Teaser #5: algumas fotos




Já sabem: na próxima 5.ª-feira, à hora dos telejornais, na MTV Portugal.
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Já sabem: na próxima 5.ª-feira, à hora dos telejornais, na MTV Portugal.
Vista aéra do sistema sonoro dos Buraka na sua versão arraiolada.
Olá a todos. Chamo-me Petty (verão que não é por acaso) e serei a anfitriã deste blogue ao longo da próxima semana (não se preocupem que a Ruby volta daqui a oito dias). Tenho sido a responsável pela publicação de uma série de «teasers» para espicaçar um pouco a curiosidade dos leitores do blogue (e os comentários têm provado que imaginação é coisa que não falta à malta). Penso que, depois do último post, as coisas ficaram um pouco mais claras, mas, ainda assim, vou de seguida tentar usar toda a minha eloquência canina para vos explicar em que consiste, no fundo, o novo brand:new tapete. Preparados? Ora aí vai um osso.
Para a terceira série do brand:new, o programa da MTV Portugal que oferece todas as semanas uma selecção refinada de vídeos musicais para quem tem o faro apurado, resolvemos criar um formato mensal complementar intitulado BRAND:NEW TAPETE (as capitulares e o negrito são só para impressionar). A ideia consiste em atirar ao tapete uma banda portuguesa, criteriosamente escolhida segundo os padrões altamente contestáveis do programa, e dar-lhes um protagonismo canino. A primeira parte consiste na apresentação de um vídeo musical e de uma conversa de alguns minutos, onde, a partir de um Questionário Canino, procuraremos saber algumas coisas fundamentais como a árvore favorita da banda convidada ou se todos os elementos têm as vacinas em dia. Na segunda parte, vamos dar a oportunidade à banda de pisar o nosso tapete de Arraiolos para tocar ao vivo, num formato minimalista, três temas do seu repertório musical. Como somos cãozoada fina e moderna, iremos igualmente disponibilizar este magnífico produto televisivo à voracidade anónima das feras (vulgo Internet). Se o co-apresentador canino uivar durante a performance, a banda terá de levar o bicho para casa. Simples, não é?
Para a estreia do programa, que é já na próxima 5.ª-feira, dia 1 de Março, às 20h na MTV Portugal, resolvemos convidar nada mais nada menos do que os Buraka Som Sistema, que são, na minha modesta opinião canina, um dos mais originais e emplogantes projectos musicais da nossa lusofonia. Por isso, meninos e meninas, é contar os dias, as horas e os minutos (podem esquecer os segundos, senão a coisa fica meia doentia) para a estreia do nosso brand:new tapete. Entretanto, vão passando por cá, que sou cachorra para ir levantando a pontinha do véu. Isto é, do tapete.
NOTA: não sei se repararam mas, na coluna da direita, surge um desenho da minha canina pessoa em vez da habitual fotografia. Prometo, ao longo desta semana, explicar as origens desse retrato. Até lá, basta saberem que sou uma cachorra a-do-rá-vel à procura de um dono e que basta um simples e-mail para me adoptarem. Mas talvez valha a pena esperar até 5.ª-feira para me verem no grande écran para tomarem essa decisão. Ou talvez não. Depende do tamanho do vosso coração.

Com 6 discos editados em apenas 7 anos e apesar de ainda não ter sequer chegado aos 30, M. Ward já é por muitos apontado como um dos maiores compositores norte-americanos da actualidade. Para se encontrar as verdadeiras influências da música de M. Ward, é necessário recuar às raízes da country, da folk e dos Delta Blues, e resgatar nomes míticos como Leadbelly, Robert Johnson ou Hank Williams. Apesar do sucesso conseguido em 2004 com uma arrepiante versão de «Let’s Dance» de David Bowie, é só em 2006 com o lançamento do seu último disco de originais intitulado POST-WAR, que M. Ward consegue atingir alguma notoriedade, sobretudo depois de uma fabulosa aparição no talk-show de David Letterman. «Chinese Translation» é o primeiro vídeo da sua carreira e é um perfeito exemplo do refinado talento de M. Ward. Uma narrativa com ecos orientais que glosa de forma brilhante um dos mais belos refrões de Neil Young: «How can you mend a broken heart».


Seria bom dizer que o mundo estava à espera do segundo álbum dos finlandeses Husky Rescue (belo nome, não é?), mas infelizmente o entusiasmo com que a crítica acolheu o disco de estreia em 2004 não se traduziu nem em vendas ou airplay. E é para evitar que o mesmo aconteça com o novo GHOST IS NOT REAL, que deixo aqui «Nightless Night», o novo vídeo da banda. O disco já foi descrito pela imprensa britânica como uma espécie de versão country da música dos Air (atenção, que vem aí um novo disco que vai dividir os fãs) e dos Stereolab, sobretudo pela forma como a banda conjuga sons electrónicos com instrumentos mais tradicionais. O vídeo (que é «indie» até dizer chega) cola-se à letra do tema e procura retratar a celebração do «Sol da Meia-Noite», nome que é dado ao período da zona Árctica em que a luz do Sol dura 24 horas. O que não deve dar jeito nenhum para ferrar o galho, não é?


Nascido em Trinidad, o rapper canadiano k-os (lê-se «chaos») tem construído ao longo dos últimos anos uma carreira que lhe tem valido elogios de gente tão insuspeita como os Outkast e os Broken Social Scene. O terceiro disco de k-os, intitulado ATLANTIS: HYMNS FOR DISCO, é uma mistura explosiva de hip-hop, dancehall, reggae e rock que conseguiu finalmente projectar o seu nome em ambos os lados do Atlântico. O grande responsável deste sucesso é um objecto altamente contagioso chamado «Sunday Morning», um tema que tem tudo para ser este ano o que Crazy dos Gnarls Barkley foi em 2006. O vídeo, da autoria do nosso já conhecido Micah Meisner (autor dos mais recentes vídeos dos já referidos Broken Social Scene), é uma crítica muito subtil à segregação (tentem lá descobrir porquê), em que a música surge como o único elemento capaz de transpor as diferenças raciais. Polémico qb.

Há dois anos, os Kaiser Chiefs surpreenderam o mundo pop ao transpor com grande originalidade para os nossos dias o legado musical da «new wave» dos finais da década de 70. Não é por isso de estranhar que EMPLOYMENT seja hoje considerado um dos raros clássicos da pop britânica do século XXI, ao nível de ALL MOD CONS dos The Jam ou de PARKLIFE dos Blur. Perante todas essas expectativas, os Kaiser Chiefs escolheram como primeira amostra do novo álbum YOURS TRULY, ANGRY MOB, o single «Ruby» (sim, a música foi escrita a pensar em mim). Enquanto outras bandas optariam por reinventar a sua sonoridade, a banda de Leeds atira-nos à cara uma canção que, para além de ter um refrão ainda mais orelhudo como «I Predict A Riot», possui a virtude de condensar num único tema todas as características que fazem deles uma das grandes bandas pop do Reino Unido. Quanto às novidades, temos o primeiro solo de guitarra dos Kaiser Chiefs e também o primeiro vídeo realmente relevante da carreira da banda. Com esta combinação, temos aqui um êxito garantido.
Regra n.º 51 do Showbizz: jamais adormecer durante as gravações.
Olá a todos, chamo-me Ruby e serei a pequena anfitriã que irá nas próximas 3 semanas gerir este blogue canino. Como o tempo urge, vou já passar à apresentação da 51.ª edição do brand:new, que irá para o ar logo às 20h na MTV Portugal. Iremos arrancar em grande estilo com «Ruby» que marca o muito aguardado regresso dos Kaiser Chiefs e com o teledisco do muito contagiante «Sunday Morning» do rapper canadiano k-os. Na segunda parte, teremos mais um momento escandinavo, cortesia dos Husky Rescue (cuidadinho com esta banda) e o destaque canino vai todo para a estreia nacional do vídeo de «Chinese Translation» do único e incomparável M. Ward. Por isso, em vez de ficarem deprimidos com o telejornal, reservem uma meia-horita do vosso serão para um dose canina de vídeos musicais de altíssima qualidade. Já sabem igualmente que se quiserem ter em casa uma estrela canina da televisão, a concretização desse desejo está à distância de um simples e-mail.

E assim chega ao fim esta minha aventura televisiva e blogosférica. Espero que tenham apreciado a minha companhia e, sobretudo, que tudo isto tenha sido pretexto para ouvir e ver boa música e bons vídeos. Entretanto, continuo à espera que alguém cheio de personalidade e um com graaaaaande coração tenha o bom-gosto de me adoptar - já sabem, basta um simples e-mail para mudarem a minha vida. Para terminar, fica a lista ordenada alfabeticamente dos 15 telediscos que mostrámos nas três últimas semanas. Como sempre, podem deixar as vossas preferências na caixa de comentários. Uma grande labidela para todos.
- 9 CRIMES (Damien Rice) (Warner, Jamie Thraves)
- ALALA (CSS) (Sub Pop, Cat Stolen)
- CLANDESTINO (ft. PRAGA) (Cartell 70) (Groundzero, Paulo Prazeres)
- COMBOIO II (Os Lambas) (Tropa de Shock Records, Hochi Fu)
- COMMON PEOPLE (Pulp) (Island, Pedro Romhanyi)
- CURSED SLEEP (Bonnie Prince Billy) (Drag City, Andy Bruntel)
- DON’T LET HIM WASTE YOUR TIME (Jarvis Cocker) (Rough Trade, Dougal Wilson)
- FIDELITY (Regina Spektor) (Sir Records, Marc Webb)
- LOVE ME OR HATE ME (Lady Sovereign) (Def Jam, Brian Beletic)
- LUV YA (Unklejam) (Virgin, Paul Gore)
- MAGICK (Klaxons) (Polydor, Saam)
- SHEILA (Jamie T) (Virgin, Nima Nourizadeh)
- THIS AIN’T A SCENE, IT’S AN ARMS RACE (Fall Out Boy) (Island, Alan Ferguson)
- WHOO! ALRIGHT YEAH... UH HUH (The Rapture) (Universal, Ben Dickinson)
- YAH! (Buraka Som Sistema) (Enchufada, Ana Guilbert & Kwame Ferreira)


Cinco anos após a edição de WE LOVE LIFE, o último disco dos Pulp, Jarvis Cocker regressa ao convívio do grande público com o seu primeiro e muito aguardado álbum a solo, laconicamente intitulado JARVIS. O vídeo que vamos ver de seguida é relativo ao tema «Don’t Let Him Waste Your Time» e demonstra que o senhor não perdeu o jeito e o sentido de humor. O teledisco, realizado por Dougal Wilson, habitual colaborador dos The Streets e dos LCD Soundsystem (a propósito, estão à espera do quê para ouvirem o novo «The Sound Of Silver»?), agarra num dos maiores ícones londrinos e transforma-o em algo que está entre um vídeo musical e a adrenalina do Grand Theft Auto. Não há é maneira de nos habituarmos a ver um volante no lugar do morto.

O que faz dos Fall Out Boy a melhor banda da cena punk-emo norte-americana são sobretudo duas grandes virtudes: o sentido de humor e a incapacidade de se levarem a sério. De resto, só mesmo eles é que poderiam ter uma música intitulada: « I Slept With Someone in Fall Out Boy and All I Got Was This Stupid Song Written About Me». O teledisco de «This Ain’t A Scene, It’s an Arm’s Race», a primeira amostra do novo INFINITY ON HIGH, é uma divertida sátira que não poupa os alvos favoritos da banda: o hip-hop, a Internet, os media, a fama, alguns lugares comuns do rock’n’roll como destruir quartos de Hotel e, claro, como não podia deixar de ser, os próprios Fall Out Boy. Reparem lá no telemóvel que a banda usa... Isto anda tudo ligado.

Depois de termos passado há algumas semanas o belíssimo vídeo de «Samson», chega agora a vez de «Fidelity», o mais recente single retirado de BEGIN TO HOPE, o novo álbum de Regina Spektor, que parece decidida em ser uma das coqueluches do brand:new. Apesar do vídeo ser da autoria de Marc Webb, mais conhecido por produtos descartáveis para grandes estrelas como a Fergie, os Green Day ou os Evanescence, a verdade é que a música de Regina Spektor consegue inspirar as pessoas mais insuspeitas. É por causa de vídeos com este que alguém se lembrou há alguns anos de inventar a televisão a cores.

Estreou ontem mundialmente o novo vídeo dos Ok Go: «Do What You Want» e, como é óbvio, a expectativa era enorme, até porque a banda já tinha realizado um teledisco bem engraçado para o mesmo tema o ano passado. Os meus olhos caninos já viram a ideia-base do novo vídeo pelo menos uma vez no filme Garden State de Zach Braff...

... mas nada disso retira o mérito ao belíssimo aos Ok Go que, novamente, assumiram a realização do vídeo e onde, para além da banda, entram meia centena de artistas de rua de Los Angeles. É ver para crer.

Esta entrada é um pouco «off-topic», mas como cada cão tem a sua mania, a minha (pelo menos hoje) é falar-vos um pouco sobre Chris Milk. O rapaz é um jovem realizador norte-americano que iniciou a sua carreira com anúncios publicitários, tendo arrecadado um Gold Clio quando ainda era estudante, prémio que representa para a publicidade televisiva, o que um Óscar é para o cinema. A carreira de Chris Milk como realizador de vídeos é relativamente recente, mas em apenas 3 anos já consegui trabalhar para nomes como os The Chemical Brother, Kanye West, Audioslave, John Mellencamp, Gnarls Barkey e ainda para a dupla U2 / Green Day (naquele que é o seu menos conseguido vídeo de sempre). Ficam de seguida, os meus 3 vídeos favoritos do rapaz. Espero que gostem.
- «The Golden Path» (The Chemical Brothers ft. The Flaming Lips, 2003) - belíssimo exercício retro em que um miserável yuppie sonha acordado com o universo hippie. É o seu primeiro vídeo e, já aí, consegue-se vislumbrar a influência do imaginário kafkiano no seu universo criativo. A música, claro, é uma absoluta obra-prima.
- «Touch The Sky» (Kanye West ft. Lupe Fiasco, 2006) - é um belo vídeo feito à medida da megalomania do produtor e compositor norte-americano. Na minha opinião, há aqui uma certa derrisão voluntária de Chris Milk sobre a imagem de Kanye West. Só falta saber se este último teve consciência disso. Quem é que se terá lembrado de ir buscar a Pamela Anderson?
- «Gone Daddy Gone» (Gnarls Barkley, 2006) - os Gnarls Barkley, já se sabe, não apenas marcaram o ano de 2006 com a sua música, mas também com a qualidade dos seus cinco vídeos musicais. Chris Milk mantém a fasquia elevada com um vídeo que é uma espécie de versão digital da «Metamorfose» de Franz Kafka. Muito bom.

Apesar de apenas agora editarem o seu primeiro álbum, os Cartell70 são um trio bem conhecido na cena musical portuguesa, tendo amealhado valiosas colaborações com projectos musicais como os Blasted Mechanism, Mercado Negro, Nel’assassin, Nigga Poison ou Ithaka, com quem, de resto, editaram o EP «Fuse With Me». E se o álbum de estreia é desde logo uma demonstração cabal do talento dos Cartell70 em ir buscar ao hip-hop, à electrónica e ao dub elementos para criarem uma sonoridade única e envolvente, o vídeo de «Clandestino» é o mais perfeito exemplo da capacidade da produtora droid-id em converter em imagens os mais exóticos universos musicais. Portugal já tem um teledisco underground de que se pode gabar. Só lhe falta mesmo sair da clandestinidade.
Regra n.º 50 do Showbizz: há imagens que valem por mil regras.
Olá a todos, cá estou eu de novo para vos apresentar a 50.ª edição do brand:new que irá para o ar logo à noite, às 20h, na MTV Portugal. Iremos começar com mais um vídeo da divina Regina Spektor, «Fidelity», e passaremos à primeira amostra audiovisual do novo e muito aguardado álbum dos Fall Out Boys: «This Ain't A Scene, It's An Arm's Race». Haverá ainda tempo para um teledisco tuga de alta qualidade, cortesia dos Cartell 70 com o seu «Clandestino», e para o regresso em grande forma de um senhor chamado Jarvis Cocker - «Don't Let Him Waste Your Time». E para fechar em beleza, ainda somos malta para ir buscar ao baú um clássico dos Pulp. A sério: este brand:new vai partir a loicinha toda.

Os leitores habituais deste blogue canino já estão fartinhos de saber quem são os Klaxons. O quarteto londrino é a principal banda responsável pelo movimento «new-rave» britânico, que consiste numa fusão de elementos da música de dança electrónica com o rock, e de quem fazem parte outras bandas como os Enter Shikari, Shitdisco, Datarock e New Young Pony Club. Numa altura em que o disco de estreia da banda MYTHS OF THE NEAR FUTURE acaba de chegar às lojas, deixo-vos aqui um dos mais brilhantes e assustadores vídeos dos últimos tempos. Chama-se «Magick» e só o não vê quem for cego. Ou não quiser ver.

Jamie T tem apenas 20 anos, mas promete ser este ano aquilo que Lilly Allen foi em 2006: a grande revelação da música urbana do Reino Unido. Tudo começou quando o sempre muito atento Damon Albarn o convidou para remisturar o single «Kids With Guns» dos Gorillaz. A remistura foi um verdadeiro sucesso e Jamie T assinou de imediato com a Virgin. Enquanto o muito aguardado álbum de estreia PANIC PREVENTION não chega às lojas, vamos passar o vídeo de «Sheila», a faixa que lançou Jamie T para as luzes da ribalta e que prova que o rapaz tem tanto de Mike Skinner e Plan B como de Badly Drawn Boy. A realização é do grande Nima Nourizadeh, o tal realizador que deu ao mundo um dos maiores vídeos de 2006: Over & Over dos Hot Chip. No entanto, aqui, a verdadeira estrela é a música de Jamie T.

Will Oldham, mais conhecido pelo cognome Bonnie Prince Billy, é, há mais de uma década, um dos mais elogiados compositores norte-americanos e uma das figuras de proa do Alt-Country. O rapaz goza igualmente de um culto considerável em Portugal e basta referir o facto de o nome do projecto Old Jerusalem de Francisco Silva ter sido retirado do título de uma canção da sua antiga banda, os Palace Music. O vídeo de «Cursed Sleep» é um autêntico OVNI no universo recente dos vídeos musicais. Não há efeitos especiais, nem ritmos lancinantes – apenas uma história que é contada com imagens de uma beleza avassaladora filmadas por Andy Bruntel e ao som de um tema que faz lembrar as grandes composições de Nick Drake.

Para além de ter realizado um dos grandes filmes indie da década de 90 (The Low Down), Jamie Thraves é igualmente responsável por alguns dos mais marcantes vídeos musicais dos últimos anos. Actualmente a trabalhar para a Factory Films (casa dos nossos conhecidos Wiz e Rachel Reupke), os telediscos de Jamie Thraves sempre denotaram uma forte vertente narrativa e, em muitos casos, não é exagerado dizer que o seus vídeos possuem uma espessura dramática de fazer inveja a muito filme que anda por aí. Deixo-vos uma selecção dos meus 3 vídeos favoritos.
- «Just» (Radiohead, 1995) - o vídeo que o lançou para a fama e um dos que deixou mais lastro nos últimos anos. Nota máxima para a utilização muito «Nouvelle Vague» das legendas.
- «Why So Sad?» (Manic Street Preacher, 2001) - é, tão simplesmente, o melhor vídeo dos MSP. A sobreposição anacrónica dos cenários é um achado, sobretudo porque articula a fantasma dos Beach Boys que plana sobre o tema.
- «The Scientist» (Coldplay, 2002) - apesar de não ser inovador, não consigo recordar-me de um vídeo que utilize de forma tão irreprensível o efeito «reverse».

Após o mega-sucesso de O, e de singles como «The Blower’s Daughter» ou «Canonball» terem entrado nas bandas sonoras de tudo quanto é filme, telenovela e anúncio publicitário, Damien Rice está de regresso com 9 (tá visto que o rapaz gosta de títulos longos), que expande consideravelmente a sonoridade do seu disco de estreia. Outra novidade significativa é o facto de, pela primeira vez, Damien Rice ter um teledisco verdadeiramente interessante que não se limita a repisar os lugares comuns do género. O vídeo de «9 crimes» foi realizado por Jamie Thraves, que volta aqui a aplicar uma fórmula não muito distinta da que tinha usado para God Put A Smile Upon Your Face dos Coldplay: um teledisco narrativo em que todos os caminhos vão dar ao corpo humano.
Regra n.º 49 do Showbizz: um co-apresentador que se preze jamais tapa a visão do outro.
Olá a todos, cá estou eu de novo para vos apresentar a 49.ª edição do brand:new que irá para o ar logo à noite, às 20h, na MTV Portugal. Iremos começar com «9 crimes», o vídeo que marca o regresso de Damien Rice ao universo pop e passaremos de imediato para «Whoo! Alright Yeah... Uh Huh» (juro) dos sempre bem-dispostos e talentosos The Rapture. Haverá ainda tempo para «Sheila» de Jamie T e para «Magick», o mais recente teledisco dos nossos já conhecidos e muito estimados Klaxons. O destaque canino vai para «Cursed Sleep» de Bonnie Prince Billy, um autêntico objecto visual não identificado (OVNI) no panorama recente dos vídeos musicais.

Os Unklejam são a última sensação da música urbana do Reino Unido. Dizem que fazem electro-soul e, de facto, a música do trio situa-se algures entre uma versão do séc. XXI de James Brown e uma improvável colaboração entre Prince e os LCD Soundsystem (cuidadinho que vem aí o novo THE SOUND OF SILVER, uma verdadeira bomba). Para o primeiro vídeo dos Unklejam, a editora resolveu apostar forte e contratou Paul Gore, responsável pelo teledisco de «Forever More» dos Moloko ou de «Missing Links» de Plan B. O realizador utiliza de forma muito engenhosa uma técnica conhecida pelo nome de «Faux One-Take», que consiste em simular que o vídeo foi todo filmado de uma só vez, usando efeitos especiais para disfarçar as transições entre os diferentes takes.

Toda a gente já conhece a altamente estimulante, urbana e futurista visão que os Buraka Som Sistema têm do kuduro. Pois bem, convido-vos agora viajar até Angola para vos mostrar o produto original. A biografia de Os Lambas daria um verdadeiro romance policial e envolve edições piratas, histórias de perseguições e até homicídios. No entanto, o mais importante é a música, e a prova disso é o facto de Os Lambas serem, hoje em dia, um dos maiores fenómenos de popularidade da MTV Base em África. O vídeo de «Comboio II», para além de nos dar uma demonstração cabal da força do kuduro da banda, possui igualmente a virtude de mostrar o ambiente que permitiu a criação e o desenvolvimento de um género musical que, em 2007, já esteve muito mais longe de conquistar o mundo. Qualquer semelhança entre o teledisco e o filme A Cidade de Deus não é, obviamente, uma mera coincidência.
Et voilà: já foram apurados os derradeiros vencedores do nosso passatempo brand:new / Nokia. As frases vencedoras da 9.ª e 10.ª semana são:
Brand:New, o programa canino que saca coelhos fornicadores da cartola.
Joana Paiva
Brand:New, o programa que dá mais adrenalina do que correr atrás da cauda!
Ana Carolina Ribeiro
Muito parabéns à Joana e à Ana que serão contactadas em breve pela Nokia para lhes ser entregue este magnífico NOKIA 5300 XpressMusic. Quem não ganhou, escusa de desanimar pois mais novidades e passatempos irão surgir no blogue nos próximos dias. A todos aqueles que participaram, o nosso obrigado. Ao longo das dez semanas, recebemos centenas de frases, mas só dez é que podiam vencer. Continuem atentos!

E já que estamos numa onda de meninas com pêlo na venta, nada melhor do que falar um pouco da Lady Sovereign. Após uma experiência de trabalho com os The Neptunes ter resultado num monumental fracasso, Lady Sovereign conseguiu finalmente editar PUBLIC WARNING, o álbum de estreia que a confirma como uma espécie de versão feminina da música dos The Street com o sentido de humor de um ALI G. O vídeo de «Love Me Or Hate Me» consegue a proeza de ter mais ideias por segundo quadrado do que uma obra de Michel Gondry. Reparem bem na forma original como Brian Beletic incorpora o grafismo do Tetris no vídeo.

As Cansei De Ser Sexy são o produto musical brasileiro mais exportável da actualidade. Prova disso foi o facto da revista francesa Les Inrockuptibles ter considerado o álbum de estreia das CSS o 4.º melhor disco do ano e o britânico New Musical Express ter elegido «Let’s Make Love & Listen To Death From Above» o sexto melhor single de 2006, logo atrás de «Crazy» dos Gnarls Barkley. «Alala», o mais recente teledisco da banda mostra as meninas a chegarem a vias de facto em reverse. Um vídeo originalíssimo para um dos temas com mais tomates da temporada. Só é pena a participação especial de um gato que é a cara chapada do David Bowie. Um rafeiro faria muito melhor figura (que eu saiba o rapaz não tem nenhum disco chamada DIAMOND CATS). Grrrr.
Regra n.º 48 do Showbizz: aproveitar sempre os planos
que mostram a riqueza dos cenários.
Qual «Cat Power», qual quê? Olá a todos, chamo-me Chico (Dom Francisco para os amigos) e tenho a honra de poder restituir este blogue à sua condição canina. E vou já entrar a dar no duro com a apresentação da 48.ª edição do brand:new, que irá para o ar logo às 20h na MTV Portugal. Iremos começar com o produto musical brasileiro mais exportável da actualidade, as CSS, e o seu novo vídeo «Alala». Depois, continuaremos em grande estilo com «Love Me Or Hate Me» de Lady Sovereign (cuidado com esta menina) e a estreia de «Luv ya» dos Unklejam. Ainda haverá tempo para revisitarmos «Yah!» dos Buraka Som Sistema e para o habitual destaque canino com um vídeo que irá deixar todo a malta boqueaberta: «Comboio II» dos únicos, incomporáveis e genuínos Lambas. Entretanto, já sabem que se quiserem adoptar um rafeiro patusco cheio de personalidade, basta enviar um e-mail. Vejam lá isso, ok?