" /> MTV Brand New: setembro 2007 Archives

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setembro 30, 2007

Jorge Cruz: «Nada»

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Jorge Cruz, ex-líder dos Superego, lançou recentemente o seu segundo álbum a solo. Apesar de manter o tom intimista que lhe é característico, POEIRA aposta numa nova roupagem musical que é uma prova inequívoca da sua evolução como compositor e intérprete. Para ajudar a romper o estatuto de culto da sua carreira, Jorge Cruz parece ter apostado forte no videoclipe de «Nada». Para além de ser o seu melhor vídeo até à data, este teledisco de tons bucólicos realizado pelos Mad Brothers, promete ficar gravado na retina de quem tiver a sorte de o ver pela primeira vez. Nós aqui no canil não temos dúvidas: é, até agora, o mais belo vídeo tuga do ano.

setembro 28, 2007

Animal Collective: «Peacebone»

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Depois da edição, ainda este ano, de PERSON PITCH, o segundo disco a solo do quase lisboeta Panda Bear (e cujo vídeo de Bros teve estreia mundial no nosso programa), os Animal Collective estão de volta com o novo STRAWBERRY JAM. O disco inclui mais uma dose fascinante de temas que demonstra o talento da banda em fundir folk, noise rock, psicadelismo e melodia sob a forma de grandes canções. Como não podia deixar de ser, o vídeo de «Peacebone» é uma verdadeira alucinação à Animal Collective que narra a história de amor entre uma burguesa toda pintarolas e um alien. O clip conta com o alto patrocínio da Sociedade Internacional de Odontologia.

setembro 27, 2007

brand:new #78

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Cá estamos para apresentar aos amigos do nosso canil o alinhamento daquilo que será a 78.ª edição do brand:new e que irá para o ar logo às 20h30 na MTV Portugal. Iremos arrancar com «Peacebone» dos Animal Collective, seguido por «Foundations» da Kate Nash e esta bomba-rock que é «The Pretender» dos Foo Fighters. Ainda haverá tempo para o muito esperado regresso de José González com «Down The Line» e, como não podia deixar de ser, para o vídeo tuga da praxe: «Nada» de Jorge Cruz.

setembro 26, 2007

The Go! Team: «Grip Like A Vice»

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Três anos depois do sucesso internacional de THUNDER, LIGHTING, STRIKE, os The Go! Team estão de regresso com o novo PROOF OF YOUTH. E se alguns fãs pensavam que o êxito pudesse de alguma forma ter efeitos menos recomendáveis no talento da banda, «Grip Like a Vice», o single de apresentação do novo álbum, prova que os The Go! Team continuam a ser únicos na forma como fundem diversos géneros da música urbana, como o hip-hop e o ruído das bandas de garagem. Tudo com um feeling muito seventies, tal como o belo grafismo do vídeo que ilustra o tema.

setembro 24, 2007

5 vídeos experimentais de Mike Mills para os Blonde Redhead

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Já que estamos a falar dos Blonde Redhead, há uma notícia muito relevante para quem vibra com o universo dos vídeos musicais. O grande Mike Mills, autor dos dois vídeos iconográficos dos Air (Kelly Watch The Stars e Sexy Boy) e do filme Thumbsucker (2005), resolveu interromper um hiato de 5 anos e dirigir 5 videoclipes «experimentais» (é assim que o próprio os apoda) para os Blonde Redhead. Os vídeos podem ser todos vistos em Quick Time: 23, My Impure Hair, Top Ranking, The Dress e Silently. As músicas (todas elas muito boas) foram retiradas do último disco da banda e, quanto aos vídeos, os resultados são irregulares, mas há lá no meio pelo menos uma obra-prima: o clip de «Top Ranking», que conta com a presença da magnética e talentosa Miranda July.

setembro 23, 2007

Blonde Redhead: «23»

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Depois de uma década em que a banda nova-iorquina conseguiu afirmar-se como uma das bandas de guitarras de topo da Big Apple, os Blonde Redhead surpreenderam este ano os fãs com um álbum que marca uma evolução assinalável no som da banda, com o recurso a texturas electrónicas e a uma produção muito polida para uma banda apadrinhada pelos Sonic Youth. Se «23», a faixa que dá o título ao novo álbum, é um autêntico hino ao shoegazing que os My Bloody Valentine não desdenhariam, o videoclip, realizado por Melodie McDaniel, é a prova que, com talento e imaginação, ainda se podem fazer vídeos performativos que não se limitem a planos chatos de um marmanjo a desbundar um bacalhau.

setembro 21, 2007

M.I.A.: «Jimmy»

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Depois do vendaval provocado por ARULAR, M.I.A. está de regresso como o novo KALA, um disco ambicioso gravado em diversos locais do mundo e que conta com a colaboração de gente tão ilustre como Timbaland, Blaqstarr e Diplo. Se «Jimmy», o terceiro single retirado do álbum, é uma sublime versão de um êxito neo-disco do cinema indiano da década de 80 chamado DISCO DANCER, o vídeo, realizado por Daniel Wolfe, não lhe fica atrás: um verdadeiro festival de cor e imagens que consegue operar uma síntese impressionante entre a estética de Bollywood e o imaginário trashy da M.I.A..

setembro 20, 2007

brand:new #77 (estreia da 4.ª série)

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Cá estamos para apresentar aquela que será a 77.ª edição do brand:new, a que marca o início da 4.ª série do programa e que irá para o ar logo às 20h30 na MTV Portugal. Os anfitriões do programa e do blogue serão estes quatro belíssimos cachorrinhos que, devido à sua tenra idade, ainda não possuem o dom da fala (mas apenas dos gemidos). Se houver por aí malta com um grande coração que queira adoptar um deles, basta enviar-nos um simples e-mail. Iremos começar o programa com o exótico «Jimmy» da M.I.A. seguido dessa maravilha que é «Capital» dos Lyapis Trubestkoy. Haverá ainda tempo para «23» dos imparáveis Blonde Redhead e para «Grip Like A Vice», o vídeo que marca o regresso em força dos The Go! Team. O destaque canino vai para «Superstars», o novo vídeo de David Fonseca e o primeiro em que ele acumula a função de realizador.

setembro 18, 2007

Manu Chao: «Rainin' In Paradise»

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Depois do brilharete no primeiro dia da última edição do Festival Sudoeste TMN, chegou-nos há dias ao canil mais um motivo de exaltação para os fãs de Manu Chao: o vídeo de «Rainin' In Paradise» realizado por Wozniak. Apesar dos desenhos naïfs já começarem a se transformar num lugar comum no universo dos vídeos musicais, a verdade é que este é um belo exemplo de como a cor e a bidimensionalidade do imagináro infantil podem não apenas dar origem a belíssimos objectos audiovisuais como serem um meio eficaz para transmitir uma determinada mensagem.


setembro 16, 2007

The Shins: «Turn On Me»

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Como é óbvio, sempre que o nosso faro detecta um vídeo com uma estrela canina, as nossas caudas começam a abanar. Porém, no caso do vídeo de «Turn On Me» dos The Shins (realizado pela dupla Michael Reich & Michael Pinkney), não faltam motivos extras para o nosso entusiasmo. Ou não fôssemos fãs deste clássico dos Soundgarden. Podem ver uma versão em alta resolução do vídeo aqui (Quick Time).


setembro 14, 2007

Amy Winehouse: «Tears Dry On Their Own»

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Não é pelo facto de ela ter perdido o Mercury Prize para os Klaxons, que o canil deixou de venerar a Amy Winehouse. A prova disso é «Tears Dry On Their Own», mais uma grande canção retirada do seu segundo álbum. O vídeo foi realizado pelo tarefeiro David La Chapelle que se limitou a utilizar um truque que remonta, pelos menos, aos tempos de Unfinished Sympathy dos Massive Attack e que já foi utilizada por outras bandas famosas como os The Verve. A diferença é que nenhum desses vídeos tinha uma presença tão magnética com a da nossa Amy.


setembro 13, 2007

brand:new #76 (clips)

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Pois é. Logo, às 20h30, na MTV irá para o ar a 76.ª edição do brand:new, a última na sua versão clips, pois prá semana começará a 4.ª série do programa. Por isso mesmo, resolvemos caprichar na selecção de vídeos para este último programa. Iremos começar com «Rainin In Paradise» de Manu Chao e «Tears Dry On Their Own» de Amy Winehouse para depois continuar em grande estilo com os vídeos de «My Mistakes» de Wiley e «Turn On Me» dos The Shins. Haverá ainda tempo para «We Throw Parties, You Throw Knives» dos Los Campesinos, «In The Belly Of A Shark» dos The Gallows e, finalmente, «Smithereens (Stop Crying)» de El-P. Tudo coisas muito audíveis e visíveis.

setembro 12, 2007

ViMus 2007: os vencedores

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Com algum atraso canino, aqui segue a lista dos vencedores do ViMus 2007. O grande vencedor foi «Hold Still» de David Fonseca e Augusto Brázio com 3 prémios. A competição internacional teve uma surpresa vinda da Alemanha e que, infelizmente, não tem uma versão disponível na Internet (mas o canil está já a tratar disto). Todos os vídeos premiados, à excepção do dos Fonica, passaram pelo nosso programa. Parabéns aos vencedores.


COMPETIÇÃO NACIONAL

Vídeo do Ano / Melhor Vídeo Conceptual / Melhor Fotografia
«Hold Still» (David Fonseca)
Realização: David Fonseca e Augusto Brázio

Melhor Vídeo Performativo
«Poetas de Karaoke» (Sam The Kid)
Realização: Rui de Brito

Melhor Ficção
«Wake Up Song» (You Should Go Ahead)
Realização: Miguel Rocha

Melhor Animação
«Bad Mirror» (The Vicious Five)
Realização: Luís Alegre com Jancl

Prémio Especial do Júri
«Ping Pong» (X-Wife)
Realização: Kalle Kotilla e Tomi Malakias


COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

Vídeo do Ano / Melhor Vídeo Conceptual
«Whirr» (Fónica)
Realização: Timo Katz

Melhor Vídeo Performativo
«1234» (Feist)
Realização: Patrick Daughters

Melhor Fotografia
«Gold Lion» (Yeah Yeah Yeahs)
Realização: Patrick Daughters

Melhor Ficção
«Dashboard» (Modest Mouse)
Realização: Matthew Collen e Grady Hall

Melhor Animação
«Cellphone’s Dead» (Beck)
Realização: Michel Gondry

Prémio Especial do Júri
«Capital» (Lyapis Trubetskoy)
Realização: Aliaksei Tserakhau

PRÉMIO MELHOR VIDEO DOCUMENTÁRIO NACIONAL
Nu Bai - O Rap Negro de Lisboa de Otávio Raposo (2006)

setembro 10, 2007

Menomena: «Rotten Hell»

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Para além de serem uma das bandas favoritas do canil, os Menomena conseguem sempre encontrar os colaboradores ideais para os seus vídeos musicais. Depois de Cough Couching e de Wet And Rusting, chega-nos agora «Rotten Hell», o mais recente vídeo da banda realizado por War & Julius e que retrata em slo-mo o sonho de qualquer criança que já tenha comido num refeitório. Podem ver esta pequena maravilha em alta resolução aqui (Quick Time).


setembro 08, 2007

Lo-Fi Is Sci-Fi: «The Script You Wrote Is Terrible»

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Mais uma prova de que, para fazer um bom vídeo musical, as boas ideias podem substituir os meios. Chris Zabriskie realizou para os Lo-Fi Is Sci-Fi esta bem-humorada homenagem ao clássico segmento de Subterranean Homesick Blues de Don't Look Back de D.A. Pennbaker. Os diferentes cartazes contêm uma série de frases sentenciosas mais ou menos polémicas e que põem em causa as opiniões da crítica e da doxa (isto apesar de o canil tender a concordar com a quase totalidade delas). Um mimo.


setembro 06, 2007

brand:new #75 (selecção internacional ViMus)

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Olá a todos. Cá estamos para apresentar aquela que será 75.ª edição do brand:new (versão clips) que irá para o ar logo às 20h30 na MTV Portugal. A emissão irá ser totalmente dedicada à competição internacional do ViMus. Resolvemos seleccionar oito vídeos das diversas apostas caninas que fizemos aqui ao longo da última semana (tentem lá adivinhar quais foram os eleitos). Mal acaba o programa, façam o favor de se porem a caminho: é hoje que arranca o festival com a sessão especial canina intitulado Ultra-sons da Lusofonia.

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Já sabem: até Domingo, todos os caminhos vão dar à Póvoa do Varzim.

Uma aproximação à obra de José F. Pinheiro

Complemento supérfluo e desnecessário, veículo de promoção ou ferramenta de marketing, invenção da MTV, presumível suspeito do assassínio de uma estrela radiofónica cujo cadáver jamais foi encontrado e, mais grave ainda, objecto artístico – de tudo um pouco já foi acusado o formato audiovisual com as costas mais largas desde a invenção da televisão e que, pouco a pouco, parece querer encontrar na Internet o seu habitat natural. Se os vídeos musicais possuem uma história que ainda está em grande parte por escrever, é no entanto possível traçar uma sinopse da história do videoclipe em Portugal a partir da monumental obra de um único e singular realizador: a de José Pinheiro.

O trabalho de José Pinheiro como realizador tem estado sempre ligado à música. Nos últimos 17 anos, concebeu e realizou cerca de duas centenas de vídeos musicais para um conjunto vastíssimo de artistas e bandas portuguesas, bem como diversos programas de música (Pop-Off, 1990-93; Top 25 RFM/TVI, 1994; Made in Portugal, 1994-96 e Spray, 1996-97), documentários (Madredeus – O Paraíso, 1997) e videoconcertos, entre os quais se destaca a gravação do espectáculo dos Sonic Youth no Campo Pequeno em 1993 e cujo áudio viria a dar origem à edição, por parte da Moneyland Records de João Paulo Feliciano, dos 1500 exemplares de Blastic Scene, o mítico disco ao vivo apadrinhado pela banda. Mais recentemente, o seu primeiro filme documentário Brava Dança (que muito mais do que uma biografia dos Heróis do Mar é um autêntico retrato de uma geração) teve a sua estreia nos cinemas em Março deste ano.

Numa altura em que Portugal organiza o seu primeiro festival internacional de vídeo musical, a retrospectiva que o ViMus oferece da obra de José Pinheiro dificilmente não poderá ser vista como um dos maiores atractivos do programa. Não apenas porque permite ao grande público conhecer, através de uma criteriosa selecção de 25 vídeos complementada por uma dezena de videodocumentários e videoconcertos, o trabalho do mais produtivo e veterano realizador português de videoclipes, como a sua ordenação cronológica constitui uma autêntica narrativa da evolução do nosso panorama videomusical nas duas últimas décadas. Cobrindo um vasto leque de suportes de gravação (VHS, Video 8 e Hi8, U-Matic, Betacam SP e Betacam Digital, 16 e 35 mm, DV, DVCam e HDV) e diversas gerações de músicos e artistas, a obra de José Pinheiro consegue a proeza de ser simultaneamente experimentalista sem ser arty e referencial sem ser datada. Se tivermos em conta as características de um mercado audiovisual que apenas recentemente começou a disponibilizar plataformas onde os videoclipes nacionais pudessem ser, pelo menos em potência, difundidos de forma regular, a dimensão e a qualidade do trabalho de José Pinheiro não é apenas um exemplo de persistência, mas a prova de que o talento pode superar as maiores adversidades.

Perante a indiferença de uma indústria musical pouco atenta e nada exigente com a promoção audiovisual, a sistematização do videoclipe como formato e linguagem ao alcance dos projectos musicais portugueses acabou por se concretizar num programa televisivo absolutamente inovador para a sua época e que, até hoje, não encontrou um sucedâneo que lhe fizesse justiça. Todas as semanas, ao longo dos três anos em que esteve no ar, e com um orçamento de apenas 40 contos por programa, José Pinheiro realizou ou produziu no Pop-Off mais de uma centena de vídeos em estreita colaboração com as bandas e os artistas, deixando um lastro cuja influência é inegável na definição do imaginário pop da música portuguesa. É este o período iconoclasta e subversivo de um jovem José Pinheiro ávido em experimentar com grande inventividade e imaginação os parcos recursos técnicos postos à disposição da sua equipa. Se, ainda hoje, o facto deste autêntico laboratório de vídeos musicais que foi o Pop-Off ter nascido no seio de uma instituição tão conservadora como a RTP continua a suscitar-nos alguma perplexidade, a sua longevidade pode ser explicada pela forma entusiasta como uma imensa minoria ávida de novos sons e imagens recebeu vídeos como o de És Cruel dos Ena Pá 2000 (José Pinheiro, 1991) ou o de «Budapeste» dos Mão Morta (Nuno Tudela, 1993). Nunca um programa da televisão portuguesa foi, ou voltaria a ser, tão influente na formação dos gostos estéticos dos seus telespectadores.

Apesar das marcas que a fase Pop-Off deixou na sua obra, e que são facilmente detectadas em vídeos como os de Chuva Dissolvente dos Xutos e Pontapés (1992) ou de Vox Prophetica dos Golpe de Estado (1993), seria depois do mítico programa de televisão que a obra de José Pinheiro atingiria a sua maioridade. Basta comparar os seus primeiros vídeos ao rigor cromático de Diabo à Solta (Armarguinhas, 1996) ou à forma como reinventa o lugar-comum do supermercado no vídeo pop-art de Mamapapa (Repórter Estrábico, 1999) para nos apercebermos da sua manifesta evolução técnica e artística e começarmos a detectar a característica mais notável, porque rara, do realizador: a sua enorme versatilidade. Esse eclectismo não seria tão admirável se não estivesse constantemente ao serviço da música que está na base da criação dos seus videoclipes. Apesar de ser perfeitamente legítimo um vídeo musical divergir estética e tematicamente da canção que lhe serve de ponto de partida, a obra de José Pinheiro ignora deliberadamente essa possibilidade e opta por seguir aquela que é, provavelmente, a sua única regra de ouro: a de jamais trair uma canção. Na maioria dos seus videoclipes, esse compromisso tende mesmo a dar um salto significativo da canção para o artista, isto é, as imagens contribuem de forma decisiva para a definição estética dos projectos musicais. Isso é particularmente evidente no caso dos Madredeus e de Rodrigo Leão, mas não só. Creio que não existe um vídeo dos Três Tristes Tigres que represente de forma tão inequívoca a musicalidade da banda como o de «O Mundo a meus pés» (1993), nem outro vídeo dos Ornatos Violeta que seja tão Ornatos Violeta do que o de Ouvi Dizer (1999), ou sequer um vídeo dos GNR que seja mais GNR do que essa absoluta obra-prima que é o vídeo de Tirana (1998). Não é por isso de estranhar que, quando os Supernova (que foram aquilo que de mais próximo o nosso país teve de uma banda indie) vieram parar às mãos de José Pinheiro, este os tenha brindado, num gesto em tudo comparável ao de Spike Jonze quando co-realizou o vídeo de Cannonball das Breeders, com o vídeo de Scan My Mind (1997), autêntico arquétipo de um género bissexto: o vídeo performativo indie português. A qualidade sinestésica da sua obra atinge o seu auge nos seus dois vídeos premiados: «A Casa» (2000) de Rodrigo Leão e, sobretudo, em O Navio de Espelhos (1997) de Os Poetas, onde a fusão num único objecto artístico da palavra, da música e da imagem são uma demonstração cabal de que, num vídeo musical, o todo pode ser imensamente superior à soma das partes.

Finalmente, os vídeos mais recentes de José Pinheiro vieram confirmar duas linhas evolutivas da sua obra que, convenhamos, não abundam no universo predominantemente onírico dos videoclipes: o seu carácter cada vez mais mimético e referencial – que atinge uma sofisticação verdadeiramente assombrosa no vídeo dos No Data (Hino Ao Vento, 2005) –, e o seu pendor etnográfico ou antropológico. Estes dois denominadores comuns não apenas possuem o mesmo intento (a definição cultural de uma certa portugalidade), como possuem a mesma génese: o seu fascínio pelos corpos, gestos, rostos e expressões das pessoas que, de alguma forma, não representam mas reflectem o nosso país. Seja no porte esfíngico de Teresa Salgueiro (Ao longe o mar (astro’s reflect and chill mix), 2004), na quase insuportável expressividade de um rosto como o de Mário Cesariny (O Navio de Espelhos, 1997), na melancolia mal disfarçada de Margarida Pinto (Apontamento, 2005) ou na galeria de talking heads que povoam Brava Dança (2006), José Pinheiro consegue sempre convocar os enquadramentos e as técnicas de filmagem apropriadas para, em cada caso, transformar o rosto humano numa paisagem que sugerirá ao espectador mais atento o que a música e as palavras querem, mas não conseguem dizer.

João Pedro da Costa
Agosto 2007


RETROSPECTIVA JOSÉ F. PINHEIRO (ViMus, 6 a 9 de Setembro 2007)

Vídeos Musicais (selecção)
«Sonâmbulos» (Lobo Meigo, 1990, Pop-Off)
«Improviso» (José Luís Desirat / Rodrigo Amado, 1991, Pop-Off)
«És Cruel» (Ena Pá 2000, 1991, Pop-Off)
«Asiouasi» (Anabela Duarte, 1991, Pop-Off)
«Deep Sky» (Matrix Run, 1992, Pop-Off)
«Calmeirona» (De Biltres, 1992, Pop.Off)
«Chuva Dissolvente» (Xutos e Pontapés, 1992)
«Road to Redemption» (Lx90,1993)
«Vox Prophetica» (Golpe de Estado, 1993)
«O Mundo a meus pés» (Três Tristes Tigres, 1993)
«Vem (além de toda a solidão)» (Madredeus, 1994)
«Sou como um rio» (Delfins, 1995)
«Diabo à solta» (Amarguinhas, 1996)
«Postal dos correios» (Rio Grande, 1996)
«O navio de espelhos» (Os Poetas, 1997) (Prémio Videoclip do Ano, MTV, 1998)
«Scan my mind» (Supernova, 1997)
«Tirana» (GNR, 1998)
«My friends» (Silence 4, 1998)
«Mamapapa» (Repórter Estrábico, 1999)
«Ouvi Dizer» (Ornatos Violeta,1999)
«Another one» (Blind Zero, 2000) (Inédito)
«A Casa» (Rodrigo Leão, 2000) (Prémio Videoclip Nacional, Fantasporto, 2001)
«Ao Longe o mar (astro's reflect and chill mix)» (Madredeus, 2004)
«Apontamento» (Margarida Pinto, 2005)
«Hino ao vento» (No Data, 2005)

Videodocumentários e videoconcertos (selecção)
Popoff 1990–1993 (excertos, 12’)
Sonic Youth ao vivo no Campo Pequeno 1993 (Betacam SP, 66’)
Spots Publicitários 1996-2000 (vários, 3’)
Portugal/Frankfurt 97 (16mm, 5’)
Spray 1997–1998 (excertos, 8’)
O Porto revela-se (1999, Betacam SP, 6’)
O Trabalho (2001, 3 mini-documentários, 15’)
Montemor (2001, 2’)
Grão Vasco (2002, 5’)
Um Bom Pastor (2002)
Cinema - Rodrigo Leão ao vivo no Fórum Lisboa (2004, DVcam, 55’)
Mar - Madredeus Ballet (2006, DVcam)
Infante D. Henrique - Grandes Portugueses (2007, excerto, 4’)
Música ao vivo - Festivais de Verão (2007, multi-formato, vários, excertos)

Filme documentário
Brava Dança (co-realização com Jorge P. Pires) (2006, multi-formato, 80’)

setembro 05, 2007

ViMus - Competição Internacional #8

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Last, but not least, a 8.ª e derradeira sessão da competição internacional do ViMus é a sessão que consegue reunir os três realizadores favoritos do nosso canil: Michel Gondry, Nima Nourizadeh e Martin de Thurah. É uma bela forma de fechar a competição, não é?


COMPETIÇÃO INTERNACIONAL #8

Beck (EUA) [APOSTA CANINA]
«Cell phone's dead»
Real: Michel Gondry
Interscope / Partizan

Superbus (França)
«Butterfly»
Real: Arno Bani
Universal / Wanda Prod

Sloan (Canadá)
«I've gotta try»
Real: Stardust e Chris Murphy
Murder - Sony BMG / Revolver Films

Hot Chip (Reino Unido) [APOSTA CANINA]
«Over and over»
Real: Nima Nourizadeh
EMI / Partizan

El Perro del Mar (Suecia)
«God knows (you gotta give to get)»
Real: Asa Arnehed
Licking Fingers / Arnehed Prod

Turbonegro (Noruega)
«Do you do you dig destruction»
Real: Wreck Creative Studios
Universal / Wreck

Softlightes (Austrália)
«Heart made of sound»
Real: Kris Moyes
Modular / The Directors Bureau

Lupe Fiasco ft Jill Scott (EUA) [APOSTA CANINA]
«Daydreamin»
Real: Syndrome
Atlantic / Syndrome

Seb Martel (França)
«Motus»
Real: Arno Salters
Corida / Nose - Premier Heure

Fónica (Alemanha/Japão)
«Whirr»
Real: Timo Katz
Tomlab / Timo Katz

Mew (Dinamarca) [APOSTA CANINA]
«Special»
Real: Martin de Thurah
Sony BMG / Academy Films

Belasco (Reino Unido)
«Chloroform»
Real: Robin Sandor
Rewind - Super / Robin Sandor

Lenny Dee & Radium (França)
«Headbanger boogie»
Real: Sebastien Fiminger
Pludiogenic / Canaille Prod

setembro 04, 2007

ViMus - Competição Internacional #7

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Para além de algumas surpresas agradáveis oriundas da Suécia e da França (os gauleses estão em grande), a 7.ª sessão da competição internacional do ViMus inclui dois dos mais populares vídeos deste ano: «Get Down» dos Groove Armada (realizado pela incomparável Pleix) e «Dance Tonigh» de Sir Paul McCartney da autoria de Monsieur Michel Gondry. Tá-se mesmo a ver quais são as nossas apostas, né? Aforismo: um festival de vídeos musicais não é um festival de vídeos musicais se não tiver, pelo menos, um vídeo do realizador francês. O ViMus tem dois. Ah pois é.


COMPETIÇÃO INTERNACIONAL #7

Groove Armada (Reino Unido) [APOSTA CANINA]
«Get down»
Real: Pleix
Sony BMG / Chased by Cowboys

Thierry Amiel (França)
«Coeur sacré»
Real: Julien Trousselier
Sony BMG / Wanda Prod

Mark Ronson ft. Lily Allen (Reino Unido)
«Oh my god»
Real: Nima Nourizadeh
Sony / Partizan

Timo Räisänen (Suécia)
«Let’s kill ourselves a son»
Real: Wreck Creative Studios
Razzia / Wreck

Jacknife Lee (Reino Unido)
«Making me money»
Real: Up The Resolution
Fiction / Up The Resolution

Emilie Simon (França)
«Fleur de saison»
Real: No Brain
Barclay / Cosa Prod

Flipron (Reino Unido)
«Dogboy vs Monsters»
Real: Alex de Campi
Tiny Dog / Lot 49 Films

Kanye West (EUA)
«Heard 'em say»
Real: Bill Plympton
Roc-a -Fella - Def Jam / Plymptoons

Morrissey (Reino Unido)
«The youngest was the most loved»
Real: Bucky Fukumoto
Attack / The Directors Bureau

Gonzales (França)
«Meischeid»
Real: Matray
Ed. de autor / Matray

Paul McCartney (Reino Unido) [APOSTA CANINA]
«Dance tonight»
Real: Michel Gondry
Universal / Partizan

Turing Machine (EUA)
«Synchronicity III»
Real: Didier Feldmann
French Kiss / Videopaper

setembro 03, 2007

ViMus - Competição Internacional #6

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Não há volta a dar: a 6.ª sessão da competição internacional do ViMus é a favorita do nosso canil. E é por isso que não vamos apostar caninamente em um, nem dois, nem três - mas em quatro vídeos musicais (e não, não estamos a falar do vídeo dos Yeah Yeah Yeahs ou no dos Raconteurs, o que, mais uma vez, demonstra bem o elevado quilate desta sessão). Para além dos nossos já conhecidos vídeos de Cassius e Matisyahu (que já brilharam em edições do nosso programa), as nossas apostas vão igualmente os Architecture in Helsinki com «Heart it races» de Kris Moyes (absolutamente hilariante e contagioso) e para Fujiya & Miyagi com «Collarbone» de John Davison (talvez o vídeo mais perverso que vimos nos últimos tempos e que nos trouxe logo à memória esta absoluta obra-prima). Um fartote.


COMPETIÇÃO INTERNACIONAL #6

Yeah Yeah Yeahs (EUA)
«Gold lion»
Real: Patrick Daughters
Polydor / Black Dog Films

Sonorama (Colômbia)
«No se me ponga picao»
Real: Diego Mauricio Alvarez
EMI / Lepixma

Zazie (França)
«Je suis un homme»
Real: Yvan Attal
Universal / Wanda Prod.

The Raconteurs (EUA)
«Broken boy soldier»
Real: Floria Sigismondi
XL / Revolver Films

HHP ft. RPZ (França)
«La bouteille»
Real: Christophe Luparini e Hugues Breuze
Lyrical Lab / Rubigo

Architecture in Helsinki (Austrália) [APOSTA CANINA]
«Heart it races»
Real: Kris Moyes
V2 / The Directors Bureau

Jigsaw Soul (Turquia/EUA)
«Last train ride»
Real: Gokhan Okur
Ed. de autor / Gokhan Okur

Cassius (França) [APOSTA CANINA]
«Toop toop»
Real: François Peyrane & Emmanuel Reyé
Virgin / Cosa Production

An Pierlé (Bélgica)
«Jupiter»
Real: Jan Brzeczkowski
Pias / Nose/ Premier Heure

Matisyahu (EUA) [APOSTA CANINA]
«Jerusalem»
Real: Mathew Cullen
Sony/BMG / Motion Theory

The Feeling (Reino Unido)
«Sewn»
Real: Caswell Coggins
Island / Draw Pictures

The Strokes (EUA)
«Juicebox»
Real: Mike Palmieri
Sony/BMG / A Band Apart

Fujiya & Miyagi (Reino Unido) [APOSTA CANINA]
«Collarbone»
Realização: John Davison
Tirk / Bunt 74

ViMus - Competição Internacional #5

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A 5.ª sessão da competição internacional do ViMus vai ser a das descobertas (foi, pelo menos, o que aconteceu aqui à malta do canil). Sem querer estragar as agradáveis surpresas que aguardam todos os que forem assistir a esta sessão, atrevemo-me a apostar caninamente nesta pérola realizada pela produtora Ces Messieurs (From L.A.) que é «Dancing Cyprine» dos gauleses Omaha Bitch. Nem o Robert Palmer se lembrou disto quando esteve Addicted To Love...


COMPETIÇÃO INTERNACIONAL #5

Axelle Renoir / Ushuaïa (França)
«Evergreen»
Real: Yoann Lemoine
TF1 / Wanda Prod

Guster (EUA)
«One man wrecking machine»
Real: Drew Lightfoot
Warner – Reprise / Revolver Films

U2 / Greenday (Irlanda/EUA)
«The saints are coming»
Real: Chris Milk
Interscope – Island / Radical Media

RPZ (França)
«O.V.N.I»
Real: Christophe Luparini
Lyrical Lab / Rubigo

Socadia (EUA)
«Always near»
Real: Andrea Giacomini
Southern California Day / Jako Films

Gotye (Austrália)
«Hearts a mess»
Real: Brendan Cook
Ed. Autor / Picturedrift

Colorforms (EUA)
«Nothing can come between us»
Real: Tom Cabela
Ed. autor / Cabela Films

Richard Müller (Eslováquia)
«Snow»
Real: Ondrej Rudavsky
44 / Rudovsky Films

Orishas (França)
«Hay un son»
Real: Edouard Salier
EMI / Edouard Salier

Blonde Redhead (EUA)
«The dress»
Real: Mike Mills
4AD / The Directors Bureau

Omaha Bitch (França) [APOSTA CANINA]
«Dancing cyprine»
Real: Ces Messieurs (From L.A.)
Ed. de autor / Nose - Premier Heure

The Space Lady (Alemanha)
«Domin libra nos»
Real: Oliver Pietsch
Amazing Thingz

setembro 02, 2007

ViMus - Competição Internacional #4

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Esta é, sem dúvida, a sessão VIP da competição internacional do ViMus. Ele é Kanye West, Bob Sinclar, Pet Shop Boys, Scissors Sisters e Wolfmother, o que constitui, só por si, um eloquente sinal do prestígio que o festival conseguiu grangear logo na sua primeira edição. Apesar de algumas agradáveis surpresas oriundas da França e da Eslováquia, a nossa aposta canina vai novamente para Feist, desta vez com o muito West Side Story «1234» do grande Patrick Daughters. Ou seja: esta dupla consegue fazer o pleno no ViMus e nas nossas apostas caninas. É caso para perguntar: por que raio os canadianos não gostam de nós?


COMPETIÇÃO INTERNACIONAL #4

2Revoluxion (Canadá)
«Relax yourself»
Real: Diego Mauricio Alvarez
Ed. de autor / Lepixma

Kiss Kiss (EUA)
«The machines»
Real: Roboshobo
Eyeball / Revolver Films

Kanye West (EUA)
«Touch the sky»
Real: Chris Milk
Def Jam / Radical Media

Mocean Worker (EUA)
«Shake ya boogie»
Real: Czarek Kwasny
MOWO! / Adam Dom

Bob Sinclar (França)
«Rock this party»
Real: Denis Thybaud
Yellow - Barclay / Cosa Production

Subtle (Reino Unido)
«The mercury craze»
Real: SSSR
Lex / Passion Pictures

Feist (Canadá) [APOSTA CANINA]
«1234»
Real: Patrick Daughters
Cherry Tree – Interscope / The Directors Bureau

Necks (Eslováquia)
«UFO»
Real: Ondrej Rudavsky
Necks / Rudovsky Films

Pet Shop Boys (Reino Unido)
«Minimal»
Real: Don Cameron
EMI - Capitol / Schmooze

Jehro (França)
«I want love»
Real: Edouard Salier
Warner / Def2Shoot

Scissors Sisters (EUA)
«She's my man»
Real: Nagi Noda
Universal / Partizan

Wolfmother (Austrália)
«White unicorn» [defaced]
Real: Kris Moyes
Modular / The Directors Bureau

setembro 01, 2007

ViMus - Competição Internacional #3

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A terceira sessão da competição internacional do Vimus é, talvez, a mais regular. De James Dean Bradfield (vocalista dos Manic Street Preachers) ao encontro dos The Killers com Tim Burton, não faltam aqui motivos de interesse para os videomusicómanos mais exigentes. As nossas apostas caninas vão para os vídeos de três bandas que já passaram por mais do que uma vez pelo nosso programa: Coldcut com «Sound Mirrors» da Up The Resolution, Blonde Redhead com «23» de Melodie McDaniel e The Knife com «We Share Our Mother's Health» de Motomichi Nakamura (também gostaríamos de ver Silent Shout, mas a verdade é que não sabemos se o vídeo chegou a entrar na competição). Pois é: desta vez, jogamos pelo seguro.


COMPETIÇÃO INTERNACIONAL #3

Momposonica (EUA / Colômbia)
«Sexo elevado»
Real: Diego Mauricio Alvarez
JRGR / Lepixma

U2 (Irlanda)
«Window in the sky»
Real: Gary Koepke
Universal / Modernista!

Philippe Katerine (França)
«Excuse-moi»
Real: Petra Mazyk & Jean - François Moriceau
Universal / Wanda Prod.

Billy Talent (Canadá)
«Red flag»
Real: Floria Sigismondi
Warner / Revolver Films

Coldcut (Reino Unido) [APOSTA CANINA]
«Sound mirrors»
Real: Up The Resolution
Ninja Tune / Up The Resolution

Disillusion (Alemanha)
«Don't go any further»
Real: Philipp Hirsch
Metal Blade / Film-m

Weird Al Yankovic (EUA)
«Don't download this song»
Real: Bill Plympton
Volcano Rec / Plymptoons

Blonde Redhead (EUA) [APOSTA CANINA]
«23»
Real: Melodie McDaniel
4AD / The Directors Bureau

The Knife (Suécia) [APOSTA CANINA]
«We share our mothers' health»
Real: Motomichi Nakamura
Rabid / Motomichi Nakamura


James Dean Bradfield (Reino Unido)
«That's no way to tell a lie»
Real: David Mould
Sony BMG / Bikini Films

The Killers (EUA)
«Bones»
Real: Tim Burton
Island / Refused TV

ViMus - Competição Internacional #2

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A segunda sessão da competição internacional do ViMus (programa) mantém o mesmo nível da primeira sessão: qualidade e diversidade qb. que inclui algumas surpresas e grandes estrelas internacionais como os Gnarls Barkley, Black Eyed Peas e os U2. Desta vez, resolvemos fazer três apostas caninas em vídeos que jamais (que vergonha!) passaram no nosso programa: «1234» da Feist (onde Patrick Daughters prova que, mesmo depois dos Ok Go, ainda é possível fazer algo de belo e original com tapetes rolantes), «The Owl» dos I Love You But I've Chosen Darkness (uma belíssima e perturbante animação de Emmanuel Ho) e ainda uma revelação vinda de França: «Smiley» dos Demon realizado por Arno Barni e que irá deixar meio-mundo boqueaberto. Tudo material de primeiríssima qualidade, cuja visualização low-fi no You Tube deveria constituir uma infracção do código penal.


COMPETIÇÃO INTERNACIONAL #2

Les Petites Bourrettes (França)
«Pour me rendre à mon bureau»
Real: Vincent Burgevin
Adone / L'Art Seine

Snow Patrol (Escócia)
«Open your eyes»
A partir de “C'était un Rendez-vous”, Claude Lelouch, 1976
Fiction / Polydor

Demon (França) [APOSTA CANINA]
«Smiley»
Real: Arno Bani
Help Yourself / Wanda Prod

The Used (EUA)
«The bird and the worm»
Real: Lisa Mann
Warner– Reprise / Revolver Films

I Love You But I've Chosen Darkness (EUA) [APOSTA CANINA]
«The owl»
Real: Emmanuel Ho
Secretly Canadian

Gnarls Barkley (EUA)
«Gone daddy gone»
Real: Chris Milk
Atlantic / Radical Media

Keny Arkana (França)
«La rage»
Real: Christophe Luparini
Because Music / Rubigo

Demander (EUA / Canadá)
«Hollis»
Real: Crankbunny
Ed. Autor / Curious Pictures - Electric Company

Black Eyed Peas (EUA)
«Pump it»
Real: Francis Lawrence
Universal – A&M / DNA

12Twelve (Espanha)
«Autobahn polizei»
Real: Javier Garcia
Acuarela Discos / Acuarela

Feist (Canadá) [APOSTA CANINA]
«My moon, my man»
Real: Patrick Daughters
Cherry Tree – Interscope / The Directors Bureau

U2 (Irlanda)
«Window in the sky»
Real: Jonas Odell
Universal / Film Tecknarna