" /> MTV Brand New: maio 2006 Archives

« abril 2006 | Main | junho 2006 »

maio 31, 2006

Arcade Fire & David Bowie: «Wake Up» (live)

Na última edição do brand:new, passamos Tunnels (Real Player), o último vídeo dos Arcade Fire, realizado por Josh Deu, um antigo membro da banda que, de resto, já tinha dirigido o teledisco de Laika (Flash & Windows Media Player). Apesar de o brand:new não poder se dar ao luxo de deixar passar um vídeo da banda que arrasou a concorrência em 2005, a verdade é que os telediscos dos Arcade Fire ainda estão uns bons furos abaixo da excelência das suas canções, sobretudo devido ao facto de quase sempre insistirem num conjunto de animações muito obscuras e arty que, apesar de ilustrarem na perfeição o ambiente pré-apocalíptico de Funeral, não acrescentam nada de substancial à música.

Desta forma, em vez de me limitar a picar o ponto e de enumerar uma série de links para a videografia da banda (que, de qualquer modo, está disponível em inúmeros sites, como por exemplo aqui), resolvi antes deixar-vos umas imagens preciosas desta magnífica banda a tocar ao vivo uma das mais belas canções dos últimos anos: «Wake Up». Mas há mais: ao lado da banda canadiana está um excelentíssimo senhor chamado David Bowie. Depois venham p'ra cá dizer que não sou vosso amigo.

maio 30, 2006

brand:new #13

bell01.jpg Regra n.º 13 do Showbizz: os co-apresentadores devem ter muita pinta.

Olá a todos. Chamo-me Bell e acabo agorinha mesmo de saber que vou ser o novo anfitrião deste blogue (o casting foi muito renhido). Tal como os meus anteriores colegas, sou um cão a) cheio de personalidade; b) disponível para adopção; e que c) descende de uma erudita linhagem canina de melómanos. No entanto, os considerandos sobre a riqueza da minha árvore genealógica terão de ficar para outra oportunidade, porque estão-me a fazer sinais para me deixar de tretas e avançar com a apresentação do 13.º brand:new que irá para o ar logo à noite às 20h na MTV Portugal (ufa, que essas frases longas dão cabo de mim). O programa irá arrancar com «Tunnels», o novo vídeo dos grandes Arcade Fire, a banda revelação do ano passado que arrasou com a última edição dos Festival de Paredes de Coura, e, logo de seguida, com «Dead Funny» o magnífico teledisco dos únicos e incomparáveis Archie Bronson Outfit. Haverá ainda tempo para Mike Skinner / The Streets entrar pela segunda vez no alinhamento de um brand:new, com o belíssimo «Never Went To Church» e, como não podia deixar de ser, o destaque canino da emissão vai para os My Morning Jacket com «Off The Record», o primeiro single do brilhante álbum que a banda editou este ano intitulado Z. A banda sonora da emissão estará a cargo de Sir Giant com o seu IM25.

(Arcade Fire + Achie Bronson Outfit + The Streets + My Morning Jacket - alguém é capaz de me explicar por que razão o 13 é considerado o número do azar? Enfim, os mais supersticiosos podem sempre ficar com as «delícias» do wrestling e os telejornais da concorrência...)

maio 29, 2006

Despedidas do Bali

balifinal.bmp

Como tudo o que é bom acaba (velho adágio de origem canina), chega agora ao fim a minha aventura televisiva e blogosférica. Espero que tenham apreciado a minha companhia e, sobretudo, que tudo isto tenha sido pretexto para ouvir e ver boa música e bons vídeos. Pessoalmente, o saldo não podia ser mais positivo: fui adoptado. Aliás, não fui o único: a Skin também já está está na companhia do seu novo dono. Ou seja, do elenco canino de co-apresentadores do programa, apenas a Julie ainda não teve essa sorte. Caso haja por aí alguém (e eu sei que há) interessado em ter a honra de partilhar o seu lar com a fundadora deste blogue, não deixem de nos enviar um e-mail. Vejam lá isso, ok?

Para terminar, fica a lista da praxe com os telediscos que mostrámos das três últimas emissões do brand:new. Podem deixar as vossas preferências na caixa de comentários. Um grande abraço.

- DAYVAN COWBOY (Boards of Canada) (Warp Records, 20/04/2006)
- DID I TELL YOU (The Spinto Band) (Virgin, 22/05/2006)
- FIGHTING AWAY THE TEARS (Mocky ft. Feist) (Sony, 31/03/2006)
- JUST (Mark Ronson) (BBE/K7, 13/03/2006)
- QUIET TOWN (Josh Rouse) (Bedroom Classics, 21/03/2006)
- SOMETIMES (Howie Beck) (Ever Records, 13/02/2006)
- THE YEAH YEAH YEAH SONG (Flaming Lips) (Warner, 17/04/2006)
- THROW IT ALL AWAY (Zero 7) (Atlantic, 22/05/2006)
- TRU SKOOL (Coldcut ft. Roots Manuva) (Ninja Tune, 17/04/2006)
- VIEW FROM THE AFTERNOON (Arctic Monkeys) (Domino Records, 24/04/2006)
- WHY WON’T YOU GIVE ME YOUR LOVE (The Zutons) (Deltasonic, 03/04/2006)
- WHAT’S THE USE? (Jamie Lidell) (Warp Records, 13/04/2006)

maio 27, 2006

Outkast: «Roses» (West Side Story mania)

Ainda a propósito de «Why Won't You Give Me Your Love?» dos The Zuttons e do facto de o mesmo ser inspirado em West Side Story, lembrei-me de vos deixar aqui outro teledisco que vai beber a sua inspiração ao clássico espectáculo da Broadway da década de 50: «Roses» dos Outkast, realizado por Bryan Barber (que também dirigiu o espantoso vídeo de «Hey Ya!»). Se por acaso houver por aí algum leitor que se lembre de outro teledisco inspirado no West Side Strory, não deixem de o referir na caixa de comentários, que eu sou cão para colocar um stream deles todos aqui.

maio 26, 2006

Matt Lenski

lenski.bmp

Na última edição do brand:new, passámos igualmente Throw It All Away (Real Player), o magnífico novo vídeo dos Zero 7, que aborda, com uma rara agudeza e sentido de humor, o quão arbitrários e efémeros podem ser a fama e o sucesso artístico. Essa verdadeira «fotonovela» é da autoria de Matt Lenski que, curiosamente, trabalhou para a MTV como Director do Departamento de Promos On-Air em Nova Iorque, tendo tido a oportunidade de trabalhar para artistas como a Bjork, Busta Rhymes e Coldplay. O ano passado, Matt Lenski aventurou-se no universo dos vídeos musicais, tendo já criado uma série de telediscos que demonstram um jovem realizador invulgarmente versátil à procura do seu próprio estilo, criando um leque muito heterogéneo de vídeos. Deixo-vos de seguida, uma selecção de três vídeos que são particularmente exemplificativos do seu work in progress (digam lá se não custa a acreditar que foi a mesma pessoa que os dirigiu):

- Sugar We're Going Down (Windows Media Player) (Fall Out Boy, 2005) - apesar das aparições dispensáveis da banda, esse primeiro teledisco de Matt Lenski já era bem representativo do seu sentido de humor e parecia indicar o surgimento de um realizador com um forte pendor narrativo. O tempo viria a provar que não.

- Publish My Love (Quick Time) (Rogue Wave, 2006) - desta vez, Matt Lenski opta (e bem) por um vídeo eminentemente gráfico, nas antípodas do seu primeiro trabalho. Este teledisco tem uma história curiosa, na medida em que é um remake do vídeo originalmente realizado. As alterações foram sugeridas pelos advogados da editora que não queriam pagar os direitos de autor relativos aos inúmeros conteúdos livrescos que surgiam na versão original. Vale bem a pena verem a director's cut (Quick Time) e comparar.

- Para terminar, deixo aqui «Having Fun» (2006) dos The Giraffes (chamo a vossa atenção para a banda, que tem um novo disco homónimo que é uma bomba). Novamente, o vídeo surpreende pelo facto de ser totalmente diferente dos anteriores. É um teledisco absolutamente artesanal e underground, com um orçamento de zero dólares, e que consiste apenas num plano fixo. Parece simples, mas (que eu saiba) ninguém se lembrou de fazer isso antes. E o final é surpreendente.

maio 25, 2006

The Zutons (videografia)

zutons.jpg

Na última edição do brand:new, passámos «Why don't you give me your love?», o vídeo de apresentação de Tired of Hanging Around, o mais recente disco dos magníficos The Zutons (sim, sou fã), realizado por Scott Lyon, responsável por «Darts of Pleasure» e «Walk Away» dos Franz Ferdinand. Para além da música, a banda da Liverpool pode-se gabar de ter uma das videografias mais delirantes da música pop: 7 belos telediscos, para os quais recorreram a sete realizadores diferentes (Charles Jensen, StyleWar, Juno, Andy Soup, Chris Hopewell, Alpha Monkey e o referido Scott Lyon), o que demonstra o indiscutível bom-gosto da banda. Para grande alegria dos cibernautas, a videografia da banda está integralmente disponível através do seu belíssimo site. Se todas as bandas disponibilizassem os seus vídeos através de uma interface tão simples e atractiva com a dos The Zutons, a Internet seria um local bem mais agradável para os melómanos (caninos ou não). Não destaco nenhum teledisco, porque tal seria uma palermice - são todos fantásticos. Se quiserem passar uns 25 minutos de alta qualidade videográfica, não deixem de lá ir.

brand:new #12

bali3.jpg

Regra n.º 12 do Showbizz: nunca perder a cabeça.

Como hoje é 5.ª-feira, chegou o momento de levantar a ponta do véu do que será o brand:new que irá para o ar, como é hábito (e toda a gente sabe que um cão afeiçoa-se às suas rotinas), às 20h na MTV Portugal. Iremos começar, como quem não quer a coisa, com «Did I Tell You?», um estupendo vídeo dos muito recomendáveis The Spinto Band, para depois engatar com mestria canina o teledisco de «Just», uma surpreendente versão hip-pop do clássico dos Radiohead, da autoria de Mark Ronson (podem-se fiar no apelido: o rapaz é mesmo filho do Mick, o lendário guitarrista de David Bowie no seu período glam). Teremos ainda a sapiência de vos oferecer «Why Won't You Give Me Your Love?», o magnífico vídeo à West Side Story dos Zutons e, para terminar em beleza, nada melhor do que um dos telediscos mais brutalmente original (e mordaz) dos últimos tempos: «Throw It All Away», canção que marca o regresso (em forma) dos Zero 7. A banda sonora da emissão estará a cargo de The Weatherman com o seu Crusin' Alaska.

maio 24, 2006

Traktor

traktor.jpg

Continuando a farejar a última emissão do brand:new, gostaria agora de pegar em «The Yeah Yeah Yeah Song», o mais recente vídeo dos Flaming Lips e o primeiro a ser retirado de At War With The Mystics, o novo (e muito recomendável) álbum da banda. O teledisco é da autoria da Traktor, um grupo de realizadores escandinavos radicados nos Estados Unidos, que nos últimos oito anos já recebeu cerca de duas centenas de prémios pelos quatrocentos spots publicitários (o que dá a bela média de 1 vídeo galardoado em cada 2) que produziram para marcas como a Nike, a Levi's, a Diesel, a Smirnoff e a própria MTV. Quanto a vídeos musicais, o currículo do colectivo é mais reduzido, mas não menos impressionante, tendo criado quase uma dezena de telediscos, todos de grande qualidade. Deixo de seguida uma selecção dos meus 3 vídeos favoritos desses talentosos rapazes (todos em Quick Time):

- Ya Mamma (Fatboy Slim, 2001) - esta pérola de humor é o primeiro e mais famoso teledisco da Traktor, cuja inspiração remonta a um anúncio que produziram para a Miller Lite em 1999. O vídeo venceu o prémio para melhor vídeo do ano nos MVPA de 2002 e foi ainda nomeado para os prémios D&AD.

- Where's Your Head At (Basement Jaxx, 2001) - segue a mesma linha de humor surreal do vídeo anterior e é o teledisco mais premiado do colectivo: vencedor dos prémios para melhor realização e melhor vídeo de música electrónica nos MVPA de 2002, tendo sido ainda nomeado para os prémios D&AD. Tem sido um dos vídeos musicais mais «copiados» dos últimos anos: ver por exemplo o caso de Word Up dos Korn, realizado por Antti Jokinen .

- Die Another Day (Madonna, 2002) - sem dúvida o melhor vídeo musical alguma vez feito para um tema do James Bond e um dos melhores da carreira da Madonna. Venceu o prémio de melhor vídeo musical para uma banda sonora nos MVPA de 2003 e ainda foi nomeado para os Grammy e os MTV Music Video Awards.

Quanto aos spots publicitários, não resisto a destacar três pequenas obras-primas (também em Quick Time):

- Turkey (Fox Sports, 2000) - deve ser um dos spots publicitários mais difundidos pela Internet, mas que, infelizmente, nunca surge relacionado com a Traktor (ou sequer com a Fox Sports). Ganhou a medalha de ouro do Midsummer Awards em 2000.

- Angry Chicken (Nike, 2002) - é o meu spot publicitário favorito da Traktor e talvez o que melhor representa a essência do colectivo escandinavo pela forma sublime como utiliza o absurdo. Recebeu o galardão máximo dos Andy, o grande prémio de copywriting nos AICP, a medalha de ouro em Cannes, a de prata nos Clio, no Art Director's Club de Nova Iorque e no One Show, e ainda foi nomeado para os Emmy, tudo isto no ano de 2003.

- There's No Bad Dancing (Bacardi, 2004) - um subtilíssimo spot publicitário que foi encomendado à Traktor na sequência das novas regras impostas pelo Committee of Advertising Practice (CAP) do Reino Unido, que proíbem qualquer referência sexual nos anúncios a bebidas alcoólicas. A solução encontrada não apenas cumpre os requisitos como, coisa rara neste tipo de anúncio, nem sequer recorre a imagens de pessoas a consumir bebidas alcoólicas (e funciona lindamente). Recebeu a medalha de prata em Cannes e uma menção honrosa nos British Television Advertising Awards, ambos em 2005.

Para terminar, deixo-vos igualmente as três partes de um divertidíssimo making of (Windows Media Player) de The Yeah Yeah Yeah Song dos Flaming Lips. Ufa!

maio 23, 2006

Boards of Canada: «Dayvan Cowboy»

dayvan.bmp

Na última edição do brand:new, passámos o magnífico «Dayvan Cowboy» dos Boards of Canada. Apesar de ser uma das bandas mais respeitadas da denominada IDM, foi necessário esperar por 2006 para o duo escocês editar o seu primeiro vídeo musical. Realizado por Melissa Olson, o teledisco consiste numa magnífca montagem de imagens documentais que nos transportam para uma viagem imaginária de um space surfer do espaço sideral até ao mar, criando uma inesperada narrativa entre o famoso salto de paraquedas a 31.000 metros de altitude de Joseph Kittinger em 1960 e imagens de surf de um beleza absolutamente arrebatadora. Agora que o Verão está mesmo aí a chegar, deixem-se levar pela música dos Boards of Canada e pelas incríveis imagens deste primeiro vídeo da banda.

Escusado será dizer que temos aqui um dos sérios candidatos a vídeo do ano.

(Um stream de alta resolução do vídeo em Quick Time está disponível aqui.)

brand:new #11

bali2.jpg

Regra n.º 11 do Showbizz: nunca se deixar inebriar pelo cheiro da fama.

Olá a todos. Cá estou eu de novo para vos apresentar a 11.ª edição do brand:new que será transmitida hoje às 20h na MTV Portugal. Iremos arrancar em grande estilo com o magnífico «The Yeah Yeah Yeah Song» dos The Flaming Lips e, sem perder o ritmo, iremos mostrar o último teledisco de Jamie Ladell: o hilariante «What's The Use?». Haverá ainda tempo para mais um artista canadiano (paranóia nossa) com a estreia em Portugal de «Sometimes», o vídeo que marca o regresso às edições de Howie Beck (não confundir com Howie B., que é outra malha). O destaque canino da emissão vai, sem dúvida, para os incomparáveis Boards Of Canada que, apesar de já terem dado ao mundo três grandes álbuns, apenas agora se aventuram (e de que maneira) no universo dos vídeos musicais com o belíssimo «Dayvan Cowboy». A banda sonora da emissão estará a cargo dos Mind Da Gap com o seu Edição Ilimitada.

maio 20, 2006

Grandaddy (videografia)

grandaddy.jpg

Uma notícia triste chegou há dias ao meu canil: o fim dos Grandaddy. Embora ainda não tenha ouvido o último Just Like The Fambly Cat (que tem sido recebido pela crítica com grande entusiasmo), posso afirmar, para já, que a banda de Jason Lytle deixa como legado dois grandes álbuns e uma autêntica obra-prima: The Sophtware Slump de 2000. Para além disso, os Grandaddy foram igualmente co-responsáveis por uma mão cheia de telediscos de grande qualidade e, em jeito de homenagem, deixo-vos aqui os meus três vídeos favoritos da banda. Já tou cheio de saudades.

- The Crystal Lake (HTML) - realizado em 2000 pela dulpa Jake & Jim (autores de «Golden Retriever» dos Super Furry Animals e «Stop Your Crying» dos Spiritualized). É o vídeo com maiores meios de produção da banda: uma divertidíssima incursão de cinco campónios (os Grandaddy) pela azáfama de uma grande cidade.

- The Nature Anthem (Quick Time) - realizado em 2004 por Matt Burke (autor de «In Time» dos Zero 7). A canção, que não surge em nenhum álbum da banda, chegou a ser utilizada em 2005 numa campanha publicitária do Honda Civic. Tanto o tema (apenas quatro versos sobre uma melodia infantil) como o vídeo são o corolário das preocupações ecológicas da banda. É impossível ver este belíssimo teledisco sem esboçar um sorriso. Magnífico.

- Where I'm Anymore (Quick Time) - realizado pelo próprio Jason Lytle em 2006, este tema é o single de apresentação do novo álbum, embalado num autêntico anti-vídeo, que ignora todas as convenções e regras do género: consiste basicamente no líder da banda a passear de bicicleta num deslumbrante cenário cheio de árvores. Vão achar que estou doido, mas é o mais original e belo vídeo que vi este ano. Para ver. E rever. E rever. E rever.

Bandas Sonoras II (ou os cães comem muito queijo)

bd2.jpg

Pois é. Apesar da promessa da Matilde, a verdade é que a Skina, a Fiona e eu temo-nos esquecido de referir aqui no blogue as trilhas sonoras que se podem ouvir em cada emissão do brand:new - relembro que as mesmas consistem sempre em edições recentes (ou mesmo em vias de serem editadas) de um artista ou banda portuguesa. Segue a lista dos discos em falta:

brand:new #7 - Tora Tora Big Band (Tora Tora Big Band);
brand:new #8 - Poplastik (Pop dell'Arte);
brand:new #9 - Consciência Tranquila (Tranquilo);
brand:new #10 - Revistados GNR (V/A).

maio 19, 2006

«b'b'b'b'b'b'b'b'b'b'b'b'b'b'b'b'» de Luke Abbott & Dan Combs

Algo me diz (sexto sentido canino?) que Luke Abbott (música) e Dan Combs (vídeo) vão ser responsáveis este ano pelo vídeo musical capaz de suscitar as reacções mais extremas. Este pedacinho de glitch foi todo feito a partir da trilha sonora de velhos jogos arcade e o teledisco, como não podia deixar de dizer, seguiu-lhe os passos: pixel a pixel. O tema intitula-se «bbbbbbbbbb» (eu utilizo 10 Bs, mas a grafia ainda não está totalmente definida).


.

maio 18, 2006

Wiz (Weekender)

Na última edição do brand:new, e no preciso dia em que a banda veio tocar ao Paradise Garage, passamos «View From The Afternoon», o novíssimo vídeo dos Arctic Monkeys da autoria de Wiz, um dos mais prestigiados realizadores britânicos de telediscos que, nos últimos 15 anos, se pode gabar de ter dirigido dezenas de vídeos reconhecíveis pelo grande público para bandas como os Happy Mondays («Stinkin Thinkin»), Manic Street Preachers («If You Tolerate This, Then Your Children Will Be Next»), Massive Attack («Inertia Creeps»), Marilyn Mason («Fight Song»), Smashing Pumpinks («Stand Inside Your Love»), Chemical Brothers («Out of Control»), Black Rebel Motorcycle Club («Whatever Happened To My Rock'n'Roll?») ou Kasabian («Club Foot»), só para citar os mais ilustres. No entanto, não é por nenhum desses vídeos que o nome de Wiz ficará para sempre gravado nos anais da pop, mas sim pela curta-metragem de culto que ele realizou em 1992 para esse autêntico meteorito da música britânica que foram os Flower Up. Por muitos considerado um dos pontos mais altos da história do vídeo musical, os 18 minutos (sim: dezoito) de Weekender constituem a mais assombrosa representação do hedonismo pills 'n' thrills da cultura rave da década de 90. Volto a repetir a data: 1992. Dois anos antes de Trainspotting de Danny Boyle ter invadido as salas de cinema.

brand:new #10

bali1.jpg

(Regra n.º 10 do Showbizz: nunca olhar para a luzinha da câmara
com um ar alucinado.)

Olá a todos, meu nome é Bali e estou em vias (já está) de acabar com a hegemonia feminina deste blogue canino. Como ainda estou meio parvo com o convite que me fizeram, deixarei as apresentações para um momento mais oportuno, até porque o tempo urge e prometeram-me um ossito se despachasse este post de uma forma maneirinha. Ora cá vai: logo ao fim do dia, os telejornais do país serão particularmente deprimentes e, por isso, a única coisa de jeito que poderão ver na televisão portuguesa a partir das 20h será mesmo a 10.ª edição do brand:new, na MTV Portugal. Nesse programa, vamos abrir a matar com «View From The Afternoon», o novo vídeo dos Arctic Monkeys e, para manter o ritmo, nada melhor que «Tru Skool», o tema bollywoodesco que marca o regresso dos Coldcut ao lado dessa jóia de moço que é o Roots Manuva. Ainda haverá tempo para «Quiet Town», o novo teledisco de Josh Rouse, um compositor muito apreciado nas terras lusas, e para uma das mais belas canções e vídeos do ano: «Fighting Away The Tears» de Mocky, num dueto made in Canada com a sempre irresistível Feist. Ou seja: só mesmo os distraídos é que vão ver hoje as notícias. Antes que me esqueça: já anda por aí o(a) felizardo(a) que me vai adoptar?

Despedidas da Skin & da Fiona

skinfi4.jpg

- Pois é, Skin. Tá na hora de nos despedirmos.
- É verdade. Apesar de ter dado algum trabalho, foi um prazer estar aqui ao longo destas duas semanas. E tenho uma boa notícia: a Fiona foi adoptada.
- É verdade, Skin. Só falta mesmo tu e a Julie.
- O que nos safa é o pessoal amigo da S.O.S Animal, que tem tomado conta de nós.
- Já sabem: caso estejam interessados em adoptar a Skin ou a Julie, é só mandarem um e-mail. Vão ver que quem fica a ganhar são vocês.
- Antes de irmos embora, fica, como é hábito, a lista, por ordem alfabética, dos telediscos que mostrámos nas três emissões do brand:new em que tivemos o prazer de estar ao lado do Diogo. Podem deixar as vossas preferências na caixa de comentários. Adeus, pessoal.
- Adeus.

- 7/4 SHORELINE (Broken Social Scene) (Rough Trade, 27/03/2006)
- BOY FROM SCHOOL (Hot Chip) (EMI, 08/05/2006)
- CARTA DA MÃE NATUREZA (Tranquilo) (Touch Music, 16/05/2006)
- CRAZY (Gnarls Barclay) (Downtown, 08/03/2006)
- COUNTRY GIRL (Primal Scream) (Columbia, 22/05/2006)
- HEARTBEATS (The Knife) (Rabid Records, 2003)
- HEARTBEATS (Jose Gonzalez) (Peacefrog, 20/02/2006)
- HONEY YOU’RE TOO MUCH (Legendary Tiger Man) (Nortesul, 30/03/2006)
- L. WELLS (Franz Ferdinand) (Domino Records, 03/04/2006)
- NOBODY MOVE, NOBODY GET HURT (We Are Scientist) (Rough Trade, 01/05/2006)
- SILENT SHOUT (The Knife) (Rabid Records, 17/03/2006)
- WHAT ELSE IS THERE? (Royksopp) (Wall Of Sound, 21/11/2005)

maio 17, 2006

Garth Jennings

garthj.jpg

Olá, sou eu, a Fiona, desta vez um bocado eléctrica, porque vou ter a oportunidade de vos falar do meu realizador favorito de vídeos musicais: o grande e incomparável Garth Jennings. Na última edição do brand:new, passámos o último teledisco da sua autoria: «Boy From School» dos não menos recomendáveis Hot Chip - a propósito, podem ver aqui (Windows Media Player) uma versão alternativa da que mostrámos no programa (ambas são excelentes). Para além de ter realizado a delirante adaptação cinematográfica de The Hitchhiker's Guide To The Galaxy de Douglas Adams, Garth Jennings tem sido responsável nos últimos quinze anos por dezenas de telediscos absolutamente geniais, caso de «Helped The Aged» dos Pulp (1998), «Last Stop: This Town» dos Eels (1998), «Right Here, Right Now» de Fatboy Slim (1998), «Imitation of Life» dos REM, «Low C» dos Supergrass (2005) ou «Hell Yes» de Beck (2005), só para referir alguns. Nos seus vídeos musicais é sempre dada uma assinalável importância à estrutura narrativa (ele adora contar histórias) e o seu sentido de humor, very british, é uma das marcas inconfundíveis de todo o trabalho da sua produtora Hammer & Tongs. Deixo-vos de seguida, os meus dois vídeos favoritos deste singular realizador britânico:

- «Coffee & TV» dos Blur (1999) - um clássico absoluto e um dos vídeos mais vistos e comentados da história da pop. Revê-lo hoje é uma experiência ainda mais fascinante, se tivermos em conta que o teledisco é quase uma premonição da saída de Graham Coxon da banda.


- «Silent Sigh» de Badly Drawn Boy (2002) - é o meu vídeo favorito, porque está lá tudo aquilo que torna Garth Jennings distinto dos outros realizadores: a estrutura narrativa (muito bem sacada, se tivermos em conta que o teledisco foi uma encomenda para promover o filme About A Boy e a respectiva banda sonora), a fixação pelo imaginário retro-futurista e depois, que diabo, ainda consegue ser dos vídeos mais comoventes de todos os tempos (podem descontar aí a minha sensibilidade canina). Uma maravilha.

Jonas Akerlund

akerlund.jpg

Na última edição do brand:new (como devem imaginar é a Fiona que está a escrever isto), passámos «Country Girl», o mais recente vídeo dos grandes e incomparáveis Primal Scream, da autoria de Jonas Akerlund. O realizador sueco é um dos nomes incontornáveis da história recente da arte de fazer vídeos musicais: ao todo, realizou mais de meia-centena de telediscos para bandas e artistas tão diversos como os Rolling Stones («Rain Fall Down»), Metallica («Turn The Page» e «Whiskey In The Jar»), Smashing Pumpkins («The Everlasting Gaze» e «Try, Try, Try»), U2 («Beautiful Day»), Jamiroquai («Canned Heat») ou Robbie Williams («Come Undone»). Para além disso, também faz parte do seu currículo a longa-metragem Spun de 2003, uma verdeira tripe visual que cobre 72 horas da vida de um viciado em anfetaminas (vale a pena dar uma espreitadela ao divertido site oficial). Apesar de não ser uma fã de Jonas Akerlund, que por vezes faz da polémica o seu único objectivo artístico (basta ver o recente e inócuo «Mann Gegen Mann» dos Rammstein), a verdade é que se deve a ele alguns vídeos brilhantes como o de «Ray Of Ligtht» da Madonna (o mais premiado da sua carreira) ou o mítico «Smatch My Bitch Up» dos Prodigy. De resto, é bastante evidente as similitudes entre esse último vídeo e o dos Primal Scream: temos em ambos o álcool, as drogas, o sexo e os apontamentos escatológicos a gravitar em torno de uma figura feminina. No caso de «Country Girl», são paradoxalmente as aparições de Bobby Gillespie que acabam por tornar o teledisco interessante (e a música, claro). Deixo de seguida o vídeo dos Prodigy para poderem comparar (a versão não censurada do dos Primal Scream pode ser vista aqui em Quick Time).

maio 16, 2006

brand:new #9

skinfi3.jpg

(Regra n.º 9 do showbizz: nunca fazer caretas nos grandes planos do realizador.)

- Skin, hoje é 3.ª-feira, por isso...
- Tá na altura de apresentar a 9.ª emissão do brand:new, que irá para o ar logo à noite às 20h, na MTV Portugal.
- E vamos começar com «Country Girl», o novo vídeo dos Primal Scream, da autoria do polémico realizador sueco Jonas Akerlund.
- É verdade, depois vamos estrear mais um vídeo nacional: desta vez é a «Carta da Mãe Natureza» do Tranquilo.
- E, logo a seguir, vamos mostrar o novo vídeo de uma das bandas mais interessantes do Canadá: os Broken Social Scene... (Fiona, como é que se lê isto?)
- (Não percebes a minha letra?)
- (Não é isso: este sete com uma barra seguido de um quatro...)
- (Seven quarters.)
- (Ok.) O vídeo é o relativo a «7/4 Shoreline», que conta com a participação da Feist.
- (Que barraca...) Para terminar, vamos acabar em grande com aquele que é, sem dúvida, um dos telediscos mais belos e originais do ano: «Boy From School» dos Hot Chip, realizado por Garth Jennings.
- (Ouve lá, da próxima vez, vê lá se escreves tudo por extenso, tá bem?)
- (Da próxima vez, deixo-te mas é dormir e apresento isto sozinha...)

maio 13, 2006

Mother In Chains

- Olá Fiona.
- Olá Skin, vejo que finalmente acordaste...
- Pois. Andei a ler os teus posts e a tua referência ao Danger Mouse na entrada sobre o vídeo dos Gnarls Barclay deixou-me curiosa. Resolvi, por isso, investigar um pouco a carreira desse rapaz.
- A sério? Estou espantadíssima. Então conta lá o que descobriste.
- Em primeiro lugar, que foi ele que produziu e escreveu grande parte de Demon Days, o último álbum dos Gorillaz.
- Sim. E que mais?
- Que em 2004, ele fez um mash-up das vocalizações de Jay-Z no seu Black Album com partes instrumentais do disco branco dos Beatles. Misturou as referências crómaticas dos discos e deu o título de Grey Album ao trabalho.
- Muito bem. O disco, apesar de ser um bootleg, foi descarregado por milhões de melómanos na Internet. Não sei se te lembras, mas o brand:new, no tempo da Matilde, já tinha incluído «Rapture Riders», um empolgante mash-up que Mark Vidler criou a partir de «Riders Of The Storm» dos Doors e de «Rapture» da Blondie.
- Sim, mas o Grey Album do Danger Mouse é um mash-up integral de dois discos. É outra fruta. E isso deu-me uma ideia.
- A sério?
- Sério. Vou também começar a fazer o meu próprio mash-up.
- E que discos é que vais misturar?
- O Atom Heart Mother dos Pink Floyd de 1970 com o álbum homónimo dos Alice In Chains de 1994.
- Bem, ninguém pode negar que é uma mistura, no mínimo, original. Já tens alguma coisa para nos mostrar?
- Já. Comecei pela capa. A primeira mash-up cover da história da música pop. Senhoras e senhores, apresento-vos em estreia mundial a capa de Mother In Chains:

mic1.jpg

(as capas originais e...)

mic2.jpg

(...a capa do meu mash-up)

- Euh... Deixaste-me sem palavras, Skin.
- É giro, não é?
- Nem sei que te diga... Olha, por acaso não tás com soninho?
- Agora que falas nisso...
- Então vai lá dormir, que eu vou ver se descubro como é que se apaga um post...

«Crazy» (Gnarls Barkley, Robert Hales, Hermann Rorschach)

rodraw.jpg

Continuando a desbravar alguns vídeos da última edição do brand:new (e enquanto a Skin continua a dormir que nem uma porca), gostaria agora de falar um pouco do belo teledisco de «Crazy» dos Gnarls Barkley, da autoria de Robert Hales, um designer gráfico e realizador britânico que já dirigiu vídeos para bandas como os Nine Inch Nails («Starsuckers Inc.»), os Stereophonics («Madame Helga») ou os Black Rebel Motorcycle Club («Love Burns»). O vídeo de «Crazy» é inspirado nas figuras simétricas de Hermann Rorschach, um psiquiatra suiço que em 1921 publicou Psychodiagnostik, obra em que definia o seu revolucionário método de análise: dez cartas com manchas simétricas de tinta são dadas a um paciente que deverá exprimir verbalmente o que as mesmas lhe sugerem e porquê. As três figuras que podem ver na parte superior desta entrada são imagens em tudo semelhantes às utilizadas pelo psiquiatra suiço (as originais são mantidas em segredo pela comunidade científica para que as reacções dos pacientes continuem a ser espontâneas). Eu, por exemplo, vejo a cabeça ameaçadora de um rato, duas pessoas a falar e uma borboleta - mas não venham cá com diagnósticos que o método não se aplica a seres caninos. Embora a validade do teste tenha sido posta em causa ao longo dos anos, as figuras de Rorschach tornaram-se tão populares que as qualidades plásticas das mesmas fizeram delas autênticos ícones do séc. XX. O belíssimo vídeo de Robert Hales cria um efeito de animação e mutação entre imagens das caras de Cee-Lo e Danger Mouse e outras imagens que são habitualmente as induzidas pelas figuras de Rorschach: insectos, aves, caveiras, etc. O mais admirável é que o efeito geral do teledisco (quase sempre simétrico) é incrivelmente semelhante às manchas de tinta de Rorschach, o que acaba por ser particularmente pertinente num tema que ostenta um título que é patológico por excelência.

Deixo-vos ficar aqui um stream do espantoso vídeo da canção que, na minha opinião, tem tudo para ser em 2006 o que «Hey Ya!» dos Outkast foi em 2004: um clássico. Não fiquem é maluquinhos por causa disso.

maio 12, 2006

Akiva Schiffer

wasvideos.jpg

A Skin (para variar) tirou a tarde para dormir uma soneca e eu vou aproveitar para vos falar um pouco de Akiva Schiffer, o autor de «Nobody Move, Nobody Get Hurt», o magnífico vídeo dos We Are Scientist, que passámos na última edição do brand:new. A primeira coisa a dizer sobre o realizador norte-americano é o facto de ele poder ser visto quase como o quarto membro do trio nova-iorquino. Não apenas produziu três vídeos para os We Are Scientist, como a banda não hesitou em regravar a primeiro versão do teledisco de «The Great Escape» da autoria de Mathieu Shrontz, para que a totalidade dos seus vídeos musicais tivessem a sua assinatura. Apesar de Akiva Schiffer ser mais conhecido como argumentista (faz parte da equipa que actualmente escreve o Saturday Night Live), os três vídeos que dirigiu para a banda são autênticas pérolas de humor, que apostam de forma quase inverosímil no non-sense. Apenas um conselho: tentem ver os três telediscos pela sua ordem cronológica, na medida em que, por exemplo, o vídeo de «It's A Hit» é a perfeita negação (em termos de movimento e acção) do de «Nobody Move, Nobody Get Hurt». Preparem-se para as dores de barriga.

- The Great Escape (Real Player)
- Nobody Move, Nobody Get Hurt (Real Player)
- It's a Hit (Windows Media Player)

Podem igualmente ver aqui (Quick Time), o quarto teledisco da curta (mas brilhante) videografia de Akiva Schiffer, relativo a «I Want You So Heart» dos Eagles Of Death Metal, mais um projecto de Josh Homme dos Queens Of The Stone Age.

Para terminar, deixo-vos aqui um presente: uma gravação da recente actuação ao vivo dos We Are Scients no David Letterman Show. A energia de «Nobody Move, Nobody Get Hurt» é verdadeiramente contagiante.

maio 11, 2006

brand:new #8

skinfiona3.jpg

(Regra n.º 8 do showbizz: apresentar, sempre que possível,
os programas de barriga para o ar.)

- Skin: e que tal se aproveitasses o facto de teres acordado para apresentar a 8.º emissão do brand:new que irá para o ar logo às 20h?
- Que canseira. E acho muito ridícula essa tua mania de dizeres sempre a que horas é que passa o programa.
- Ossos do ofício.
- Ossos? Antes fossem...
- Não te lembras de nada do programa?
- Pera lá, Fiona. Ora deixa cá ver...Vamos começar com o novo vídeo dos Franz Ferdinand, não é?
- Muito bem. A canção chama-se «L. Wells» e é um tema inédito que não vem no último álbum. Que mais?
- Bem, depois vamos passar aquele teledisco muito giro de «Crazy». Não me lembro é de quem era.
- Dos Gnarls Barkley, a nova banda de Danger Mouse e Cee-Loo. Não te esqueças que este foi o primeiro single da história da música a entrar para o primeiro lugar da tabela de singles do Reino Unido apenas com dowloads legais.
- É isso. Depois vamos passar... ah, já sei: o teledisco de «Honey, You're Too Much» de Legendary Tiger Man.
- Isso mesmo, o projecto a solo do Paulo Furtado. E o vídeo conta com a presença da Sofia Aparício.
- Bem me parecia que aquela cara não me era estranha...
- E acabamos com?
- Isso é que já não me lembro, Fiona.
- Com o divertidíssimo vídeo de «Nobody Move, Nobody Get Hurt».
- Ah, já sei. Aquele do urso?
- Exacto. E sabes de quem é a música?
- Euh... É dos...
- We Are Scientists.
- Ai somos?

«Heartbeats» (pequena história de uma canção com duas versões e muitos vídeos)

Enquanto a Skin está a atingir nirvanas em mais uma das suas sestas, estou aqui para vos falar um pouco da canção que dominou a primeira parte da última edição do brand:new e que, a julgar pelos comentários, fez algum furor entre os leitores deste blogue canino (aproveito para lembrar que o programa será repetido no próximo Sábado, às 18h30).

No final de 2005, a Sony encomendou a Nicolai Fuglsig, um vídeo promocional para a nova gama de televisores LCD Bravia. O realizador dinamarquês teve a ideia (genial) de fazer 250.000 bolas coloridas descerem uma rua de São Francisco ao som da voz e da guitarra de José Gonzalez. O spot intitula-se Colour Like No Other:

Podem ver igualmente uma versão de alta qualidade do anúncio aqui (Quick Time).

A música que o compositor sueco toca é uma (belíssima) versão de um original (incrível) dos seus conterrâneos The Knife, retirado de Deep Cuts (2003), o segundo álbum da banda (já agora não custa nada dizer que o recentemente editado Silent Shout é um dos grandes discos do ano). Ora, para além de tanto o original como a versão serem duas grandes canções, vale a pena prestar atenção ao não menos belo teledisco original dos The Knife (realizado por Andreas Nilsson), na medida em que lá encontramos a fonte de inspiração para o anúncio de Nicolai Fuglsig (reparem na rua em plano suavemente inclinado onde os putos fazem skate e nas bolas coloridas que, a dada altura, surgem no vídeo):

Mas há mais: para além desses dois belíssimos vídeos, o teledisco oficial da versão do José Gonzalez é igualmente uma categórica prova de bom-gosto e consiste numa magnífica filmagem do compositor sueco a tocar o tema ao vivo num concerto em Nova Iorque (reparem como o jogo das luzes remete para o anúncio da Sony ou, se preferirem, para o vídeo original dos The Knife).

The plot thickens. O mais engraçado é que «Heartbeats» foi igualmente utilizado num outro anúncio, mas que, curiosamente, mantém também uma ligação estética com o vídeo original e o anúncio da Sony - em vez de bolinhas temos leds coloridos que são atirados contra a fachada de um prédio, dando origem a um surpreendente electro-graf (graffiti eléctrico):

Incrível, não é? Eu sei que ainda nem sequer chegamos a meio do ano, mas penso que não estarei a exagerar se disser que «Heartbeats» será uma das canções mais marcantes de 2006, não apenas pela qualidade intrínseca da composição, mas também pelos belíssimos vídeos e anúncios que tem inspirado.

maio 10, 2006

Martin de Thurah

thurah.jpg

A Skin (para variar) está a dormir e, por isso, vou aproveitar este momento de sossego para vos falar um pouco de Martin de Thurah, o autor do vídeo dos Royksoop que passamos na última edição do brand:new. Martin de Thurah é um jovem e já consagrado realizador dinamarquês, em cujo trabalho é bem visível a presença do seu imaginário escandinavo (fúria dos elementos, predominância da noite, sublimação do corpo humano, etc.). Os seus vídeos musicais movem-se sempre dentro de um espaço onírico e, tecnicamente, é sempre dada uma grande atenção à fotografia e a iluminação. Para além disso, não existará actualmente nenhum realizador de telediscos que filme de forma tão assombrosa o rosto humano, recorrendo a grandes planos que, de imediato (e salvas as devidas distâncias), nos remetem para a filmografia de Carl Dreyer, um dos grandes mestres do cinema europeu. No site da produtora Academy Films, é possível visualizar seis telediscos recentes de Martin de Thurah - são todos bons, embora não possa deixar de destacar, para além do já referido «What Else Is There?», o de «Bullets» dos Editors (que fará sorrir qualquer fã de Hal Hartley) e os dois que dirigiu para os Carpark North (cuidadinho com essa banda dinamarquesa). O relativo a «Human», de resto, merece uma menção especial, na medida em que, para além de ter ganho o galardão para melhor teledisco dos Prémios Musicais da Dinamarca), é muito provavelmente a obra-prima do realizador (o elenco é todo formado por crianças que são bailarinos profissonais):

Finalmente, vale igualmente a pena dar uma espreitadela ao seu mais recente trabalho, relativo a Séance (Quick Time) de Lise W, um belíssimo vídeo repleto de grandes planos (ora aqui está o Carl Dreyer novamente) da pele humana e que parece estar constantemente na iminência de descambar para o gore. Mas não descamba.

maio 09, 2006

brand:new #7

skinfiona2.jpg

(Regra n.º 7 do showbizz: os apresentadores não se medem aos palmos.)

- Skin, acorda! Temos de apresentar o programa!
- A sério?
- A sério.
- Que sono... Bem, então começa lá.
- (tosse) A sétima edição do brand:new, que irá para o ar logo às 20h na MTV Portugal, irá arrancar com o vídeo de «Heartbeats» de José Gonzalez.
- Fiona, essa não é aquela musiquinha acústica do anúncio que tem passado na televisão?
- Nem mais, aquele em que 250.000 bolas coloridas invadem uma rua de São Francisco. A canção é a mesma, mas o teledisco é diferente.
- E depois?
- Depois, vamos passar para os The Knife com o vídeo de «Heartbeats».
- Como? Duas canções com o mesmo título?
- Melhor ainda: a mesma canção. O original é dos The Knife e data de 2003. A do José Gonzalez é uma versão.
- Duas vezes a mesma canção? O pessoal não se vai passar?
- Claro que não. As versões são totalmente diferentes e vai ser giro poder ouvi-las de seguida. Para além disso, os vídeos são muitos bons. Mas ouve lá, Skin, não compreendo é esse teu espanto - afinal estavas lá durante a gravação do programa...
- É que tirei uma soneca na primeira parte. Mas na segunda estive alerta. Por exemplo, posso dizer que vamos mostrar o vídeo de «What Else Is There?» dos Royksopp.
- Nem mais.
- Mas ouve lá: esse vídeo não é de 2005?
- Sim, de Novembro de 2005. Mas quem canta é a Karin Dreijer, a vocalista dos The Knife. E, para além disso, ela aparece no vídeo que é, de resto, um dos mais belos do ano passado.
- Tou a ver. Isto está tudo ligado.
- Mas há mais, Skin: vamos fechar a emissão com o teledisco de «Silent Shout», o single de apresentação do novo e magnífico álbum dos The Knife.
- Deixa lá ver se percebi bem: no programa haverá duas vezes a mesma canção, dois temas tocados pela mesma banda e três canções cantadas pela mesma vocalista. É isso?
- Nem mais.
- Esta malta é doida.
- Vai ser giro, vais ver.

maio 08, 2006

Skin & Fiona

skinfiona.jpg

- Olá a todos, meu nome é Fiona.
- Olá, e o meu é Skin. Não sei se repararam que o nome «Skin» é muito mais artístico do que «Fiona».
- Somos duas cachorrinhas com um mês de idade e vamos ser as novas antagonistas que irão apresentar, ao lado do Diogo, as próximas emissões do brand:new.
- Para além disso, a Fiona é aquela que se confunde com o cenário: a fotogénica sou eu.
- Tal como a Julie e a Matilde, somos duas cachorrinhas abandonadas e estamos à procura de um dono.
- Reparem também como o meu pêlo escuro e sedoso cria um contraste verdadeiramente fotogénico com o branco infinito.
- Caso haja alguém que nos queira adoptar podem enviar o vosso contacto para este e-mail.
- Para além disso, gostaria de vos chamar a atenção para a forma ergonómica com o meu corpo fofinho aconchega a cabeça da Fiona, o que é uma prova inequívoca do ascendente que tenho sobre...
- Skin?
- Sim?
- Está caladinha, tá bem?
- ...

Despedidas (alegres) da Matilde

matad.jpg

Pois é: chega agora ao fim a minha aventura blogosférica e televisiva. Espero que tenham gostado da minha companhia, que eu saio daqui satisfeitinha da vida. É verdade: fui adoptada. Caso tenham estranhado o silêncio quanto à minha condição de cadela abandonada, fica aqui a explicação: estava eu a gravar com o bacano do Diogo a minha primeira emissão do brand:new, quando o pessoal amigo da S.O.S Animal recebe uma chamada a dizer que tinha sido adoptada. A minha nova dona, que é gira que se farta e se chama Alexandra, foi compreensiva ao ponto de me deixar gravar as duas restantes emissões que estavam agendadas. Agora se me derem licença, vou-me retirar das luzes da ribalta e dedicar-me em exclusivo ao meu novo lar. Antes de ir embora, fica de seguida a lista, por ordem alfabética, dos telediscos que mostrámos nas três emissões do brand:new em que fui antagonista. Já sabem: podem deixar as vossas preferências na caixa de comentários.

- FAR FROM HOME (Tiga) (Different, 13/03/2006)
- FULLY CONNECTED (Micro Audio Waves) (N Records, 15/04/2006)
- I CAN’T MOVE (Dapunksportif) (sem editora, 27/04/2006)
- JUNE GLOOM (The Like) (Geffen, 06/03/2006)
- KING WITHOUT A CROWN (Matisyahu) (Columbia Records, 22/03/2005)
- NO GOOD (Plan B) (Warner, 24/01/2006)
- NTH DEGREE (Morningwood) (Capitol, 24/02/2006)
- PING-PONG (X-Wife) (Nortesul, 10/04/2006)
- RAPTURE RIDERS (Blondie & Doors / Mark Vidler) (EMI, 23/01/2006)
- THAT HEAT (Sérgio Mendes ft. Erykha Badu & will.i.am) (Concord, 20/03/2006)
- THE BLUES ARE STILL BLUE (Belle & Sebastian) (Rough Trade, 03/04/2006)
- WHEN I WASN’T FAMOUS (The Streets) (Warner, 27/03/2006)

Adeus a todos e não se esqueçam que a Julie continua à procura de um dono. Vejam lá isso, caramba.

maio 07, 2006

Dapunksportif - álbum em Junho

dapunk.jpg

É com imenso prazer e orgulho que anuncio aos uivos (ou não tivessem eles estreiado o vídeo de «I Can't Move» no nosso programa) que os Dapunksportif irão lançar o seu primeiro álbum homónimo no próximo mês de Junho pela Rastilho Records. Por fim, o magnífico primeiro vídeo da banda de Peniche passou a estar disponível na Internet (Quick Time). Quem ainda não conhece, não sabe o que perde.

maio 06, 2006

Jonnie Ross

jross.jpg

A última edição do brand:new está a dar pano para mangas. É que, para além de Daniel Levi, mostrámos igualmente o último vídeo de Jonnie Ross, relativo a «The Blues Are Still Blue» dos Belle & Sebastian. Se eu tivesse de eleger, dentro dos meus conhecimentos caninos, o realizador de vídeos musicais mais promissor da actualidade, Jonnie Ross seria, sem dúvida, a minha primeira opção. A sua obra, para além de denotar sempre um sentido de humor e uma imaginação assinaláveis, é sobretudo conhecida pelo perfeccionismo da sua realização, sendo bastante comum ele perder meses em estúdio para conseguir apurar todos os detalhes do seus filmes. Jonnie Ross estreiou-se na arte dos teledicos da melhor maneira com o teledisco de «Dangerous Disease» dos Blood of Abraham (2002), que arrecadou uma avalanche de prémios no New York Underground Film Festival e no London Antenna Festival. Depois disso, ele foi o responsável de vídeos de culto como «Strangest Thing» dos Freeform Five (2004) e «Cough Coughing» dos Menomena (2005), dois vídeos absolutamente hilariantes (caso não conhecem a música dos Menomena, estejam preparados para levarem dois estalos). Destaque ainda para os dois anúncios que Jonnie Ross produziu para a Panasonic e para uma belíssima curta metragem intitulada The Yearbook. Recentemente, circulam boatos que ele poderá, dentro em breve, iniciar a pré-produção de uma longa metragem (o que me deixa totalmente pavloviana). Tudo isto, e ainda mais, está disponível em Quick Time no site da produtora Smuggler. A sério: vale mesmo a pena irem lá dar uma espreitadela.

maio 05, 2006

Daniel Levi

danielevi.jpg

Na última edição do brand:new, mostramos o mais recente vídeo de Plan B, «No Good», uma belíssima animação stop motion da autoria de Daniel Levi. Apesar do realizador sul-africano ser um admirável discípulo do grande Chris Cunningham (ambos chegaram, inclusive, a trabalhar para a produtora Warp Vision), a verdade é que Daniel Levi é senhor de uma estética muito própria, onde, mais importante do que um hipotético imaginário, é a extrema perícia e o rigor técnico dos seus telediscos, que possuem sempre uma assinalável amplitude cinematográfica (ok: já deu para ver que sou fã). Deixo-vos de seguida links para alguns dos meus vídeos favoritos:

- Freak (QuickTime) (LFO, 2003) - o primeiro e mais premiado vídeo de Daniel Lévi (Best Directorial Debut nos MVPA Awards e Best New Director e Best Dance Video nos Music Vision Awards). É um arrepiante teledisco, impecavelmente realizado, mas onde é por de mais evidente a influência do trabalho de Chris Cunningham, sobretudo do vídeo de Come on My Selector dos Squarepusher e do anúncio Mental Wealth para a Playstation.

- Hot Ride (YouTube) (Prodigy, 2004) - forma uma espécie de díptico com «Freak» dos LFO. De novo, a sombra tutelar de Chris Cunningham é evidente: na violência, nas crianças asiáticas, no cenário apocalíptico, nos sincronismos, etc. Apesar disso, não deixa de ser um poderoso teledisco, cheio de preciosidades ao nível da realização e da montagem.

- Butterfly Caught (Real Player) (Massive Attack, 2004) - era evidente que a estética de Daniel Levi iria assentar que nem uma luva na música da banda de Bristol. O resultado é, provavelmente, o teledisco mais sombrio e claustrofóbico dos Massive Attack, com evidentes ressonâncias da obra de David Cronenberg. Reparem sobretudo na importância da iluminação e na forma fantasmática como a pele humana é filmada. Muito bom.

- Slow Hands (Real Player) (Interpol, 2004) - o mais subtil e admirável vídeo de Daniel Levi. Quando parecia ser impossível fazer ainda algo de interessante com um performance video (teledisco em que os músicos surgem a tocar a trilha sonora), o realizador sul-africano consegue fazer esta absoluta maravilha. Um clássico.

- Chosen One (Media Player) (The Concretes, 2006) - é verdade que não prima pela originalidade ao recorrer a uma das ideias mais batidas no universo dos vídeos musicais (o efeito de «boneca russa» ou «mise-em-abîme»), mas é, novamente, impecavelmente filmado. Nota alta para a direcção dos elementos da banda sueca (aspecto infelizmente tantas vezes menosprezado nos telediscos). Teledisco boa-onda que se coloca nas antípodas da influência de Cunningham.

maio 04, 2006

brand:new #6

matbn6.jpg

(Regra n.º 6 do showbizz: deixar sempre as tarefas domésticas
aos co-apresentadores.)

Como é hoje é 5.ª-feira, ora nem mais, tiraram-me o latido da boca, é dia de brand:new - como sempre às 20h, na MTV Portugal. E para esta 6.ª edição do programa vamos ter (que a gente gostam de variar) quatro grandes vídeos musicais. Iremos começar com «King Without A Crown», dessa autêntica ave rara que é Matisyahu, e passar logo de seguida para o entusiasmante grime de «No Good», o novo single de Plan B, que, apesar de ainda não ter lançado o seu álbum de estreia, já é um dos mais badalados compositores no Reino Unido (a sério: o Mike Skinner que se ponha a pau). Haverá ainda tempo para prestarmos uma justa homenagem aos portugueses Micro Audio Waves, que arrecadaram no passado mês de Março dois dos mais importantes galardões dos Quartz Music (os prestigiados prémios do jornal francês Le Monde, que distinguem os melhores trabalhos da música electrónica independente a nível mundial). Para tal, nada melhor do que passarmos aquele que recebeu o prémio de melhor vídeo musical: o magnífico «Fully Connected». Finalmente, o destaque canino da emissão vai para o hilariante vídeo de «The Blues Are Still Blue» dos Belle & Sebastian, que são, confesso, uma das bandas favoritas desta vossa Matilde (sou muito dada ao retro-quase-chunga). A banda sonora da emissão será, como não podia deixar de ser, dos Micro Audio Waves com o seu premiadíssimo No Waves - pelo menos until our bodies are fully connected.

maio 03, 2006

Kalle Kotilla & Malakias

xwifepp.jpg

Na última edição do brand:new, passámos «Ping-Pong», o single e vídeo de apresentação de Side Effects, o novo e muito recomendável segundo álbum dos portuenses X-Wife. O teledisco, que gravitava de forma originalíssima em torno de toda a iconografia das T-Shirts de rock’n’roll, é da autoria da dupla de realizadores finlandeses Kalle Kotilla & Malakias, que, não por acaso, foram os vencedores do prémio de melhor vídeo musical em 2005, na 13.ª edição do Festival de Curtas-Metragens de Vila do Conde (o faro diz-me que terá sido aí que a banda de João Vieira terá tido o primeiro contacto com o trabalho dos rapazes). O vídeo vencedor foi o relativo ao tema «Song With No Words» da banda Sweatmaster, e é bem fácil detectar no mesmo a marca distintiva do duo finlandês (em vez de T-Shirts, temos cartazes). Podem ver o belíssimo teledisco aqui.

maio 02, 2006

brand:new #5

matbn5.jpg

(Regra n.º 5 do showbizz: oferecer sempre o nosso melhor perfil
aos grandes planos do realizador.)

E como hoje é 3.ª-feira, chegou o momento de levantar um pouco o véu da 5.ª emissão do brand:new, que irá para o ar (e planará que nem um milhafre) às 20h, na MTV Portugal. Iremos começar com «That Heat», o vídeo que marca o regresso do grande Sérgio Mendes (caso não saibam o músico brasileiro com mais discos vendidos no mundo inteiro), que desta feita surge acompanhado de will.i.am dos Black Eyed Peas e da sempre recomendável Erykha Badu. Depois, haverá ainda tempo para o portentoso «June Gloom», o mais recente teledisco das The Like (estejam de ouvidos e olhos bem abertos para este trio de meninas) e para o novo e muito bem conseguido vídeo de «Ping Pong» dos portugueses X-Wife. O destaque canino da emissão vai para o teledisco de «Rapture Riders», o empolgante mash-up que Mark Vidler criou a partir de «Riders Of The Storm» dos Doors e de «Rapture» da Blondie - os fãs dos autores de L.A. Woman que estejam atentos ao vídeo, que o mesmo inclui imagens inéditas de Jim Morrison. A banda sonora da emissão será da responsabilidade d'A Naifa com o seu Três Minutos Antes Da Maré Encher.

maio 01, 2006

brand:new: bandas sonoras

BSO4.jpg

António Fonseca, um distinto leitor deste blogue canino, escreveu-me um e-mail a perguntar de quem era a música de fundo que se ouvia na última edição do brand:new. Ora, tanto eu como a Julie pedimos desculpa pelo esquecimento, pois era nossa ideia dar essa informação nos posts que normalmente publicamos a dar conta do alinhamento dos programas (isto apesar de o Diogo ter sempre o cuidado de referir o disco e a banda no final de cada programa). De qualquer forma, fica aqui a promessa de, a partir de hoje, deixar aqui no blogue essa importante indicação, tanto mais que a banda sonora de cada brand:new consiste sempre numa edição relativamente recente de um artista ou banda portuguesa. Segue a lista dos discos tocados nos quatro primeiros programas:

brand:new #1 - Vol. 2: Quando A Alma Não É Pequena (Dead Combo);
brand:new #2 - TPC (Pink Boy);
brand:new #3 - Timecode (DJ Nel’Assassin);
brand:new #4 - Masquerade (Legendary Tiger Man).

Pois é. O dia 1 de Maio não se aplica ao mundo canino...