não é nenhuma questão de lana caprina. Ou é?

Se há bandas que têm um estatuto a defender no universo dos vídeos musicais, uma delas é, sem dúvida, os REM. Pois bem, se não falha a memória ao canil, desde 2001 que Michael Stipe & Companhia não brindavam a malta com um vídeo à maneira. Pois bem, a espera parece ter chegado ao fim com esta pequena obra-prima da produtora CRUSH que ilustra um dos grandes temas do último disco dos REM.

Depois de ter dado a conhecer ao mundo o seu novo single «Love Lockdown» ao vivo nos VMAS, chegou finalmente ao canil o novo vídeo de Kanye West, que alterna momentos tribais com outros que nos remetem para os anúncios de uma certa marca de móveis sueca. O tema, este, não engana ninguém – é mesmo uma bomba.

A vitória dos Buraka Som Sistema no Portuguese Act dos EMAs deste ano veio provar aos mais cépticos que o sucesso da banda não é apenas internacional, mas também muito cá do canil ou não tivessem sido eles a inaugurar o nosso Arroiolos em Março de 2007. O novo vídeo da banda vem também provar que não há ninguém como os Buraka para pôr a malta a cantar palavras profundas como «Yah», «Wawaba» e «Wegue-Wegue».

Para quem pensava que a Katy Perry não passava de uma rapariga inconsequente dada a grandes ternos em palco ou a auto-promoções invocando a causa gay, o canil tem reservado um dos mais divertidos clipes que o mainstream produziu nos últimos tempos. Este (aqui com uma hilariante legendagem em Português do Brasil).

Como é óbvio, não faz um tema do James Bond quem quer, mas quem é convidado para tal. A ausência de convite não impediu no entanto os Scouting For Girls de compor uma canção que aqui no canil já merece o título de Melhor tema James Bond que jamais entrou num filme do James Bond.

Já sabíamos que James Bond era capaz de:
1) saltar de moto por cima de helicópteros;
2) nadar na boa no meio de crocodilos;
3) perseguir vilões em queda livre; ou
4) beber um dry martini enquanto humedece duas agentes do KGB.
O que o canil não sabia é que Bond tinha argumentos para conseguir um possivelmente irrepetível encontro entre Jack White & Alicia Keys.

Os frequentadores habituais do nosso canil lembram-se com certeza dos Tilly And The Wall, a tal banda que utiliza sapateado em vez de bateria. Pois bem, os Tilly estão de regresso e resolveram agora dar um toque electrónico muito 80s aos seus sapateados e o resultado é este «Beat Control». Viciante. E inodoro.

Os Flairs são um duo electrónico parisiense e podem ser descritos através de duas características: têm um complexo de inferioridade em relação a Prince e sabem muito bem quem escolher para realizar seus clipes. Ou não fosse este «Better Than Prince» da dupla Jonas & François responsável por D.A.N.C.E. dos Justice.

John Legend está de regresso com o novo EVOLVER. Mas se estão à espera de mais um disco meloso de neo-soul e R&B, podem tirar o cãozinho da chuva. Como demonstra este «Greenlight», John Legend contou com o toque de Midas de André 3000 nos arranjos e na produção. Se andavam com saudades dos Outkast, preparem-se para matá-las já de seguida.

Se por acaso virem por aí alguém confuso e perdido a vaguear pelas ruas, há grandes hipóteses de ser um fã dos Bloc Party a tentar digerir o novo INTIMACY. O novo single da banda, apesar de vir embrulhado num grande vídeo, também é capaz de não ajudar muito à digestão. Mas o canil adora.

Uma das grandes sensações da música britânica são os Wild Beasts, que conseguiram chegar aos topes britânicos com a ajudinha do Diabo e de um single que é o único tema da banda em que o baixista substitui nas vozes o habitual vocalista. Algo me diz que vão começar a surgir problemas no interior desta banda...

Já ouviram falar no Mário Ferreira? Aquele empresário do Norte que pagou uma fortuna para ser o primeiro português a viajar no espaço? Pois é, Mário, o canil tem uma má notícia para ti. Já não vais ser o primeiro, mas o quinto. De qualquer forma, Mário, e apesar disso, continuamos a pensar que You Should Go Ahead.

Os The Ting Tings continuam imparáveis. Depois das três nomeações para os EMAs deste ano e de terem levado para casa o prémio de melhor vídeo britânico nos MTV Video Music Awards, eis o novo clipe da banda que demonstra que ainda se pode fazer coisas giras com o velhinho chroma-key (a nossa Toupeira que o diga).

Depois de ter sido apontado como um novo Bob Dylan pela crítica (tá bem, abelha) e um grande desatinado pelos vizinhos (são sempre assim, os vizinhos), Conor Oberst resolveu brindar o nosso canil com um magnífico vídeo intitulado «Souled Out». Os vizinhos que estejam descansados que quando ele atinar, o canil avisa.

É simplesmente a faixa favorita do canil do último álbum da nossa islandesa favorita e surge agora com um vídeo realizado pelos três fãs que venceram um concurso promovido pela editora o ano passado. Mais um belo clipe para somar à videografia de luxo da Bjork.

Para não ficarem com a ideia que isso de vídeos com cabeças de animais é uma epidemia que não chegou a Portugal, fiquem com este electrizante «Circus Parade» dos If Lucy Fell. Belo vídeo tuga. Apenas lamentámos a ausência do Galo de Barcelos.

Quem também está de regresso, para grande alegria do canil, são os TV On The Radio com DEAR SCIENCE. O vídeo de «Golden Age», para além de referências aos Village People e a Tom Of Finland, revela que as suas preferências vão para as renas, os ursos, os felinos e as aves em geral. Faz todo o sentido, né.

Os Kaiser Chiefs estão de regresso com o novo OFF WITH THEIR HEADS, produzido pelo omnipresente Mick Ronson. O novo vídeo da banda leva à letra o título do álbum e revela que a preferência do quinteto de Leeds vai para as cabeças de gatos, cães, primatas, coelhos e suínos. Muito revelador. (Não escapará aos mais atentos o facto do clipe ser igualmente uma espécie de paródia deste clássico.)

É já esta semana que os dEUS regressam a Portugal para dois concertos: dia 19 na Aula Magna, em Lisboa, e dia 21 no Sá da Bandeira, no Porto. Para aguçar o apetite aos fãs, temos o novíssimo single, cujo vídeo foi realizado pelo líder da banda, Tom Barman.Mi piaci cuesto clip.

A banda brasileira mais internacional de sempre, as Cansei De Ser Sexy (o canil sabe que o principal compositor até tem bigode, mas o feminino impôe-se), estão de regresso com o novo DONKEY, que deixa de lado os tropicalismos e aposta descaradamente nas sonoridades da década de 80. Belo exemplo disso é este «Move», cujo vídeo revela alguns truques para tirar fotografias cheias de efeito.

Nada pára os Vampire Weekend. Depois dos grandes concertos na Casa da Música e no Optimus Alive, chegou-nos ao canil o quarto vídeo da banda em apenas seis meses. Desta vez, o single é o magnífico «Cape Cod Kwassa Kwassa» e o vídeo relata a hilariante intromissão de uma vamp no universo beto e muito Ivy League dos Vampire Weekend.

Para quem tinha dúvidas que os Ladytron são das bandas com uma das mais fascinantes videografias da actualidade, não há nada com o mais recente clipe para dissipar quaisquer dúvidas.

Tiago Guillul é, a par d’Os Pontos Negros e de Samuel Úria, uma das estrelas da Flor Caveira, um colectivo nacional que alia de forma inovadora o espírito «do it yourself» do panque-roque à espiritualidade cristã. Para além de possuir um refrão viciante, «Beijas Como Uma Freira» vem embrulhado num dos clipes mais alucinados do ano, que inclui a participação especial de Kierkegaard, Lutero e António Variações.

Depois da memorável actuação em Paredes de Coura, os X-Wife estão aí com o novo ARE YOU READY FOR THE BLACKOUT e mais dispostos que nunca a conquistar o mercado internacional. O primeiro passo é este fulminante «On The Radio», cujo vídeo até já mereceu os elogios do insuspeito New Musical Express.

Sempre desconfiamos que os Kings Of Leon tinham o Diabo no corpo. Mas agora, com o vídeo que Sophie Muller realizou para «Sex On Fire», um autêntico hino de southern rock que é o cartão de visita do novo ONLY BY NIGHT, os rapazes mostram-nos finalmente o quanto andam possessos.

Depois dos irmãos Cohen terem escolhido o tema Grounds For Divorce para a banda sonora do novo BURN AFTER READING, os Elbow acabam de conquistar o Mercury Prize, o mais prestigiado prémio da indústria britânica pelo álbum THE SELDOM SEEN KID. Para celebrar a efeméride, nada melhor do que este belo «One Day Like This», cujo vídeo escapa um pouco à sensibilidade europeia (nos Estados Unidos, há milhares de pessoas que se dedicam à ocupação do protagonista do clipe).

Pelos vistos, a produção de Danger Mouse no último (e mui recomendável) álbum de Beck contaminou igualmente o seu vídeo de apresentação com um feeling (e um look) muito psicadélico e sixties. Dá um pouco cabo da mioleira, mas o canil adora.

Saudosismos à parte, ora aí está um vídeo que seria impossível de se fazer com telemóveis ou com telefones sem fios.
Toda a gente sabe que não há nada que o canil goste mais do que um belo vídeo conceptual. Este foi realizado por Mark Klasfeld e é assim, como quem não quer a coisa, um dos objectos audiovisuais mais belos que vimos nos últimos tempos. Não coloquei imagens do vídeo já de propósito para não estragar a surpresa. Brilhante.

O vencedor na categoria de Melhor Animação do Vimus 2008 foi a subtil manta de retalhos filmados por 9 câmaras de «Mostro O Meu Monstro Mau». É um daqueles casos felizes em que uma boa ideia se adequa na perfeição à letra da música. Prémio merecidíssimo. Parabéns caninos ao Jerónimo Rocha, à Joana Faria e ao Nico Guedes.

Pode ser difícil de acreditar, mas o nosso canil não é magnânimo nas suas escolhas. Apenas de no último ano terem passado no nosso programa 13 dos 15 vídeos premiados no VIMUS 2008, a verdade é que as duas lacunas são particularmente gravosas para o nosso ego. Não apenas porque são vídeos portugueses, mas porque são GRANDES vídeos portugueses. Chegou, por isso, o momento de agradecer à malta do Vimus os critérios da selecção da sua competição nacional e de darmos um justíssimo destaque a esses dois objectos valiosos. Vamos a isso.
O primeiro vídeo foi a grande sensação do VIMUS: «Model FC 840» dos Bildmeister, realizado por João Rei Lima. Para além de ser um magnífico exemplo de como as imagens (e a sua edição) podem servir para amplificar as qualidades sonoras (neste caso, sónicas) de um tema, é uma excelente demonstração de um exercício artístico que não está disposto a fazer quaisquer concessões perante o efeito hipnótico que cria no espectador. Houve quem ficasse chocado com o facto de ter ganho o grande prémio da competição nacional - o que é, obviamente, um óptimo sinal. O canil adorou.
O segundo vídeo é «First» dos Sizo, realizado por André Tentugal. É um clipe minimalista e conceptual: utilizar as silhuetas dos músicos (sem instrumentos) para criar algo de sinceramente inovador no subgénero do vídeo performativo. É incrível como ninguém se tinha lembrado disto antes. As melhores ideias são sempre assim: simultaneamente óbvias e inesperadas.

Já se sabe que os Hot Chip são uma das fixações deste canil: não apenas pelas músicas, mas sobretudo pelos vídeos, onde os rapazes não costumam brincar em serviço. E mesmo quando brincam, caso deste contagiante «Wrestlers», fazem-no com muita pinta. Um clipe patusco para um tema patusco. E com um cameo (patusco) do grande James Murphy dos LCD Soundsystem.

Aqui está o projecto tuga a acompanhar com muito atenção em 2008. Os Peixe:Avião são de Braga e são formados por André Covas (guitarras e sintetizador), Luís Fernandes (guitarras e electrónica), Pedro Oliveira (bateria e percussão), Ronaldo Fonseca (voz e sintetizador) e Zé Figueiredo (baixo e mellotron). São indie até ao tutano e cantam em Português letras que ficaram de imediato no ouvido do canil. O disco de estreia, intitulado 40:02, saiu a semana passada pela Rastilho Records, e o clipe do single «A espera é um arame» é um muito conseguido exercício low-fi que nos fez de imediato lembrar, pela exiguidade do espaço, esta pequena obra-prima. Grande som.

Foi uma longa espera de 5 anos, mas valeu a pena: DEATH MAGNETIC, o novo álbum dos Metallica sai no próximo dia 12 de Setembro (data cheia de simbolismo) e traz como cartão de visita o épico «The Day That Never Comes», cujo vídeo foi sublimemente filmado numa paisagem que retrata os mais recentes e polémicos cenários da suposta guerra contra o terror da Administração Bush. AVISO: inclui um solo estupidamente viciante de Kirk Hammett.

Eles já tinham tido um dos nossos vídeos favoritos da competição internavional na 1.ª edição do ViMus em 2007 e agora voltam à carga com este originalíssimo «Knickerbocker». Não é fácil decorar o nome da banda, mas já vale a pena estar atento a este trio (pois é, o nome engana) em 2008.

Não abundam por aí vídeos musicais ao vivo de qualidade. Daí que o canil não tenha hesitado quando lhe veio parar às patas este fulgurante (copipeiste): «Inni Mer Syngur Vitleysingur». Façam o favor de discordar.

Este clipe dos The Sea And Cake, realizado por Lung, foi um dos objectos audiovisuais mais estranhos e belos que passaram pela competição internacional do VIMUS 2008. Não ganhou nada, é verdade, mas o canil ficou boqueaberto com a sua subtileza e originalidade. Vejam com MUITA atenção. E digam-me lá o que acham.

Cá está uma das mais reluzentes jóias da coroa da Flor Caveira: Os Pontos Negros. Musiquinha rock com punch (a fazer lembrar os Strokes), letras que são uma maravilha de humor e inventidade e um vídeo que já é um dos objectos audiovisuais narrativos mais fascinantes do ano. Tudo com a benção de Deus, é claro.

Custou, mas valeu a pena a espera: quase um ano após o lançamento de SMOKEY ROLLS DOWN THUNDER CANYON, eis o primeiro vídeo do último álbum de Devendra Banhardt. Uma narrativa alucinada localizada na Índia que conta com a presença da namorada do rei da freak-folk: a única e incomparável Natalie Portman. Aqui está um belo clipe para fazer uma parelha com esta pérola da MIA.

Mais uma voz feminina vinda de África que promete conquistar o éter em 2008. Nneka nasceu na Nigéria, vive na Alemanha e canta em Inglês um neo-soul politicamente empenhado que já lhe mereceu comparações à grande Eryka Badu. Depois de um disco de estreia que passou relativamente despercebido, o novo NO LONGER AT EASE tem merecido rasgados elogios da crítica e do público (humano e canino). «Heartbeat», o single de apresentação, é já uma das músicas favoritas do canil. O vídeo foi integralmente filmado em Lagos na Nigéria.

Lembram-se destas meninas? Pois é.

À primeira vista, poderá parecer estranho o facto dos The Chemical Brothers editarem no próximo dia 2 de Setembro, e apenas cinco anos após a colectânea SINGLES 93-03, mais uma compilação intitulada BROTHERHOOD. Mas a verdade é que o segundo CD inclui as famigeradas ELECTRONIC BATTLE WEAPONS, onde Ed Simons e Tom Rowlands têm experimentado ao vivo a vertente mais experimental da sua música. Para já, há um magnífico vídeo (mais um) relativo ao tema «Midnight Madness» e que foi realizado pelos sempre inovadores Dom & Nic.

A malta já sabe que um dos mandamentos do canil é que clipe com patins é sempre um grande clipe. Aqui com uma música à altura dos melhores pergaminhos do shoegaze, um imaginário à la Donnie Darko e uma subltil homenagem ao The Big Lebowski no minuto 2:18. Querem mais?

De facto, não há nada que uma marca de ténis não consiga fazer no século XXI. Desta vez, resolveu juntar três dos nomes mais proeminentes da musica da actualidade num belo tema com um beat dos The Neptunes e o resultado está aí. A preto e branco. E em duas dimensões.

Quando um rafeiro pensa que já viu tudo o que tinha a ver e a ouvir em matéria de vídeos musicais, cai-lhe ao colo esta absoluta pérola de inventividade e imaginação. Tudo da autoria de um rapaz chamado James Huston.
I've just graduated from the Glasgow School of Art's graphic design course. This was my final project. Radiohead held an online contest to remix "Nude" from their album - "In Rainbows". Thom Yorke joked at the ridiculousness of it in an interview for NPR radio, hinting that they set the competition to find out how people would approach such a challenging task. I decided to take the piss a bit, as the contest seemed to be in that spirit. Based on the lyric (and alternate title) "Big Ideas: Don't get any" I grouped together a collection of old redundant hardware, and placed them in a situation where they're trying their best to do something that they're not exactly designed to do, and not quite getting there. It doesn't sound great, as it's not supposed to. I missed the contest deadline, so I'm offering it here for you to enjoy.
Sinclair ZX Spectrum - Guitars (rhythm & lead)
Epson LX-81 Dot Matrix Printer - Drums
HP Scanjet 3c - Bass Guitar
Hard Drive array - Act as a collection of bad speakers - Vocals & FX

Acho que é preciso recuar aos Arcade Fire para encontrar um consenso tão unânime na crítica musical: os No Age são, sem sombra de dúvida, a banda com mais hype em 2008. E, de facto, não é por acaso que Jonny Greenwood (o guitarrista dos Radiohead) tem tocado com uma T-Shirt deste duo. Vejam, por exemplo, este «Eraser» e reparem como os rapazes conseguem transformar o ruído em ouro. Para fãs dos Jesus & Mary Chain e dos My Bloody Valentine. E não só.

Não abundam os casos de vídeos musicais que consistem apenas num plano fixo. Este é (praticamente) o caso do novo vídeo de Bomb The Bass (para os mais novitos, um dos maiores produtores de música urbana do Reino Unido, responsável pelo som de grandes êxitos do último milénio como Buffalo Stance de Neneh Cherry e de Crazy de Seal). Agora digam-me: porque será que esta porra é tão viciante?

Pois é. Os Strokes não se chegam à frente e o Albert Hammond Jr. vai fazendo pela vida ao editar o seu segundo disco a solo depois do último disco da banda (o longínquo FIRST IMPRESSIONS ON EARTH de 2006). A fórmula para este COMO TE LLAMA? é em tudo semelhante ao do seu álbum de estreia: pop-rock bem disposta e inofensiva, portadora de uma frescura capaz de fazer roer de inveja Julian Casablancas & Companhia. E depois, que diabos, os Strokes nunca tiveram um vídeo tão belo como este «GfC».

Bem. Euh. Pois. A verdade é que o canil nem sequer sabe muito bem como introduzir este clipe dos Fuck Dress, que é das coisas mais estranhas e viciantes que ouvimos nos últimos tempos. Para já basta dizer que tem um refrão do caraças: «God is dead, so I listen to Radiohead». Nem mais.
NOTA: Já reparam na quantidade de bandas que, ultimamente, têm ostentado the F Word? Aqui vai uma lista (não exaustiva): Fuck Dress, Holy Fuck, Fuck Buttons, Fucking AM, Fuckpony, Fuck The Facts, The Fucking Champs, Hate Fuck Trio, Fuck On The Beach, Fuck e Fuk (sem «c»). É caso para dizer: fuck-se.

Onze anos depois do seminal URBAN HYMNS e alguns álbuns a solo dispensáveis de Richard Ashcroft, os Verve estão de regresso com o novo FORTH. O single, para surpresa do canil, até é bem audível, só é pena o vídeo ter muita parra e pouca uvita.

Os Alphabeat estão imparáveis e a prova está nesta nova remistura de «Boyfriend», que teve direito a um novo vídeo e tudo. Nós aqui no canil, consideramos esta versão muito superior ao original e o mesmo se pode dizer do clipe que faz ressuscitar as velhinhas K7s que tanto música nos deram nos últimos 40 anos. Façam o favor de comparar com o original.

O australiano Sam Sparro está a ser um caso sério este ano e vem ocupar um lugar deixado de vago pelos fãs sedentos de Tiga e dos Scissor Sisters. Depois do sucesso de Black & Gold, chega agora a vez desta autêntica bomba estival que é «21st Century Life» com um vídeo de fazer inveja aos multicoloridos Hot Chip.

Já lá vai o tempo em que a Suécia era apenas a terra dos Abba. Hoje há os Peter, Björn & John, o Jens Lekman, o IKEA e (façam o favor de apontar no vosso caderninho) a Lykke Li. Ouçam o canil: algo nos diz que YOUTH NOVELS vai ser dos discos mais badalados de 2008. Fiquem, para já com estes dois excelentes vídeos (o primeiro é oficial e foi dirigido por Mattias Montero; o segundo a ilustra uma brilhante versão acústica) do tema «I'm Good I'm Gone». Querias.

Anda tudo doido com os Fleet Foxes (e o canil também). Não é motivo para menos: os rapazes são um sublime mistura de grandes influências como Bob Dylan, Neil Young, Beach Boys e ainda um cheirinho de rock sulista norte-americano (sim, estamos a falar de coisas porventura menos digeríveis como os Eagles e os Lynyrd Skynyrd); ou, para simplificar as coisas, os Fleet Foxes conseguiram no seu disco de estreia fazer aquilo que os My Morning Jacket não conseguiram fazer com o seu novo álbum (uma das maiores desilusões do ano, diga-se de passagem). Para prová-lo, há este belíssimo «White Winter Hymnal» (vão ver que o «White» é uma brincadeira), servido com um vídeo que prova que os rapazes não brincam em serviço. Magnífico.

Eles dizem que não, mas não enganam ninguém: os Late Of The Pier são a mais recente banda britânica a aproveitar o filão do nu-rave inaugurado pelos Klaxons: pop dançável, cheio de sintetizadores e linhas de baixo capazes de fazer ressuscitar um morto. O vídeo é uma pequena maravilha de efeitos especiais que não ficariam mal num vídeo do grande Gondry (mas os méritos vão para Daniel Brereton).

O canil gostava muito de saber o que os Bloc Party andam a fumar. A sério. Primeiro, foi o fantástico Flux e agora... isto.

A Rita Redshoes está empenhada em seguir o trilho traçado por David Fonseca e levar muito a sério a produção dos seus vídeos musicais. Para este «The Begining Song», realizado por Filipe Cunha Monteiro, a Rita parece encarnar o espírito de June Carter com um guarda-roupa e um cenário que nos remete de imediato para Nashville, a capital da música country. Sem dúvida, um dos grandes vídeos tugas do ano.

Tricky resolveu aproveitar a boleia dos seus conterrâneos Portishead (tudo gente talentosa de Bristol) e pôr um termo a um hiato de cinco anos com o novo KNOWLE WEST BOY. E, a julgar pelo single, a espera valeu a pena, tanto mais que é o próprio Tricky que canta o tema. O vídeo é Valérie Pirson, mas poderia muito bem ser da Floria Sigismundi.

Há tanta coisa a dizer sobre o novo vídeo dos Gnarls Barkley (que se afirmam, mais uma vez, como o projecto musical que tem produzido a melhor sequência de videoclipes dos últimos anos): a referência óbvia à obra-prima de Quentin Tarantino, o magnifico under-acting dos actores, as reviravoltas inesperadas da narrativa, a excelência dos efeitos especiais, a forma como o non-sense é regado com um humor de primeira água, o cameo do duo e, claro, a forma insidiosa como o tema vai surgindo durante o diálogo. Vénias para Chris Milk, o responsável por esta absoluta obra-prima.

Não se se haverá por aí leitores do canil que sejam fãs de NATURAL BORN KILLERS e de U-TURN de Oliver Stone, mas a nova obra-prima de Joseph Kahn utiliza com grande mestria alguns dos ornatos visuais popularizados pelo realizador americano (e não, não estou a falar dos coelhos). Sorte dos Ladytron que conseguiram arranjar um clipe à altura de uma das suas melhores canções de sempre.

Os Hercules & Love Affair continuam a espalhar o seu disco para o século XXI e, desta vez, toda a malta vai poder dançar ao som deste irresistível «You Belong», mais uma vez superiormente ilustrado por Kris Moyes. Qualquer canção que se dá ao luxo de ter o Antony a fazer background vocals é uma canção que merece a atenção do canil. Oh yeah.

Pega-se em duas doses de punk regado com um copo de música cigana, uma mão-cheia de caberet à Brecht, leva-se tudo ao forno na cidade de Nova-Iorque e o resultado é um dos projectos musicais mais fascinantes de 2008: os Gogol Bordelo. Para os que pensavam que as ex-repúblicas soviéticas eram apenas um cenário para as aventuras de Sacha Baron Cohen, fiquem lá com este embriegante «American Wedding».

Depois do excelente REAL LIFE, Joan Wasser (aka Joan As A Police Woman) está de volta com o não menos superlativo TO SURVIVE. O single de apresentação é este belíssimo «To Be Loved Again» que vem servido um vídeo arriscadíssimo: diversos planos aproximados desta grande compositora vestida como se fosse um elemento das Coco Rosie. Temos aqui um dos vídeos mais sensuais do ano.